Esclarecimento sobre a minha carta aberta à Ministra da Educação

Parece-me bem ser o Aventar o único blogue que não tem usado um texto escrito por mim na Página da Educação, na que colaboro há mais de 15 anos. Essa carta endereçada à Ministra da Educação, que, dia sim dia não, torna a aparecer.

Os leitores têm esquecido que o texto é uma crítica para quem trabalha em educação, como eu, e que começa: Querida Maria de Lurdes, com firmeza mas com respeito. A palavra respeito foi esquecida e os leitores apenas se lembram da palavra firmeza. Parece-me mal, especialmente porque ela fez como entendia.

Não concordo, mas era com boa intenção que mandou o que mandou. Não acredito que entenda, não é a sua área. Mas não se faz troça da árvore que não conseguiu arrebitar. Aliás, dirigir a Educação em Portugal é um grave problema: as crianças vivem como adultos e estão sempre cansadas e muitos docentes não sabem explicar.

Quem fez mal foi quem a escolheu para o cargo.

Poucos educadores conheço eu que saibam ensinar: Afonso Augusto da Costa, antes dele João de Deus, Maria Luiza Cortesão, Afonso Costa neto e Ricardo Vieira, Rómulo de Carvalho, Bento de Jesus Caraças, Nuno Crato, José Gil, Augusto França,entre outros.

Não se deve bater em árvore derrubada. Criticar no momento, é um dever, mas não ter imaginação para Reformas é um delito, uma felonia. Especialmente se a docência é a saida para muitos que, como digo em vários livros meus, ensinam a partir do texto que o estudante deve ler. A vida não são férias nem ironias. Vejam só o exemplo que vingou em plena ditadura: Veiga Simão.

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