O negócio dos livros escolares

Sem 200,00 euros não se compram os livros necessários para o filhote poder estudar. Se tiver mais que um começa a ser um drama para a maioria das famílias. A “bolsa do livro” era uma ideia estupenda para ajudar estas famílas, mas parece que se mudam todos os anos para que o negócio não acabe.

Esta conversa de que estão todos muito preocupados com as famílias cai à primeira análise. E que a “escola obrigatória” é uma medida de grande alcance, e é, assim se completasse com uma política tão simples de implementar, como seja reunir as condições para que os livros não pesem nas bolsas dos mais pobres.

No meio de tantas medidas de apoio, diárias, nunca se discutiu esta tão importante. E que o livro perdure por “n” anos escolares por forma a servir a mais que um aluno e que possa ser gratuíto.

Nada! O negócio é mais importante o que envolve muita gente interessada. Desde os livros escolhidos e quem os escolhe, a quem os edita, a quem os distribui e vende.

É, no mínimo, estranho que ninguem, ligado ao meio escolar não se indigne com esta situação .

Algum professor poderá explicar este negócio anual de milhões ?

Comments

  1. Adão Cruz says:

    Uma vergonha, avento eu há anos. Como se o saber dos livros mudasse de ano para ano! Um negócio sujo, perfeitamente enquadrado, como tantos, numa crua e oportunista exploração dos outros, perfeitamente integrada no esquema do ensino capitalista.

  2. Ricardo Santos Pinto says:

    Tens toda a razão, amigo. Hei-de escrever um «post» sobre isso. Quanto aos professores, são obrigados a escolher um determinado livro de x em x anos. É o Gobverno que tem poderes para acabar com isto, mas não quer…

  3. carla romualdo says:

    É realmente vergonhoso. E a acção social escolar ainda deixa de fora muita gente que só a custo consegue comprar todo o material escolar necessário.

  4. isac says:

    é mais um sinal do espírito e do estado corporativista da nossa sociedade. E nem sequer há hipótese de alterar este panorama… quer dizer, haver, até há, mas se não dá dinheiro a ganhar, qual é o interesse?


  5. […] Luís lançou o desafio e eu não podia deixar de vir esclarecer como tudo se processa. De acordo com as […]

  6. Sergio Gaspar says:

    Este flagelo para não usar o termo atentado à nossa carteira, é inadmissível. Recordo-me dos meus tempos escolares e estou bem recordado porque ainda recentemente tive com um desse manuais na mão, os manuais escolar de há 25 anos tinham uma duração de pelo menos 5 anos pois era o diferencial que os petizes lá de casa tinham e todos estudamos no mesmo manual e esta realidade foi da primária até pelo menos ao nono ano de escolaridade. Logicamente não me oponho a melhorias mas certamente o ensino do português e da matemática, não evoluiu assim tanto que não haja hipótese de manter os manuais por um decénio. Haja solidariedade para com as nossas carteiras… Bolas!!!…