Apontamentos & desapontamentos: O evangelho segundo Marx (subsídios para um novo marxismo)

Hoje trago-vos alguns apontamentos – pensamentos de Marx, frases sábias de um homem sábio e de princípios. Ora leiam:

– Sou um homem de princípios. Estes são os meus princípios. Mas se não concordarem, arranjo outros:

– No que prefere acreditar, em mim ou nos seus próprios olhos?

– O segredo do sucesso é a honestidade – se você conseguir evitá-la, terá sucesso garantido!

– O segredo da vida são a honestidade e a lealdade. Se você conseguir simular possuí-las, tem o problema resolvido.

– Só há uma forma de saber se um homem é honesto: perguntando-lhe. Se responder «sim», ficamos a saber que é corrupto.

– Partindo do zero, consegui atingir os mais altos cumes da miséria.

– «Inteligência militar» é uma contradição de termos.

– A política é arte de procurar problemas, de os encontrar, fazer um diagnóstico falso e aplicar depois os remédios errados.

– A política não faz com que estranhos durmam na mesma cama; o casamento, sim.

– Acho a televisão muito educativa. Logo que alguém a liga, vou para outra sala ler um livro.

– Nunca vou ver filmes em que o peito do herói seja maior do que o da heroína.

– Não sou vegetariano, mas como animais que o são.

– Andei dois anos atrás de uma rapariga até descobrir que os seus gostos coincidiam exactamente com os meus: ambos éramos loucos por raparigas.

– Nunca esqueço uma cara, mas para si vou abrir uma excepção.

– Você é a mulher mais bela que vi em toda a minha vida… o que não abona muito em meu favor.

– Não pense mal de mim, menina. O meu interesse por si é puramente sexual.

– Até logo, querida… Caramba, a conta do jantar é caríssima. Eu sendo a ti, não pagava.

– Pagar a conta? Que hábito mais absurdo!

– O quê? Por que estava eu com essa mulher? É que, sabes, ela faz-me lembrar de ti. De facto, lembra-me melhor com tu foste, do que tu própria.

– Por detrás de todo o homem bem sucedido, está uma mulher. E por detrás dessa, está a mulher dele.

– Peço desculpa de vos estar a tratar por cavalheiros, é que não vos conheço bem.

– É melhor ficar calado e passar por parvo, do que falar e acabar definitivamente com a dúvida.

– Lembre-se de que estamos a lutar pela honra dessa mulher, o que provavelmente foi coisa que ela nunca fez.

– Bebo para achar as outras pessoas interessantes.

– Fui casado por um juiz. Devia ter exigido um júri.

– O casamento é a principal causa de divórcio.

– O casamento é uma grande instituição. Se você gostar de viver numa instituição, claro.

– O verdadeiro amor só surge uma vez na vida… e depois não há quem nos livre dele!

– O mal do amor é que muitos o confundem com uma gastrite e quando se curam, descobrem que estão casados.

– Há tantas coisas na vida mais importantes do que o dinheiro! O problema é serem tão caras!

– Meu filho, a vida é feita de pequenas coisas: um pequeno iate, uma pequena mansão, uma pequena fortuna…

– Não posso dizer que não discordo de ti.

– Ele pode parecer um idiota e até comportar-se como um idiota. Mas não se deixe enganar – ele é mesmo um idiota!

– Por que me hei-de preocupar com a posteridade? O que fez ela por mim?

– Pretendo viver para sempre, ou morrer tentando.

– Ou você está morto ou o meu relógio parou.

– Quero ser cremado. Um décimo das minhas cinzas devem ser dadas ao meu agente, como estipula o contrato.

Claro, que não são frases de Karl Marx, mas sim de Groucho Marx (1890-1977), actor norte-americano, um dos famosos irmãos Marx. Este jogo com o apelido comum às duas personalidades, é uma graça que já foi repetida milhares de vezes. Mas o humor ácido e inteligente do Groucho aguenta diversas leituras. Costumava ele dizer que era tão velho, tão velho, que ainda se lembrava de Doris Day antes dela ser virgem. E também que nunca entraria para um clube que o aceitasse como sócio. Telefonou para a recepção do hotel e disse: «Serviço de quartos? Mandem-me um quarto maior!» Ah, mais uma coisa (diz o Groucho): «Podem citar-me desde que digam que me citaram mal». «Peço desculpa por não me levantar», está escrito no epitáfio do túmulo de Groucho Marx.

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