Um país à beira da ruína…

Medina Carreira diz o que muitos pensam, “essa gente” não faz ideia onde está a meter o país. Uma dívida que cresceu nos últimos 8 anos 54% e que corresponde a um pagamento de juros acrescidos de duzentos e tal por cento. Se lhe juntarmos os empréstimos necessários para fazer as obras públicas socráticas, entre 2015 e 2020 damos baixa. Se alguem a aceitar, obviamente, porque a alternativa é o empobrecimento do país.

Corremos o risco de termos as melhores autoestradas da Europa, e não termos dinheiro para nos deslocarmos de automóvel; o TGV só para espanhóis; um aeroporto para recebermos os velhos do centro e do norte da Europa que vêm para cá apanhar sol; outra ponte, como a da Lezíria, sem tráfego automóvel.

Se não criarmos riqueza vamos para o empobrecimento, mas criar riqueza dá muito trabalho, é preciso competência, capacidade de liderança, ser capaz de captar investimento privado, desenvolver uma política competitiva fiscal, reformar a Justiça, tornar a administração pública amigável, competir num mundo competitivo global.

É mais fácil entreter-se com a família, com as uniões de facto, atirar dinheiro para cima dos problemas, usar as golden shares em empresas públicas a bem não se sabe de quem, fazer “take over” ao BCP , ao BNP e ao BPP, os ajustes directos das obras públicas…

Essa gente não serve para coisa nenhuma, diz Medina Carreira, que é um homem que não precisa dos favores do Estado nem dos partidos!

Quatro ou cinco ministros de grande qualidade, com experiência profissional, sem suspeitas de corrupção, independentes de favores, apoiados pelo Presidente da República e por uma maioria na Assembleia da República, resolviam os problemas do país.

Com “essa gente” não vamos a lado nenhum…

Comments

  1. Pedro Rocha says:

    E ainda há boa gente que acredita no pai natal!

  2. Luis Moreira says:

    meu caro, não podemos é viver com a mediocridade a governar-nos!

  3. maria monteiro says:

    mas se e não vivermos com a mediocridade a governar-nos a gente da massa adandona este porto e ruma o barco para outros portos…


  4. Luís, a crise é, sobretudo, de mentalidades. «Quatro ou cinco ministros competentes apoiados por ume maioria da AR e pelo PR» – De qual AR? Desta? De qual PR, do estúpido que está em Belém? A solução não é fácil. Diria que neste quadro, não há solução.

  5. dalby-o-calmo says:

    Oh Luís eu aprecio o Medina e este ao menos faz-me rir porque tenta não fazer o jogo do entrevistador..mas olha, eu compreendo o meu primo que tem razão…«O TÓ DIZ ,E BEM,..ONDE ESTAVA ELE TAMBÉM E QUE FAZIA E FEZ TAMBÉM ELE QUANDO ESTEVE NO GOVERNO?…(SALVO ERRO DO MÁRIO SOARES NA ALTURA EM QUE GOVERNOU?)-Tens a resposta!…é demasiado cinica e deja vu para responder eu..e tu muito menos em defendê-lo tipo «ah ele não podia fazer isto e aquilo»..Olha quanto ao Medina…É fácil falar quando estás velho e nada tens a perder ou a sofrer….É O CASO DELE. EU APRECIO MUITO O MEDINA MAS RETIRO-LHE A CREDIBILIDADE QB COMO SE FOSSEM OS DESCONTOS PARA O IRS…!!!!

  6. Luis Moreira says:

    Carlos, o diagnóstico há muito que está feito.É preciso haver competência política para pôr as políticas ajustadas em prática. Não podemos é ter governantes que sem dinheiro querem fazer mais autoestradas e TGVs. Isso é muito fácil!