Apresentação

A convite do meu querido amigo Mohammed Al-Sahaf, refugiado iraquiano em Portugal que, numa tentativa de se integrar no melting pot, insiste em que lhe chamem Fernando Moreira de Sá, cá estou eu de volta às andanças da Blogosfera.

Mais velho, mais paciente, mais experiente, com uma idade que, se tivesse decimais, arredondava para 30. Em menos de 3 anos junto-me ao FMS no clube dos velhos.

Como tal, é largamente exagerado o boato de que venho reforçar a sinistra. Como comentador de um blogue da dimensão do Aventar, devo ter sempre o interesse nacional em mente, resistindo às pressões que surjam dos diversos quadrantes político-partidários.

Como comentador, devo manter-me acima dessa luta e assegurar a inviolabilidade do meu login.

A minha perspectiva é a da que temos uma classe política que reflecte fielmente os piores defeitos do país não reflectindo, contudo, as virtudes, pois à volta do Estado aglutinam-se tendencialmente os estereotipos máximos de uma certa pequenez lusitana, sendo que as nossas melhores mentes fogem, justificadamente, da vida pública a sete pés. Há décadas que a má moeda conseguiu fácilmente expulsar a boa e temos a vida pública praticamente entregue a professores universitários que nunca saíram dos gabinetes, a advogados que nunca advogaram, a engenheiros que nunca “engenharam”, e a um enorme contingente de pessoas que fogem de um sector privado no qual não se conseguem afirmar.

Assim sendo, dificilmente entrarei em guerras politico-partidárias que, hoje, considero enfadonhas e desprovidas de sentido (não considero que sejam enfadonhas e desprovidas de sentido em absoluto, apenas considero que, com estes protagonistas, o são). Escreverei sobretudo sobre questões concretas que, de alguma forma, afectam a nossa vida, sem qualquer orientação partidária subjacente.

No entanto, como declaração de interesses, o meu posicionamento político favorece um combate activo à pobreza e suas consequências, uma promoção activa da igualdade de oportunidades, e também é pouco avesso a ver o Estado intrometer-se em questões de religião e moral, que considero sectores que devem ser apolíticos.

Até já!

Comments

  1. Adão Cruz says:

    Boa entrada João, pois eu afino mais ou menos pelo mesmo diapasão.


  2. Pois, eu ainda não decidi se opto pela nacionalidade local ou se continuo iraquiano. Mesmo assim tive razão antes do tempo: os “americas” regressaram a casa a chorar. Apenas não fui compreendido pela imprensa internacional e, sobretudo, pela blogosfera e pelo youtube.Ass.: Mohammed Al-Sahaf da Maia

  3. Luis Moreira says:

    Bem-vindo, João! Todos queremos um país melhor, só divergimos nos caminhos!

  4. maria monteiro says:

    eu ando mais pelas azinhagas e na falta de GPS vou-me guiando pelas estrelas… outros vão caminhando noutras estradas … uns estão aqui no Aventar outros andam por aí… mas todos queremos um pais melhor Bem-vindo JPS

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