Armando Vara foi despedido do governo pelo Presidente Sampaio, devido às embrulhadas na Fundação rodoviária, ou coisa que o valha, que no fundo era uma forma de utilizar dinheiros públicos sem o controlo administrativo do Estado.
Teve como prémio ir para a Administração da Caixa Geral de Depósitos, que é controlada a 100% pelo Estado, logo quem o lá colocou foram os amigos do governo. Vara ,até se mostrou muito ufano quando foi à Assembleia Geral da PT, accionar a golden share do Estado para impedir a OPA da Sonae.
Quando passou para administrador do BCP, banco privado, mas caso único no mundo,onde o governo coloca os seus homens de mão, Vara passou a ser um banqueiro privado. É, pois, como privado que Vara terá cometido os deslizes. Pressão sobre os governantes para decidirem a favor de quem lhe pagaria as comissões.
Mas, pergunto eu, este trabalho não é trabalho de banqueiro, fazer render os seus conhecimentos pessoais para favorecer um cliente? Onde acaba a intermediação e começa a corrupção?
Este exercício é só para mostrar como o governo se vai enforcando na teia que vem tecendo. Qualquer negócio neste país passa pelo gabinete do primeiro ministro, onde reside o poder, que transforma concursos públicos em ajustes directos que vão direitinhos para as empresas amigas. E porque são empresas amigas?
Em que são diferentes estes negócios, estas adjudicações, do ajuste directo dos Contentores de Alcântara? Em que o próprio Tribunal de Contas vem dizer que o interesse do Estado não foi acautelado?
São precisas escutas?






A corrupção é mais grave do que a gripe A … recomenda-se internamento de longo prazo, em caso de reincidência isolamento total …