
No hemisfério norte começa agora o Outono. Também acaba o verão. Ambas as coisas me são agradáveis.
Termina a excitação que dilata os humanos, estendidos entre grãos de areia e metendo o corpo no mar como quem vai ao chuveiro.
Começa o espalhar das folhas pelo chão, o melhor tapete para os pés, sobretudo em dias de vento.
E a música abandona os tiques de engate veraneantes.
Os velhos deuses acordam no Outono. A celebração do fim de um ciclo é a festa do seu recomeço.
As melhores paixões vivem do Outono, e podem crer, a melancolia é o seu sublime condimento.
publicado em simultâneo






[…] publicado em simultâneo […]
como te compreendo, meu irmão. abraço.