Judite – um árbitro com muitos amarelos

O que foi mais estranho em todo este debate é que a arbitra tenha tido tanta influência no resultado da contenda.

Em primeiro não se ouviu uma pergunta sobre os casos que colocam Sócrates em xeque. Nada de Freeport, apesar das novas notícias, nada de TVI, apesar da celeuma, nada de “asfixia” apesar de Loução lançar uma mãozinha.

Os casos “pequeninos” como lhe chamou Sócrates que se contam por muitos milhões, foram rapidamente tratados com a extraordinária explicação que o ajuste directo é o que o governo achou como melhor para o Estado. Ninguem esperaria que dissesse que era a pior.

A venda de um terço da Galp é um dos negócios mais mal explicados de sempre, o próprio Amorim veio dizer que recebeu um telefonema do ministro Pinho quando andava a passear na praia, que nunca lhe passaria pela cabeça que lhe poderiam oferecer um negócio daqueles assim, sem mais.

A Judite não falou sequer na questão das ajudas financeiras aos bancos, os muitos milhões que o Estado lá meteu e de que ninguem sabe o paradeiro.

Na questão fiscal o Loução quiz dar uma borla ao Sócrates e não explicou como se complementa a proposta, por exemplo tirando os benefícios, que realmente favorecem os ricos, mas baixando a taxa do imposto.

Louçã quiz manter uma porta aberta e Sócrates aproveitou a boleia.

Manuela Ferreira Leite deve estar a sorrir lá em casa, o PS está onde ela o queria. Encostado ás barreiras da praça . Do lado da sombra!