Mulher a crescer, machismo a tremer

 1. Introdução em forma de fandango

 

A temática é imensa. O debate com a minha equipa nunca mais acaba. Porém, encurralo as ideias para começar apenas com a do título. O meu título é uma hipótese. Uma hipótese depreendida da experiência da minha pesquisa, como é habitual. Pesquisa que analisa crianças. Análise de criança necessária para o adulto entender o seu contexto. Adultos a mudarem vertiginosamente nos últimos tempos. Na década do Setenta do Século XX, estudei no Chile, com uma equipa formada por mim, por Blanquita Iturra, analista, e Nilsa Tápia, Assistente Social, um grupo de mil mulheres casadas a viverem nas suas casas, objecto da minha investigação. As casas serviam para cuidar dos pequenos e alimentá-los. Lares dominados pelos homens, maridos ou não, pais das crianças ou não, mas lares dominados contra o prazer das mulheres. Ainda me lembro da mulher que falava do seu lar e do orgulho que sentia por ele e pelo seu homem ser capaz de lhe dizer o que fazer. A raiva que sentia, ao mesmo tempo, porque tudo o que ela fazia, não era da sua satisfação. Mulher a não saber era do amor, mas sim da servidão. Mulher com raiva do marido, mas com o orgulho de sentir que tinha um homem que mandava e entendia o mundo.

Esse que ela parecia não perceber. Mulher que falava enquanto as outras senhoras do grupo calava a olhar para o chão. História já referida por mim num outro artigo deste jornal.

Trinta anos depois, esta história aparece diferente no meu sentir. Faz-me pensar que o homem procurava amparo na mulher e vice-versa. Homem que não queria ter mais uma outra voz em casa a dizer o que fazer. Homem criado para governar o lar com palavras, sem entender as horas vazias da mulher mãe, da mulher empregada de cozinha, da mulher varredora do chão, lavadora de roupa, aquecer a cama à espera do homem que quer amar. Homem criado para mandar e aparentemente sábio na sua autoridade. Eis a filiação da infância cujo estudo me interessa e absorve. E, enquanto penso, sinto a solidão do homem, pai, companheiro, culturalmente autoritário. Machismo, dirá o leitor? Machismo, dirá a leitora? Machismo, digo eu, da mulher e do homem. Mulher a crescer, a entender o mundo além do lar. Homem habituado a ser apenas ele a perceber o mundo fora do lar. Batalha travada faz séculos e ganha hoje em dia pela luta feminina. Feminismo, onde não se dá luta nenhuma pela masculinidade. Ideia esta, a da masculinidade, certa e segura durante séculos e em várias culturas. Até que um dia a economia faz tremer, faz tremer a sociedade e o homem perde a arrogância pelo desamparo no qual fica. Desamparo que o homem sofre por parte da mulher, que entra na economia. Esse domínio definido sempre como masculino. Enganado ou não. Certo ou não. Festa ou drama. Triunfo ou derrota. Dança espalhada pelo mundo, quer no fandango, quer na lei, quer na doutrina: da costela do barro do homem, foi feita a mulher, diz o Génesis da Bíblia. Da licença do marido para a mulher trabalhar, dependia a liberdade da mesma, dizia o Código Civil Napoleónico, organizado como Código Civil Português em 1867, reformulado nos anos setenta do século XX, para autonomizar a mulher. Da orientação do homem depende a opção da mulher, tem dito o Código de Direito Canónico de 1917 e 1983; e a Doutrina Católica que governa grande parte do mundo, regulamenta a interacção social e em consequência as formas sociais de entender. Recebes uma mulher, não uma escrava, costuma dizer a mulher para o homem. Vou a casa preparar a comida do meu homem, oiço dizer as mulheres pelos vários sítios onde estudo os seres humanos e as suas ideias, faz já trinta anos.

 

2. Mulher a crescer

 

Mulher a crescer? Essa, uma entidade adulta? Sim senhor, mulher a crescer desde o minuto que começou a entender que sem o seu contributo económico, a casa, o lar e as crianças, não conseguiam serem sustentadas apenas com o trabalho ou contributo de um dos membros do lar: largamente o masculino. O masculino mais adulto, o masculino mais velho. Trabalho produtivo, porém, criado para uma mentalidade específica, a mentalidade que sabe comandar e tem tido autoridade ao longo de milénios. A nossa cultura greco-judaica, cristã ou não, escolheu a mulher para ser um troço da economia reprodutiva de seres humanos. Seres humanos a serem dados à luz, como Teresa Joaquim debate em 1983 e dedilha de forma mais aprofundada em 1997, como Berta Nunes analisa em 1997 e Lígia Amâncio distingue em 1994. Forma de trabalho que coagem a mulher para um canto da casa, tal e qual comenta Pierre Bourdieu em 1998: Aristóteles entendia que todo ser penetrado não tinha direito a voz, fosse masculino ou feminino. A mulher, esse ser, destinado à penetração de forma concebida pela fisiologia que nos governa, tem continuado a existir relegada ao domínio do doméstico. Quer nos factos, quer no pensamento social. Prova é, não apenas o quotidiano das pessoas no Ocidente, bem como as estatísticas a dizerem a primeira mulher Primeiro-ministro da Inglaterra, a primeira mulher Presidente duma República da Europa, da República do Chile e outros casos. Como nas Presidências dos Bancos, das industrias, das Reitorias das Universidades, na direcção dos hospitais, na gestão dos trabalhos da terra. Como Madame Curie, vestida de homem para assistir à Universidade, a perder o seu nome pelo casamento. Como as mulheres todas a lutarem pela igualdade com o homem, a começar pelas que reclamavam o direito a voto. Mulher a invocar a declaração de princípios da Independência dos U.S.A, escrita por Thomas Jefferson(1775):

Todos os seres humanos nascem livres e iguais Mulher a orientar o lar a partir da lei do divórcio. Casos históricos e públicos. Os mais cobiçados pelas pessoas que gostam do poder para controlar o que entendem, entendam ou não; os mais desprezados pelas pessoas que procuram entender que a legitimidade da autoridade está no entender com amor e sem poder… Mulher a crescer, porém, entre duas formas de perceber a feminilidade: o pensamento social patriarcal, o pensamento social feminista. Feminismo construído como movimento, feminismo fabricado pela economia que nos governa desde 1979, essa de Milton e Rose Marie Friedman e os seus discípulos da escola de Chicago. Escola de Chicago estendida pela Europa, pela África, pela América Latina, especialmente pela União Europeia a concorrer com a união mais poderosa dos Estados Unidos de América. Mulher que cresce, queira, saiba ou não, dentro do pensamento até faz pouco, masculino apenas, do tecido social que fabricamos. Mulher a crescer e deitar culpas ao homem que a enclausurou, reduziu a reprodutora dele e das crianças. Mulher que cresce sem o norte milenário do pensamento masculino, introduzido no seu pensar faz trinta anos, ou mais. Pensar que não a sua prática tem sido apenas a de orientar o lar portas adentro. O homem, a governar o mundo de portas afora. Fêmea crescida a presa, ao som da economia que faz dançar aos acordes, da conta bancária, dos juros, do carro a comprar, das jóias a exibir caso for preciso, do preço do dinheiro, do valor do que sabe fazer e que aprendeu, de forma nova, dentro do seu grupo social. Mulher masculinizada em esta gestão a concorrer com as ideias patriarcais que agora também possui. Ideias a bater na antiga forma patriarcal Ocidental e Oriental. Mulheres a crescerem e mudarem de forma e maneira, que nós homens, e várias mulheres ainda, acabam por as não entender como merecem. Nem eu, que tenho observado o caso e estudado com as já citadas autoras. Que, como pai e marido eu próprio, ficara sempre imbricado no meu entender cultural da vida, traído pela educação a nós transferida desde a infância. A nós. Os de todos os sexos e orientações. Filiação a dar origem a uma infância que percebe melhor por não ser geração de transição, como a nossa.

 

 

3. Machismo a tremer

 

Um conceito delicado, este de machismo usado neste texto. Machismo é um sentimento que gosto definir como o de mandar nas emoções da pessoa que se penetra, seja física, seja idealmente. Com o corpo ou com as ideias. Sentimento de dominação do espaço social e dos afazeres. Comando sobre a lei costumeira e a lei positiva. Sentimento necessário, como o etnocentrismo, de pensar que somos os melhores, os que mais sabemos, os que entendemos o contexto e o definimos. Machismo, conceito aplicável a toda idade e toda relação entre seres humanos, quando há um que diz e ao outro toca ver, ouvir e calar. O machismo que treme, porém, não é o masculino do homem. É o masculino da economia que nos vê agir e nos manda comportar. Os homens, habituados à forma patriarcal do comportamento social, ficam perdidos. Bem gostam de serem gentis e sedutores, oferecerem flores e carícias, visitarem, convidarem, apalparem… A resistência é dura. A sedução é um comportamento distribuído de forma igual entre as pessoas. Até é difícil, num texto como este ou noutros semelhantes que tenho escrito, diferenciar entre homem e mulher. Entre heterossexual, bissexual, andrógino e outras classificações semelhantes. A partir de Sábado 16 de Setembro do ano 2000, no dia que a Holanda aprovou a lei de matrimónio entre pessoas do mesmo sexo lei justa e largamente esperada por tantos e em tantos países, como invoca o jornal que a anuncia –o machismo deixou de ser o privilégio dum sexo para passar a ser um conceito passível de ser aplicado a todos os que, na relação emotiva, comandam sem autoridade e com força subversiva. Blanca Iturra, Coordenadora del Programa de Reparación e Atención Integral en Salud y Derechos Humanos, PRAISE, no seu gabinete de Hospital. Este é o machismo que levou a muitos seres masculinos a perderem as pessoas femininas das suas vidas, por não terem entendido a liberdade real que essa pessoa companheira, merecia. Pessoa companheira, a não entender essa liberdade; pessoa que deixa de ser companheira ao sentir que a sua liberdade não é que lhe esteja fechada: é que a não entende. Não entende como ser utilizada. Não entende como acompanhar e completar o outro ser que, no seu ver, a limita, a fecha, parece ser abandonada em casa. A viver essas horas mortas de criar uma pequenada que mama, come, chora, procura meios para explorar a vida. Meios que apenas encontra no adulto que fica com essa criança, em casa. Seja uma ela ou um ele; seja uma mãe, um pai; Sejam duas mães, dois pais, avôs, uma empregada ou nana. O machismo está a tremer e nós, a ficarmos sós, desamparados. O sentimento social mudou e nós, adultos de hoje, criados na infância de ontem, não sabemos qual o modelo para nos orientarmos ou para dar apoio à geração seguinte, essa que pede conselho. Qual é o que podemos dar? Será preciso reler Tomás de Aquino, Adam Smith, Milton Friedman? Autores por tantos ignorados e, no entanto, por todos praticados, saiba-se ou não. Ou ver Johaness Vermeer, pintor ao óleo, Século XVII, Holanda, e lembrar?

4. Coda final.

Será que o leitor vive este sentimento? Sentimento que é um feito observado por mim durante trinta anos em Continentes e gerações diferentes. Gostava de lhe dizer que as temáticas sobre a emotividade do nosso Século XXI, são muito difíceis, são apenas uma exploração do agir da transição que começa a aparecer junto a nós. Nos tempos da nossa juventude, nos tempos da nossa maturidade, nos tempos de que falei nesse artigo do mês de Junho e que nunca mais me abandona, como ideia central para entender a epistemologia da criança. O machismo é um elo central a analisar para entender a criança: ficamos a saber mais de nós, dos nossos aparentes fracassos individuais e o seu contexto. Factos resultado apenas duma mudança na forma de ser, no acontecimento do dia a dia, das formas de amar, das formas de gerir os raros recursos que a economia nos permite. Há quem diga que é o Governo, há quem diga que é o Diabo, ou Deus. Ninguém quer ver dentro de si para entender que a História mudou e alastrou à individualidade na sua mudança. Mudança normal quando lemos do passado, difícil de entender na nossa época. Essa que nos faz, forma e reforma. A filiação das nossas crianças é heterogénea. Apenas cabe aceitar. Sem raiva. Como essa mulher da minha história, que nos começos dos anos setenta, acabou por gritar no meio das outras: quem m
e dera que a minha casa desaparecesse, que as suas paredes esbatessem e eu possa vir para rua…a fazer…o quê, não sei, mas deixar esse lar que me asfixia
. Era a mulher de Ventura, Rosa, de Huilquilemu, perto de Pencahue, em Talca, Chile. Mulher que foi para a rua, e na rua ficou só. A aprender até hoje, o como viver a vida gerida por ela, sem mais ninguém. Só. No dedilhado da suite de Bach, com som de fandango. Queira o leitor responder.  A Minha resposta é simples: Afrodita o Venus de Milo, representa o que muitos de nós ainda procuramos

Bibliografia.

Amaule, El, Jornal em linha, Região do Maule, Centro do Chile:Entrevista Dra.Blanca Iturra de Toro.

Amâncio, Lígia, 1994: Masculino e Feminino. A Construção Social da Diferença, Afrontamento, Porto.

Aquino, Tomás de, (1267-1273) 1969: Summa Teológica, University of Nôtre Dame, Indiana.

Bourdieu, Pierre, (1998) 1999: A dominação masculina, Celta, Lisboa

Friedman, Milton e Rose, (1979) 1980: Liberdade para Escolher, Europa-América, Lisboa.

Franklin, Benjamin, 1775: Declaration of Independence, varias edições.

Iturra, Raúl, 1972: Elementos para el Estudio de la Movilización Campesina, CEAC, Universidad Católica de Chile, Talca.

2000: O saber sexual das crianças. Desejo-te, porque te amo, Afrontamento, Porto

Junho, 2000: Os meus pais não são pessoas, in A Página da Educação, Profedições, Porto.

Joaquim, Teresa, 1983: Dar à Luz, Dom Quixote, Lisboa

1997: Menina e Moça, Fim de Século, Lisboa

Nunes, Berta, 1997: O Saber Médico do Povo, Fim de Século, Lisboa.

Smith, Adam (1776) 1874: The Wealth of Nations, Murray. A., Londres. Há versão portuguesa.

Vandermeer, Johannes, 1665, pintor Nêerlandes

 

Comments

  1. uma mulher says:

    mulher a crescer ( a independizar-se) , machismo a tremer , homem a autonomizar-se , sociedade a unir-se  na complementaridade com seres igualmente independentes e autónomos.estamos no bom caminho.


  2. Muito bom, prof. Ainda me converte nesta questão dos casamentos do mesmo sexo…

  3. rapariga says:

    Eu diria que, e recorrendo à sua definição do conceito de machismo «…é um sentimento que gosto definir como o de mandar nas emoções da pessoa que se penetra, seja física, seja idealmente. Com o corpo ou com as ideias…», é uma questão de poder e da prática desse mesmo poder. Muito embora nas últimas décadas as transformações sociais tenham sido importantissimas, levando a uma democratização na interacção social, muito há ainda para mudar ao nível das práticas. Isto é, mais do que dizê-lo é preciso fazê-lo. Fazer tremer (e varrer) todos os machismos fará de nós pessoas mais capazes para aceitar e compreender o outro. Quando a «…sedução…» for «…um comportamento distribuído de forma igual entre as pessoas…», então as ideias nascerão, circularão e debater-se-ão sem medos nem receios, talvez se encontre Afrodite ou Vénus do Nilo…


  4. Minha Senhora, foi um prazer para mim saber que tinha lido o meu texto. Foi escrito por me parecer mal que existam duas classes de seres humanos. Somos todos pessoas iguais. Eu não sou homem de fé, mas casei faz anos pela Igreja Romana e entregaram-me “uma mulher para me servir” Mal ouvi, fiquei furioso e desde esse dia, faz 44 anos, tenho lutado para sermos todos iguais, heteros e homo , tanto faz. O contrário, era uma violação aos direitos humanos, essa desigualdade de género Especialmente para um pai que tem filhas e imensas discentes que são as escravas dos seus maridos que espera ser servido por elas. Apenas os mais novos fazem turno. Vários dos meus discentes, ficam em casa com o bebé, e as suas mulheres continuam com os seus trabalhos. Talvez foi capaz de apreciar que, como analista que sou, tenho estudado milhares de senhoras e as suas crianças. Agradeço o seu comentário e repare como faço um jogo do gato e do rato: essa Vénus final é uma declaração de machismo, para provocar! Obrigado [Error: Irreparable invalid markup (‘<p […] <a>’) in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]<br />Minha Senhora, foi um prazer para mim saber que tinha lido o meu texto. Foi escrito por me parecer mal que existam duas classes de seres humanos. Somos todos pessoas iguais. Eu não sou homem de fé, mas casei faz anos pela Igreja Romana e entregaram-me "uma mulher para me servir" Mal ouvi, fiquei furioso e desde esse dia, faz 44 anos, tenho lutado para sermos todos iguais, heteros e homo , tanto faz. O contrário, era uma violação aos direitos humanos, essa desigualdade de género Especialmente para um pai que tem filhas e imensas discentes que são as escravas dos seus maridos que espera ser servido por elas. Apenas os mais novos fazem turno. Vários dos meus discentes, ficam em casa com o bebé, e as suas mulheres continuam com os seus trabalhos. Talvez foi capaz de apreciar que, como analista que sou, tenho estudado milhares de senhoras e as suas crianças. Agradeço o seu comentário e repare como faço um jogo do gato e do rato: essa Vénus final é uma declaração de machismo, para provocar! Obrigado <P class=incorrect name="incorrect" <a>Raúl</A> Iturra </P>


  5. Caro Luís, obrigado pelo seu comentário. Mas, confesso que penso de si ser um homem sério e o seu comentário e uma ultrajem para as pessoas . Eu não advogo apenas por sermos todos iguais, advogo também pela liberdade de escolha nas lide do amor. Tenho temor de se ter enganado com essa Vénus que coloca no fim, para fingir que sou machista: uma mulher sem força, não tem braços, toda curvada. Infelizmente caiu na rede. Antigamente a fórmula matrimonial era entregar uma escrava ao marido, uma mulher para todo serviço. O meu texto é uma permanente ironia para retirar do armário aos machistas como o meu amigo. Saiba também que há machistas dentro das relações lés bicas e homossexuais, desconhecidas pelos hetero , que adoram brincar a ser bissexuais . Sei que não é a sua intenção, mas o seu comentário demonstra que para si a mulher e para ir para a cama e nos trazer o pequeno almoço logo de manhã. Ou, talvez, já esqueceu que há classes sociais e que nas classes baixas a mulher é a primeira em sair da cama e a derradeira em descansar. Deve, também essa mulher, aceitar que o marido a penetre. Dos milhares de mulheres que tenho analisado pelo mundo, muitas tiveram filhos sem nunca ter visto o pénis do marido o ter prazer sexual. Um comentário assim era o que esperava da sua simpatia pelos seres humanos. Mas, queira desculpar, estou certo que está contra essa igualdade e que, com os seus amigos, dizem grosserias às mais lindas mulheres e riem dos que têm outra, e muito respeitável , opção sexual. Não se rale comigo e espero uma resposta séria da sua parte….Um abraço  do seu Raúl Iturra


  6. Caro Prof. não sou nada, mas mesmo nada machista. Sou é contra o casamento dos gays, a partir do momento que eles já têm e bem, as uniões de facto, que lhes dá todas as garantias jurídicas, face à sociedade. Acho que não há razões suficientes para se “diluir” o casamento.O Prof tem quatro filhas e eu tenho quatro irmãs, todas mais velhas, que trataram do menino Luis. Está aver, não posso ser machista!


  7. Numa semana em que 5 mulheres foram assassinadas pelos seus companheiros, este texto não podia vir mais a propósito. Parabéns, professor.

  8. Adalberto, Dalby says:

    Dear Professor Raul Iturra: I have to tell you that I, the monster dalby, felt too, very sensible about your post concerning women lib and gay wedding this last one…. specially this last one about this article concerning women. I think I was a bit rude  and had commented some nasty stuff before, but don’t take me too serious.. I hate to feel myself too too serious cos’ Dear Raul Iturra, I feel YET SO SO FRIGHTEN WITH LIFE. I’m sure you’ll understand that fear, FEAR, real fear makes us go forward but at the same time breaks us nad makes us feel a bit foolish sometimes, like i Am. I’m writing this in english cos I think you have been in England teaching…So and therefore I want to reach your heart and specially please you as a compensation for my rudness..Take it as I was a mature childish damn silly kid (well.. only sometimes!)…And let me call you simply Raul Iturra..This way, you’ll feel more alive and kicking and more kind of a person nad not «an institution»! ..simple as a human being..I’m sorry for having been so rude but I’m going through a hell in my life with so many complaints and justice concerning some processes concerning my way of speaking!!!,,,,As you see it doesn’t bring me a lot of popularity!!!..But it’s ok..I ll survive..I am a good man a nice person a sweet soft and lazy guy BUT A DAMN FOOL TOO… SOMETIMES,,,, thank you very very much for your ideas concerning gay weddings and women hearts..but even with that let me be sincere, I am a teasing guy cos deep deep in the deep bottom of my heart I DON’T GIVE A DAMN FOR GAY THIS AND  GAY THAT OR WEDDINGS AND SO ON..WHAT I REAL THINK IS THAT «LOVE, REAL LOVE AND TENDERNESSE» IS THE REAL INTERNATIONAL UNIVERSAL IMPORTANTE THING…Actually Our world is not pretty!! I ran to my wild forests biclicling and gymns and jaccuziis and all sorts of «neutralities towards pain» and secret sandy beaches desert to try to keep in peace or to hear God or on the other side in the past to have sexual and sensual pleasure when I was alone without my love..but that is and have merely one reason: I was again afraid of life..I don’t know how to cope with hate and fear and grey days..and MONOTONY IT KILLS ME MONOTONY!!  so i ran i run RUN RUN RUN AND I INVENT LIFE I INVENT FIGHTS COS REAL LIFE IS SO HARD SO DIFFICULT TO GRAB AND EAT… I’m sure as you are such a sensible smooth and nice wise soft intelligent man, you re going to forgive  and understand me…my rude past words and that you’ll understand I am, i was, and I’ll always be..JUST A SCARED KID, AN INNOCENT SCARED REAL SCARED GROWN UP BABY, scaredddddd WITH LIFE,  a KID in a body of a teddy grown up teddybear… ..SO I RUN….The fast I can, anywhere, everywhere.. Please I apologize you. peço-lhe desculpa e aceite um abraço e uma música bonita para si. (não é das do Sá, que você não ia gostar!!!! jejejej) Adalberto, Dalby or just the «scared grown up kid».. para si: «Madcon» in: Begging.

    (http://www.youtube.com/watch?v=QNApjQ28YEg)


  9. Meu Caro Ricardo sabia dessa mortes, mas sabia de muitas mais. É apenas pensar que me enganara redondamente ao congratular um Obama pelo Prémio Nobel da Paz. Grande engano o meu! De facto, essa entrada ao Afeganistão deve matar soldados, crianças e mulheres. Por outra, se não entrar, quantas no seriam apedrejadas pelo Talibã? E essas senhoras da nossa classe social, mães de filhos crescidos? Uma delas, já eu solteiro outra vez, chorou profundamente e repetia: “No pares, não pares, por favor…! Surpreendido, fui capaz de aguentar a minha erecção. No fim, confessou que era a primeira vez na sua vida que tinha tido um orgasmo, após 25 anos de matrimónio. A paixão satisfeita e com ternura, acorda o amor. Foi-me difícil ficar livre outra vez, o meu elo na vida, excepto durante estes dias. Esquecí comentar no meu poste que imensas mulheres analisadas por mim, nunca tiveram um fair.play que leva a essa pequena morte em vida. É como entre os Baruya da Papúa Nova Guiné, povo civilizado apenas em 1950, como relato no meu texto: não há mulher que tenha orgasmo. O mito diz que a mulher é suja, tem menstruação e sumos vagináis, é precisso fugir. Não será a morte em vida de milhares de mulheres que apenas trabalham,amemantam e vivem em casa separada? Aconteceu un dia que um Baruya namorou-se da sua mulher, deixou ao seu companheiro, todo contra a lei, e foram apdedrejados por ordem dos velhos de tribo: não foram todos decobrir que o amor existe, a estrutura social desabava…Confesso que a minha ferida neurológica, faz-me ser como um Baruya…por emquanto, espero…Matar o corpo, é um crime, não fazer o amor, uma mágoa irreverente, como é o caso de tantos que, por se enervar, ao primeiro segundo de entrar num corpo, acabam e a mulher fica grávida e o pai satisfeito. O machismo tem muito de incntinêncvia sexual. Ou fazemos delas parvas, ou temos que aceitar a nossa falta de treino que é facílimo de curar. Essas duas mil mulheres analisadas por mim, com o devido divã no meio para não despertar apetites, fritam aos seus maridos por não estarem satisfeitas. O seu comentário é muito adequado ao meu poste e faz-me sentir orgulhoso da sua comprensão das minhas palavras. Abraço, meu caro RI


  10. Agradeço os comentários sobre o machismo. É pena o espaço ser tão curto. Há tanto a dizer! Apenas pensar na mente cultural e entender que as mulheres da nossa cultura são servidoras dos seus maridos; se o caso fora ao invés, o homem sería acusado de maricas e a mulher abandonar-nos-ia por não satizfazer os seus caprichos, não os eróticos, qualquer um, como não oferecer flores, não lavar a loiça ou cozinhar. Eis porque somos machistas: a mulher mais poderosa que o home que não é obedecida, em breve procuará outro que mande em ela e fique feliz e a sua espera. As senhoras que não gostam do orgasmo, são as que acusam ao seu homem de andar com outras, ainda que seja fiel. A ideia de mulher a crescer nasceu em mim faz anos, tenho escrito, analisado e investigado imenso sobre estes casos. Nasceu ao reparar que uma senhora que me dera filhos, apenas queria ser servida e viver num paço, Por não me zangar, fui chamado homossexual. Santas Pasquas! Nada tenho contra a liberdade de amar e em breve, talvez amanhã, por ser a minha semana de Aventar, escreva sobre os diferentes tipos de amor. Mas, que as mulheres de casa chamem a minha atenção e me acusem de factos nunca contecidos, cria em mim uma fúria que me faz sentir só. A minha solidão nasce desse querer apenas relações eróticas sem nenhuma intelectual. Os seres humanos somos heterogéneos na arte de amar, como dizem Simone de Bouvoir, Marguerite Yourcenar e a minha compatriota do Chile, o meu orgulho, Isabel Allende. O tempo é quem nos escukpe e faz de nós pessoas gentis, como era denominado o meu Senhor Pai, marido fiel mas gemtil com o gênero diferente: O Cravo das Senhoras. A minha Senhora Mãe tinha que ser dura com as amigas…Coisas de família. Ah! antes de  esquecer, luìs, tenho três irmãs, mas não as servi, haviam Nanas. E filhas, apenas duas e filhos, nehum: perdemos os dois entre tanto viagem feito…Eu queria uma família com mulher em casa e sete filhos. Podia, mas….não aconteceu. A Ciêcia é a minha amante e rival de toda e qualquer mulher que entre em cas: o meu estudo apenas tem fotos da minha mulher, essa única que casei, filhas e netos. Naturalmente, não aguentam….e torno a soidão da escrita