Sócrates : o que parece é!

Não é possível alguem ser Primeiro Ministro e ter uma imagem pouco transparente com a verdade. Ou que a população e a sociedade tenha essa percepção, em relação ao caracter de quem exerce funções que têm uma influência decisiva nas nossas vidas.

A actual notícia e factos relacionados com o processo Freeport, Moniz e Moura Guedes não teria a importância que está a ter se outro fosse o Primeiro Ministro. Sócrates tem passado e tem história neste tipo de coisas, suspeitas, casos mal explicados, militantes ou simpatizantes do PS colocados em funções que podem seguir de perto ou mesmo influenciar os processos que têm a ver com o próprio.

Por mais que se negue, a maior força de um governante é estar acima de suspeitas, ser-lhe reconhecida ética pessoal e política, não basta ser sério, é preciso parecê-lo. E em política o que parece é!

Neste caso uma voz incómoda foi calada, e parece que numa altura em que uns documentos sobre o Freeport iam ser publicados. Metem medo a quem para haver esta precipitação? Porque nesta altura calar uma voz incómoda, a vinte e três dias das eleições, parece que é uma decisão motivada por razões políticas.

Quem se apressou a apontar o dedo a Sócrates fê-lo com a legitimidade de quem pensa que o Primeiro Ministro é capaz de fazer isto e mais alguma coisa, que tambem aqui está a ter dificuldade em ter uma relação sádia com a verdade.

Esta questão vem provar que para o cidadão comum prevalece o plano do Estado de Direito, uma pessoa só é culpada depois de um tribunal a considerar como tal, mas para um político tal não é suficiente, há outro plano, o plano político que é essencial à sua eficácia nas funções que exerce.

Uma coisa é certa. Não parece possível termos um Primeiro Ministro que esteja permanentemente sob suspeita!

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