Autárquicas: Valongo e as dificuldades de governação (e Tino de Rans)

Fernando Melo faz uma pausa no seu discurso durante o quinto aniversário do Espaço Internet de Valongo, comemorado a 30 de Janeiro de 2009

O período pré-eleitoral anunciava o cenário. A campanha reforçou essa ideia. As eleições de ontem confirmaram. Valongo arrisca mais quatro ano difíceis. Fernando Melo obteve mais um mandato mas, desta vez, sem maioria absoluta. Aliás, em rigor, já não a teve no mandato que agora se prepara para terminar.

Depois de uma vitória nas urnas, por cerca de 1500 votos, em 2005, Melo enfrentou um período político muito complicado, vendo alguns vereadores eleitos na sua lista alinharem ao lado da oposição, retirou-lhes pelouros e poderes e alguns deles aprovaram mesmo um voto a retirar capacidade de gestão financeira ao presidente. Crise grave, pois. Foi uma casa onde poucos se entenderam.

O cenário pré-eleitoral já apontava para este dia seguinte. Foi a confusão geral. Maria José Azevedo e o PS não se entenderam e a vereadora avançou como independente. Os partidos partiram-se. Houve de tudo. Socialistas a apoiar a candidata independente, que também recebeu o incentivo de ‘laranjas’ descontentes com Melo, levando a que alguns dos socialistas ‘rebeldes’ regressassem ao PS e a apoiarem Afonso Lobão. Houve bem mais, mesmo nas freguesias, mas será história para outro dia.

Nas urnas, Fernando Melo saiu vencedor, com quatro eleitos, deixando o PS com três e a lista Independente a garantir dois mandatos. Gerir um concelho como Valongo nestas condições, e com os dramáticos antecedentes, não será simples. Tanto mais que a política de alianças afigura-se bem complicada. É que PS, e talvez Maria José Azevedo, podem estar a pensar já nas próximas eleições. Nessa altura Fernando Melo não será candidato.

Ah, quase esquecia um dado que pode parecer irrelevante mas não é: o independente Vitorino Silva (mais conhecido como Tino de Rans) obteve 2328 votos (!), mais que CDU e BE. O que é que isto nos diz?

Comments


  1. Diz-nos que o povo gosta do Tino.

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