Primeiro Lisboa – não às obras do governo

A soma dos votos em Lisboa do PSD e do CDS ultrapassam os do PS. Como é de prever, grande parte dos votos de Roseta e Fernandes fugiram ( votaram neles por serem independentes, eu próprio o fiz) quer dizer que António Costa está em maus lençóis, e não estou a ver que quer o PCP quer o BE façam o sacríficio último de não se apresentarem a eleições e assim acumularem o voto útil no PS.

Há um factor extremamente pertubador nestas eleições e que joga contra Costa. A existência da Empresa Frente Ribeirinha, braço armado do governo para os apetites dirigidos aos terrenos da frente Tejo, aos contentores de Alcântara, à megalomania das obras no terminal de Santa Apolónia, ao aeroporto que desaparece, à terceira ponte sobre o Tejo destruindo de vez um dos mais belos estuários do mundo, ao novo museu dos Coches e tudo o que já foi feito, como o Hotel do sr. Arquitecto Salgado, junto da marina de Belém , a Fundação Champallimoud a crescer junto da marina de Pedrouços e o mais que não sabemos.

A cidade precisa que a Câmara seja uma defensora dos seus interesses e ofereça resistência ao fartar vilanagem que o governo está a preparar e não, de alguem, que por ser da mesma côr do partido do governo, seja um compincha “amansado”.

Embora simpatize com António Costa, a verdade é que gosto mais de Lisboa e, por isso, Costa não leva o meu voto.