João Rodrigues, no “i” fala na asfixia democrática que existe hoje nas Honduras. Suspensão das liberdades democráticas, recolher obrigatório, assassinatos políticos e desaparecidos, a mesma política que tem por trás os grandes interesses oligarquicos que se sentem ameaçados. A história da América latina é a história dos golpes de Estado contra governos democráticos e reformistas- da Guatemala de Arbnz na década de cincoenta ao Chile de Allende na década de setenta, passando pelas recentes tentativas falhadas de afastamento de Chavez e Morales na Venezuela.
Teria sido a vontade do presidente deposto de realizar um referendo não vinculativo, para a convocação de uma assembleia constituinte, que reveja uma constituição feita à medida dos interesses de uma pequena elite, num país onde 2/3 da população vive abaixo dos níveis de pobreza.
Esta explicação é tão boa como outras que já vimos escritas, estamos todos de acordo com os considerandos e com a descrição de um país miserável “a chiquita banana” ou a “república das bananas” com as Honduras em mente quando se inventaram aqueles termos.
O que ninguem explica é o que terá levado o Presidente a propor um referendo quando a constituição tem os seus próprios termos de revisão, dando assim um pretexto aos que estão sempre prontos a matar a Democracia.
Fazer juras de amor à Democracia e à Constituição não leva a lado nenhum se não formos os primeiros a cumprir com as regras democráticas.
E o que sempre perguntei e ainda ninguem respondeu é: cumpriram?
PS: interpretar a minha perplexidade como apoio aos golpistas tambem não é democrático.








LM mas eu não o vejo, nem sequer o imaginei em algum momento, a apoiar golpistas seja nas Honduras seja em qualquer outro lugar.
Claro, Maria, espero que não.Eu só estou a tentar perceber.
percebo o ponto de vista. e em parte partilho da mesma visão. mas continuo a achar que nos imiscuímos demasiado na vida dos outros países sem conhecermos verdadeiramente a sua realidade. vivemos aqui neste país há tanto tempo e a realidade ainda é tão diversa que não nos entendemos…
Nós só estamos a tentar perceber.Localmente tudo é muito diferente. Chavez é visto localmente como alguem que envergonha a América do Sul. E, no entanto, todos compreendemos a nacionalização da indústria do petróleo
Amigo Luis Moreira, não entendo. Como é que Chavez é visto localmente como alguém que envergonha a América do Sul, se tem cerca de70 a 80% de apoiantes?