Coimbra não vota em traidores

Era uma vez um concelho chamado Coimbra onde reinava Carlos Encarnação. A concorrência directa chamada PS achou que não o iria destronar, e andou andou andou para encontrar alguém que fosse perder com ele.

Mas também havia um vice-reinador de seu nome Pina Prata que se tinha desentendido com o reinador-mor, sendo por ele demitido dos seus poderes, e se preparava para afrontar nos votos do povo o que perdera em votos no seu partido.

O partido chamado PS acabou por ir buscar um doutor à universidade. Ora neste concelho o povo tinha um ancestral segredo: quando dizia senhordoutor, pensava filhodaputa. Coisas de uma velha luta de classes entre o povo e os doutores, que nem mesmo um ainda jovem partido de esquerda percebe.

Como o desentendido Pina Prata  se intrometia, traindo e fazendo-se a uma campanha desabrida, ainda  nasceram esperanças nas hostes oposicionistas de penetrar pelas tropas adversárias assim rompidas.

Sucedeu então que Coimbra não votou no traidor, e votou no senhor que já reinara oito anos.

Ficou tudo como dantes, mas pelo menos vou gramar com menos ranchos (essa coisa do António Ferro promovida a muito antiga quando ainda é só velha), reformando-se o mais inacreditável vereador da cultura das autarquias nacionais de todo o sempre, espero.

E somos todos muito felizes.

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