O mistério básico do capitalismo

Van-Eyck-Arnolfini

O mistério básico
do capitalismo: como uma coroa, permanecendo imóvel

durante um certo período de tempo, faz nascer dez cêntimos
ao seu lado – por exemplo: Tu pões

como diz o anúncio
20.000 coroas numa conta de alta rentabilidade

num dos nossos grandes bancos. Passados seis anos
podes ir a esse banco e receber

35.532 coroas. Agora a questão é: A quem
tiraram as 15.532 coroas?

Jan Erik Vold

(versão de LP, a partir da tradução para castelhano de Francisco J. Uriz reproduzida em El poema nos recuerda el mundo, prólogo, selecção e tradução de Francisco J. Uriz, Libros del Innombrable, Saragoça, 2000, p. 104).

Além do poema em si, serve a sua publicação no Aventar para uma notificação a quem gosta de poesia: fica condenado a visitar regularmente Do Trapézio Sem Rede – poesia passada para português, sob pena de ser declarado mentiroso.

Os que não gostam de poesia devem fazer o mesmo com fundadas esperanças numa melhoria do seu estado de saúde.

Comments

  1. Belina Moura says:

    Aí é que está o busílis. O grande imbróglio!

  2. isac says:

    O Madoff já mostrou qual é o mistério: as 15.532 coroas são dos outros que depositaram o dinheiro a seguir


  3. zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

  4. Ricardo Santos Pinto says:

    Agora chamas-te Leonarda?


  5. è o nome do meu cão que eu gostaria que tivesse sido uma cadela, chamava-se «leonardo» um viril serra da estrela puro mas a quem eu tentei sempre perverter chamando-lhe «leonardinha»!!EM VÃO! SÓ GOSTAVA DE CADELAS, PEQUENAS E MAGRAS!

  6. Belina Moura says:

    Bi!


  7. bi polar bi tri quadri mas de inteligência..deve estar enganada oh maria das dores e dos xupas xupas..aqui leonarda-a-boa!

  8. Belina Moura says:

    Hoje vais ao Zoom? A melhor disco do país! Altamente, um ambiente internacional, cheia de charme, carisma, classe… e tem também os outros dois Cs…Adoro! Se calhar apareço, mas mandar-te-ei chamar, mori! E não vou poder dançar, ainda não estou plenamente recuperada, mas fico só ali sentada, a ver e a ouvir.

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