Louçã não cumprimenta as peixeiras, ou uma demonstração de coerência

No dia em que se sabe que Louçã fez um PPR (como dizia o outro, não havia necessidade, não me parece que tenha de ir contra o que defende para assegurar o seupé de meia), o «Publico» faz manchete com a recusa do líder do Bloco de Esquerda em visitar o espaço das peixeiras no Mercado Municipal de Alcobaça.
Ao contrário do que parece, trata-se, em minha opinião, de uma prova de coerência, de fuga ao populismo. Todos sabem que as peixeiras dão excelentes imagens televisivas, muitos gritos, mutios beijinhos. É o que elas querem, está-lhes nas guelras. E fazem isso seja a quem for que lhes apareça pela frente.
Ao não querer entrar no espectáculo, Louçã mostra que é diferente dos outros. Podia ir e a seguir tomar um banho rápido. Não o fez. Deu o corpo às balas e fez o que a consciência lhe ditou.

Comments

  1. Pedro says:

    O Dr. Louçã quando se distrai mostra bem a sua faceta. É a favor das classes desfavorecidas mas só se forem intelectualmente “superiores”. As peixeiras apesar de dignas e com o mesmo direito de voto que os pseudointelectuais de esquerda, não discutem teorias economicistas ou filosóficas. Já agora Dr. Louçã falará com lixeiros, talhantes, trolhas, coveiros, …, enfim, falará com o verdadeiro povo se um dia fôr ministro de alguma coisa? Talvez o ministério mais adequado para si seja o Ministério da Igualdade (um que permita impôr a todos os Portugueses que sejam “iguais” à sua ideologia), eventualmente designado por Ministério das Elites Pensadoras e Consumidoras de Cannabis Que Não Toleram Mediocridade ou Sucesso Económico. Estou solidário consigo, pois é muito difícil ser actor 24horas por dia.

  2. maria monteiro says:

    Eu nunca entro num mercado de peixe, nos supermercados não vou à parte do peixe fresco, sou incapaz de estar na praia quando os pescadores recolhem as redes, nunca comprei peixe fresco, nunca cozinhei peixe … o cheiro do peixe fresco, das sardinhas assadas, do peixe grelhado… dá-me vómitos o que por vezes me faz passar por situações de abandono de alguns locais. Não é doença nem mania mas o peixe não “casa comigo”