PPV, o partido contra o incentivo claríssimo à masturbação

escrevi isto em março é o  mais lido que por ali tenho. acabei de descobrir que o PPV é agora um partido e concorre

ppv

O movimento Portugal  Pro Vida (PPV) dedica-se a organizar “Veladas pela Vida” à porta de hospitais e clínicas onde se fazem IVG’s, sintoma de que Portugal é finalmente um país civilizado, onde há IVG’s nos locais próprios e pessoal que acende velinhas cá fora. Fiquem-se pelas velas, e estamos bem.

Mas como isto da vida tem muito que se lhe diga, anda agora o PPV numa cruzada contra a educação sexual nas escolas, ou melhor: a educação sexual curricular, que a informal sempre existiu em todo o tipo de estabelecimentos de ensino, a começar nos seminários e colégios de freiras, embora possivelmente alguns dos PPV’s não tenham dado por isso, há sempre malta distraída.

Escreve Thereza Ameal:

“Vale a pena também ver a página em anexo dum folheto usado numa aula para crianças de 10/11 anos, com incentivo claríssimo à masturbação e já agora, sob a capa anti-discriminação, o incentivo à homossexualidade. Com coisas destas é bem natural que se ponham a fazer experiências com o melhor amigo ou amiga. Muitos pais estarão totalmente de acordo com isto, mas aqueles que acham que não se deve incentivar crianças de 10 e 11 anos a experimentar o orgasmo que a masturbação proporciona (“a sensação de excitação e arrepio nos órgãos genitais que pode fazer com que todo o teu corpo fique relaxado”), não merecem também o respeito pela sua consciência no modo como exercem o seu direito de primeiros educadores dos seus filhos? Não seria pelo menos mais democrático?” (o sublinhado é meu).

Parece-me uma questão pertinente, e algo esquecida nos tempos conturbados que atravessamos. Por um lado sabemos que todo o esperma é sagrado, e preservar a sua guarda para efeitos de procriação é uma missão em que se devem empenhar todos os defensores da vida. Se no caso feminino a excisão clitórica parece resolver o problema, nos jovens machos, embora a circuncisão ajude, não chega.

O aparelho anti-masturbação masculina, cuja produção parece ter sido abandonada há mais de 70 anos, bem podia voltar às linhas de montagem, criando de resto empregos, sempre bem vindos em época de crise. Claro que a tecnologia o pode tornar obsoleto, e um sensor anti-masturbatório colocado nas cuecas do infante, com envio imediato de SMS para os pais do prevaricador, seria sem dúvida mais confortável. O choque tecnológico aplicado à pívea, é uma sugestão que deixo à Srª. Theresa.

Não sabendo escrever orações, deixo aqui o meu contributo para a campanha através de um clássico do audiovisual, e algumas sugestões para refrão de combate:

  • Sexo é amor a 2 não é com 4+1
  • Guarda o espermatozóide menino, ou ainda perdes o tino
  • O orgasmo é do diabo, ainda o tens pelo rabo

etc.

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vai ser um prazer contar-lhes as punhetas.


Comments


  1. Ena pá!!! Que grande malha!!!! Como eu gostava de ter escrito isto!!! Mto bom!!!

  2. isac says:

    uma das frases de campanha do PPV é: “na cabina de voto, DEUS VÊ-TE!” isto não é uma piada, é mesmo verdade.

  3. maria monteiro says:

    Isac, de tudo o que tenho visto e ouvido, já nada me espanta…movimentos/partidos “pro vida” fazem parte do grupo da publicidade enganosa… “vendendo” à opinião pública valores cristãos que eles próprios não praticam…é vergonhoso que tão “dedicadas” pessoas voluntariamente se ocupem assim dos outros e da suas vidas.

  4. isac says:

    eu acho é que este pessoal não percebe que com este tipo de aproximação perde mais do que ganha. mas isso também quer dizer, que são verdadeiros consigo próprios e não fazem concessões. é algo de positivo, ainda que ache que estão errados.

  5. carla romualdo says:

    Excelente proposta. Voto no sensor com envio automático de SMS, o aparelho da foto pode enferrujar e é anti-higiénico. Every sperm is sacred para hino da campanha de sensibilização, já!


  6. […] «post», acabo de o confirmar. Pois o meu colega João José Cardoso, não contente por fazer um «post» sobre masturbação, onde utiliza também expressões indecorosas como punheta, pívea, etc., ainda desdenha da […]

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