A maior parte das realidades da nossa vida não as escolhemos. É como se fossemos escolhidos por elas. Naquele momento e naquele tempo estávamos presentes e assim, sem mais, tornamo-nos importantes para alguém.
Em 2004 comecei uma verdadeira história de amor sem limites… uma mãe é internada numa clínica psiquiátrica com um prognóstico provável de Alzheimer. Durante 18 meses lutei por aquela mulher, lutei para que sentisse amor, para que se sentisse digna, se sentisse pessoa. Enfrentei uns, aproximei outros, apeteceu-me desistir mas… porque a vida humana não tem preço, havia sempre um dia seguinte e sempre uma nova visita. Posso dizer que com ela fui aprendendo o que é ser uma boa pessoa. No dia 12 Fev. 2006 disse-me que estava feliz, que já podia morrer em paz. Pois faleceu no dia seguinte.
Em 2009 com as “Memórias da Revolução” começou a minha “comentação bloggeira” no Aventar e… porque somos pessoas, não podemos crescer sem acreditar nas pessoas e… no Aventar, o blogue totalmente público.
Um abraço,
Maria
* Maria Monteiro é leitora do Aventar.






Uma bela história, Maria, mesmo se, felizmente, nunca passei por algo do género.Seja bem-vinda. E volte mais vezes.
Maria, é preciso coragem, mas deixe-me que lhe diga que é tambem uma mulher com sorte.Estar perto da sua mãe tanto tempo e acompanhá-la toda a vida, mesmo na morte, é uma dávida de Deus1 Digo-lhe eu que fui abandonado pela minha quando tinha 3 anos.Como vê sei do que falo!
LM, a minha mãe felizmente ainda está viva embora já com muitas limitações. A senhora foi uma mãe que de certa forma foi esquecida pelos familiares.Luís, o meu abraço.
felizmente, ainda bem que é assim.