Rui Tavares e a tese da estabilização da economia

Há dois dias, critiquei no ‘Aventar’ o conteúdo do documento dos Ministros das Finanças do G8 que, em simultâneo, publiquei. Um ponto crucial da minha crítica incidia sobre a tese propalada ‘dos sinais de estabilização das nossas economias’.

Hoje, ao ler o artigo ‘A depressão escondida’ no Público, de Rui Tavares, congratulo-me, passo a imodéstia, com a partilha da minha opinião pelo citado, quando peremptoriamente afirma: ‘Se a economia tiver de facto estabilizado, ela pode simplesmente ter estabilizado em baixa. Aceitar que isto é o “normal” será aceitar uma crise lenta e prolongada’. Para além de confirmar que o meu ponto de vista é idêntico ao de quem foi eleito para o PE, parece-me, de facto, grave e assustador que os grandes líderes mundiais, se é que fizeram o diagnóstico correcto, demonstrem incapacidade de encontrar uma terapia que, como é óbvio, tem que ter projecção global e  resultados reais – a recuperação efectiva.

Como disse anteriormente, enquanto os exércitos de desempregados (cadáveres da economia) continuarem a engrossar, a história da crise resolvida com tal estabilização equivale a um soporífero.