Portugal, 10/6/2009

Luis de Camoes

O dia 10 Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas é um bom feriado, porque é feriado. É um feriado de respeito até porque é quase centenário, republicano e porque se relembra que Camões morreu neste dia em 1580.
Hoje, neste dia, ouvindo as declarações solenes da praxe, ganhei uma nova referência no panorama nacional: António Barreto. Grande discurso em Santarém. Tão grande e objectivo que deixou os participantes da cerimónia algo incomodados. Extremamente acutilante sobre o estado do País, disparou sorrateiramente sobre os presentes e ausentes, lembrando-lhes que os Portugueses também precisam de exemplos. Bons exemplos que deveriam vir das esferas superiores. Exemplos inexistentes ou insuficientes na Justiça, na Educação, na Política e em todos os outros planos de interesse nacional. O discurso de António Barreto é uma machadada violenta de objectividade e consciência do actual e real estado do País.

Nesta altura de reflexão, e porque parece que se está a tornar crescentemente uma moda, eu deixo a reflexão simples e directa de outro génio que não Luís de Camões, mas que do passado, muito me tem ensinado sobre o presente e o futuro.

“Eu digo que Portugal, nesta época em que não pode fazer conquistas, nem tem já continentes a descobrir, deve esforçar-se por ganhar um lugar entre as nações civilizadas pela sua educação, a sua literatura, a sua ciência, a sua arte – provando assim que ainda existe, porque ainda pensa.”

Eça de Queiroz, in Notas Contemporâneas, 1880

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