Estorietas de rufar de tambores de guerra

 

 Pelos mais recentes relatórios que na imprensa surgiram, as clivagens entre os militares do Reino Unido e dos EUA foram profundas, logo desde o início da Guerra do Iraque. Estas divergências têm antecedentes bastante conhecidos e para não irmos muito longe, bastará recordar o gáudio dos oficiais ingleses perante a tremenda derrota sofrida pelos G.I. às mãos de Rommel, na batalha do Passo de Kasserine. Para citarmos outro exemplo, a inépcia do comandante-em-chefe Aliado, o sr. Einsenhower, provocou uma investida das forças da Wehrmacht na Bélgica (Dezembro de 1944), quase comprometendo a viabilidade da Frente Ocidental. Montgomery zurziu violentamente na capacidade de discerrnimento dos seus aliados de além-Atlântico e as considerações tecidas pelos comandantes de campo ingleses, em relação à capacidade dos mastigadores de chewing-gum, foram tema de conversa nos clubes militares londrinos ao longo de décadas.

 

 

 

Uma poderosa logística, onde não faltam loções para a barba e quiçá depilatórios, oferece imensas possibilidades de contentamento pessoal às tropas em campanha. No entanto, para o sucesso, os EUA sempre recorreram muito legitimamente à força da sua indústria, carpetes de bombas, desfolhamento maciço, o 30 para 1. Por vezes, poderemos ser tentados a pensar no que teria sido a Guerra de África, se os aliados americanos tivessem facultado a Portugal uma ínfima parte do equipamento desperdiçado no Vietname e que era necessário às nossas forças?

 

Não se duvida da valentia e abnegação do soldado americano, mas este frenesim em tudo controlar através de um descarado exibicionismo, é simplesmente caricatural.

 

Quem não se lembra das públicas e grosseiras reprimendas do general Schwarzkopf  ao comandante-em-chefe do exército saudita, Kalhid bin Sultan durante a 1ª Guerra do Golfo? O truculento germano-yankee, não suportava a ideia de poder ser sublimado aos olhos dos soldados árabes, por um "cameleiro qualquer" que para cúmulo, era um príncipe, um pecado mortal. In God We Trust!

 

Estórias que a História não se cansará de repetir. Agora, os ingleses provam do remédio que costumavam administrar a certos Aliados. É a lei das compensações. Bem feito!

 

 

 

 

Comments


  1. E os soldados ingleses, que morrem, são cada vez mais, ruivos e sardentos, vindos do fundo da Irlanda, dos bairros pobres. Até lhes trocam o nome…


  2. E pelo que vi na TV, a gente ruiva está em vias de extinção. Ficam-se as tintas… paciência…

  3. maria monteiro says:

    apenas um “pequeno erro” do Sr. Gordon Brownque ao escrever carta de condolências troca o nome ao soldado Janes…