O fim de um agente secreto

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Nos EUA, um “descuido” da administração Bush denunciou, como agente da CIA, Valerie Plame, no meio de um processo político infame dessa bela gestão governamental da mais importante nação do mundo. Hoje, é a vez dos jornalistas de caserna, e por certo cubanos, do Público apostarem em acabar com a carreira de agente secreto do presidente do Governo Regional da Madeira.

Uma vergonha este relatório do tribunal de contas sobre as viagens de Alberto João Jardim.

Vital Moreira à caça ao voto!

Eu estava na Alameda à espera da manifestação e o que ouvi das pessoas que viram o incidente é bem mais prosaico.
O VM e a Ana Gomes, depois de cumprimentarem quem muito bem entenderam, quiseram ficar na cabeça da manifestação, no que foram impedidos! Eles queriam ficar e actuaram para ficarem e outros houve, que actuaram em sentido contrário,correram com eles.
Daí resultou um desaguisado com uns encontrões e uma “regas” que os iniciadores da discussão estão agora a explorar com o mesmo descaramento com que quiseram provocar uma “notícia”. É preciso dizer que Vital Moreira e Ana Gomes foram provocar a situação! O que provocou a situação foi a tentativa de encabeçar a manifestação.
Os promotores da manifestação não podem escolher as pessoas que seguem na frente? Para tirar alguém, fisicamente, de um qualquer lugar contra sua vontade tem que se lhe sacudir o”pó”!Foi só isso e não houve agressão nenhuma!

Explicações socráticas


O que pensar da recente notícia que dá como desaparecidos documentos do processo da compra da casa da mãe de Sócrates? Exactamente os documentos que identificam a entidade que através de uma off shore procedeu ao pagamento do apartamento.
Isto dá que pensar, por muito que se queira esconder a cabeça na areia. Desaparecem documentos de um processo de um cartório notarial, exactamente os que se procuram, e não outros? Dir-me-ão que é por se procurarem que se deu pela sua ausência, outros haverá que tambem desapareceram e não se fala nisso.
Extraordinário, atingimos, como acontece na física com a “anti-matéria”, um “buraco negro” onde tudo acontece ao sabor de acasos que não dominamos e que estão à partida explicados. Temos familiares e amigos no caso Freeport? E então?
O professor das cadeiras vencidas ao domingo é um dos protagonistas no caso “Central de tratamento do lixo da Cova da Beira” que está em tribunal? Sim e depois?
O apartamento é comprado por um valor muito abaixo do preço de mercado e através de uma off shore? So what?
E os documentos que sabemos foram solicitados por jornalistas que investigam o caso, desaparecem? Pois! E é tudo normal?
É! E legal? Sim! E nós podemos pensar que são casos a mais para alguem que exerce a função de primeiro ministro? Não! Porquê? Porque é tudo normal! É normal desaparecerem documentos de um cartório notarial? É! E aqueles e não outros? Sim! E… se não te calas levas com um processo, já percebeste?

Sondagem para as Europeias: PSD pode ganhar

Buenos dias,
espero que dia primeiro do mês quinto vos tenha corrido de feição.
Como há muito, muito tempo tenho vindo a dizer o PS há meses que perdeu a maioria absoluta. Ou antes, além da que a ditadura do parlamento lhe dá, não tem qualquer base sociológica que suporte o poder da sua arrogância.
E as sondagens começam a mostrar isso mesmo.
A de ontem, da Católica, sugere um empate no número de mandatos para o Parlamento Europeu, entre o PS e o PSD: “Se as eleições europeias se realizassem neste momento os socialistas ganhavam as eleições com 39% dos votos. O PS ficaria a uma curta distância do PSD, que arrecada 36% das intenções de voto, segundo o barómetro de Abril do Centro de Sondagens da Universidade Católica elaborado para o DN, JN, Antena 1 e RTP. O estudo de opinião coloca ainda o BE como a terceira força política com 12%, seguida da CDU com 7% e do CDS com 2%.”, pode ler-se no DN. No JN temos a seguinte infografia:
Sondagem UNiversidade Católica de Abril 2009

Em jeito de comentário pdoeria dizer que BE e PSD ganham.

O BE, porque mesmo havendo só 22 deputados para eleger (antes eram 24) corre o risco de passar de um para três.
O PSD porque claramente começa a fazer passar a sua mensagem e a transmitir a ideia de que pode ganhar o que é crucial nestas eleições. Em número de deputados até empatam com o PS.
O PS claramente perde. Perde o que há muito tempo perdeu na rua – o apoio de quem votou PS.
O PCP parece descer, mas as sondagens no PC são sempre piores que os resultados – no entanto, o Rato de Espinho deverá ter apenas uma companhia na Europa.
O CDS repete os fantásticos resultados que havia tido em Lisboa há 2 anos: desaparece.

Assim, projectando um resultado semelhante para as legislativas, o cenário aventado há dias é assim tão estúpido?

O primeiro Dia do trabalhador em liberdade: 1 de Maio de 1974

Porque, parafraseando Saramago, onde dez mil páginas não bastariam, uma só já é demais, este «post» só tem fotografias. O primeiro 1.º de Maio depois do 25 de Abril levou milhões de portugueses às ruas. Celebravam a liberdade e uma mudança económica e social que, afinal, nunca se concretizou. Esses milhões de portugueses foram os verdadeiros protagonistas do 1.º de Maio.
   

 

 

Na última foto do lado direito, Cristina Torres, que sofreu durante a Ditadura, ao lado de Mário Santos, no 1.º de Maio da Figueira da Foz.  in anibaljosedematos.blogspot.com

As maravilhas das «Novas Oportunidades»


A propósito de um «post» de António Figueira, do «5 Dias», relativo às «Novas Oportunidades» de Vanessa Fernandes, lembrei-me de um «post» com alguns meses sobre o atleta olímpico Pedro Póvoa.
Todos nós conhecemos, com efeito, algumas das maravilhas do programa «Novas Oportunidades». Gente que, mesmo sem saber escrever, ficou com o 6.º Ano; gente que tinha a 4.ª Classe incompleta e que, em três meses, ficou com o 9.º Ano; gente que tinha o 6.º Ano e que, em seis meses remunerados, ficou com o 12.º.
Agora vem a público o caso de Pedro Póvoa, atleta olímpico de taekwondo que tinha o 9.º Ano e que, num semestre, concluiu o Secundário. Ao abrigo do Estatuto de Atleta de Alta Competição, vai agora entrar no curso de Medicina da Uiversidade do Minho. Hesitou entre Psicologia e Gestão, mas acabou por preferir a Medicina.
Apetece-me parafrasear Manuel António Pina numa das suas últimas crónicas no «Jornal de Notícias»: «Um dia destes, juntamente com um anestesista também “simplex”, estará a operar o leitor num hospital público, os dois cheios de curiosidade sobre o que haverá dentro de uma barriga.»

UM PS DESESPERADO

VITAL OFENDIDO COM AS OFENSAS AO PS
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É uma vergonha democrática o que fizeram ao sr Vital. Tinha ele acabado de cumprimentar o sr Carvalho da Silva e os insultos, e as tentativas de agressão e outras coisas ainda menos abonatórias de quem as proferiu, lhe foram atiradas. Agarrado pelo braço, que isto de andar no meio do povinho implica segurança, lá o foram levando por entre a populaça, enquanto ele, o sr Vital, ia respondendo a um ou outro repórter que tentavam obter reacções aos desacatos, e lá foi dizendo que tudo aquilo não era para ele mas contra o PS, acusando  implicitamente o PCP.
O sr Canas sentiu-se também ofendido em nome do partido que representa, e lá foi debitando umas coisitas iguais às de sempre.
Aos poucos, uns e outros, lá se vão vitimizando, copiando os tiques do grande irmão, o nosso inestimável Primeiro.

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"Magalhães" na Feira da Ladra

Os resultados estão aí ! A primeira geração do “Magalhães”, obsoleto devido ao elevado aproveitamento dos nossos alunos que trabalham já com a segunda geração, estão a atingir a população mais desprotegida (atingir no sentido de chegar, não de acertar na tola de um qualquer gajo). Vendem-se por 150,00 euros na Feira da Ladra. Como sabem, é feira da ladra por ali se ter recebido, no passado, os artigos roubados, o que não é o caso no presente.
Assim, numa prova de grande dinamismo, pode comprar a maravilha da tecnologia de ponta construída em Portugal, ao mesmo tempo que o ferro de engomar a carvão, tecnologia em desuso, mas que com a eficácia deste governo pode estar aí a salvar-nos da crise! As famílias que estão a vender a primeira geração do “Magalhães”, não querendo dar a cara, dizem-nos que não têm espaço em casa para terem dois computadores porque o filho mais velho está desempregado e voltou para casa dos pais.
Mas todos dominam o “Magalhães” e lá em casa é uma alegria contínua. Com os 150,00 euros, conseguiram pagar o spread que o banco lhes exigiu face à baixa da taxa de juro! Andem depressa que o artigo está a esgotar-se!

Adalberto Mar: O meu 1.º de Maio de sangue

Ao percorrer aquelas ruas e avenidas lembrei-me de quem por mim, há 4 décadas atrás, foi esmagado pela policia política. Qual poema triste e melancólica canção ao entardecer, senti-me triste porque senti que mesmo que fossemos muitos não éramos milhões. Senti que a juventude mais recente estava embriagada em casa, vendo os seus programas favoritos, os seus jogos de computador ou sublimando o dia com coisas doces e agradáveis.
E lembrei-me de uma Era que já morrera, ainda eu era adolescente em inicio de vida… Um fascismo cínico e feroz. NÃO CONHECI QUEM CONTRA O MAL, CONTRA O HORROR, CONTRA A DITADURA E O DESAMOR lutou. Não conheci as feridas que lhe lançaram ao corpo, não conheci as mulheres a quem queimaram os seios por dizer «quero ser uma mulher livre»! Não conheci o lutador a quem destruíram os genitais com choques, Não conheci, e estão tão «longe de mim», as mulheres que foram sucessivamente violadas pelos abutres do sistema de então, para que desse nomes, locais, histórias..Não sei o que foi feito delas no caminho da vida. Não sei do que é feito dos milhares de negros e de brancos cujo sangue humedeceu as terras de África, simplesmente porque queriam viver e crescer em paz e identidade com os seus filhos.
Não sei onde pára essa gente, verdadeira vítima e última razão para que eu hoje possa ser o que sou e possa dizer o que quero, em paz e com determinação. Para que eu hoje possa viver como quero e com quem quero, sem que me entrem na porta e me digam como «devo viver e o que devo dizer»!

Eu gosto de luxo, de cor e de suavidade. Gosto do toque da seda e do veludo na minha pele e no meu rosto cansado. Mas não posso, jamais poderei esquecer, o chão húmido e rugoso, o odor de podre que os meus irmãos, camaradas ou simples amigos, perdidos no tempo e no espaço tiveram de suportar, nas noites dos cadafalsos das prisões, para que eu hoje observasse o pôr do sol em harmonia com os meus sentimentos. NÃO POSSO NEM DEVO ESQUECER QUE O SOFRIMENTO DELES E DELAS foram ‘chão e adubo’ para que eu hoje deixasse crescer a minha sensualidade, sexualidade, harmonia, poesia ou palavra fluindo como o coração e os sentidos. SEM A DOR DELES NÃO PODERIA HOJE SENTIR AMOR. Devo-lhes isso e muito mais. Por isso, sem os/as conhecer, digo que são meus irmãos, amigos, camaradas e tudo o que for soletrado com graça, harmonia e raça.
Do alto do New York Hilton vejo a magnificência da noite bela e requintada de Manhattan , mas ao longe ..mais ao longe e mais ao lado vejo o Tarrafal do passado, quente, húmido ,já sem história e sem o glamour de onde estou, mas que determinou tanto e indirectamente a visão do conforto actual. Não há luxo no sofrimento humano, mas foi um luxo pago a ferro e fogo hoje podermos ser livres. Não posso esquecer quem partiu para África e com o corpo tombado, ermo, no chão da selva por lá ficou. FICARAM, CRUELMENTE TAMBÉM, AS RAZÕES NESSE SOLO SANGRENTO: ninguém e todos tinham razão, ninguém foi inocente, e todos foram culpados e absolvidos. EU NÃO. MAIS DO QUE NUNCA QUERO AGRADECER A QUEM GRITOU POR MIM, A QUEM MORREU POR MIM, A QUEM SOFREU POR MIM. LEMBRAR-ME-EI SEMPRE E PARA A ETERNIDADE quando olhar o pôr do sol no Torrão do Lameiro, perdido entre Deus, entre a vida, entre o MAR ETERNO, entre a Profunda Natureza e o Vento-amigo que me fala tão bem ao ouvido quente..SEMPRE QUE ALI ESTIVER, como se estivesse dentro de uma pura melodia de Sade ADU, LEMBRAR-ME–EI SEMPRE desses heróis caídos e esquecidos, dessa gente que por mim e por TI disse «QUERO SER LIVRE, QUERO PENSAR, QUERO AMAR» e pagou ou morreu por isso. POR ISSO MESMO, TAMBÉM CAMINHEI ONTEM NA RUA, POR ISSO MESMO ONTEM GRITEI «SAI DO PASSEIO JUNTA-TE AO NOSSO MEIO».A crise não me cala nem o corpo nem a alma! Porque, como uma bela árvore de flores ao vento, a liberdade tem de ser regada. Como quiseres: com água ou mel, com vinho ou com esperança, mas TEMOS DE ALIMENTAR E REGAR A ESPERANÇA, A VIDA, A LIBERDADE TEM UM PREÇO. O TEU.
VIVA O 1º MAIO, SEMPRE! POR TI, PELOS TEUS FILHOS, PELO IDEAL,PELA NATUREZA, PELO AMOR À VIDA. NÃO PENSES QUE SOMENTE A MODA É COOL! O 1º DE MAIO E PENSARES O QUE QUERES SEM TE ESMAGAREM É AINDA MAIS COOL! BE COOL! BE WILD BUT BE FREE too and most of all!

1º de Maio:

No dia dos trabalhadores, fazendo uma pausa no trabalho, não posso deixar de escrever sobre o tema.
Não vou falar sobre os trabalhadores que as centrais sindicais arrebanham para a Avenida da Liberdade nem para o folclore mediático onde aproveitam um dia com toda esta simbologia para praguejar contra o governo, a direita, os capitalistas e outros perigosos fascistas.
Nem vou falar daqueles trabalhadores que, nas palavras de João Paulo Silva, “trabalhem na preparação das comemorações dos queques caviar de direita que nos levaram ao ponto em que estamos”.
Não, eu prefiro falar naqueles trabalhadores que nascidos noutras paragens escolheram Portugal como porto de abrigo, a exemplo de mais de um milhão de compatriotas nossos que foram para fora procurar uma vida melhor. É desses que me lembro neste dia, sobretudo depois de ouvir ontem, na TSF, o inenarrável “Paulinho das feiras” a defender o fecho das nossas fronteiras aos trabalhadores estrangeiros, querendo travestir-se de “Paulinho das feras”. Seguindo a linha de pensamento recentemente adoptada por certos sectores do PSD que, infelizmente, andam a navegar à vista e a ser muito mal aconselhados.
Quem defende a Liberdade não pode, por maioria de razão, alinhar neste tipo de populismo barato. Um país com mais de um milhão de trabalhadores espalhados pelo Mundo, não pode dar-se ao luxo de bramir contra os trabalhadores estrangeiros.
É deles que me lembro hoje, no dia do Trabalhador.

O 1.º de Maio e os Direitos dos Trabalhadores, visto pelo POUS

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(explicação da iniciativa aqui, outros depoimentos aqui e aqui)

«O Primeiro de Maio é comemorado este ano pelos trabalhadores de todo o mundo, no quadro de uma ofensiva avassaladora contra todas as conquistas laborais, contra as próprias convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), como é o caso da desregulamentação do horário de trabalho ou da tentativa de transformar os sindicatos em organismos corporativos, comprometidos em fazer os trabalhadores aguentar a manutenção do capitalismo em decomposição. No centro de toda esta ofensiva está a própria negação, feita a milhões de trabalhadores, de poderem vender a sua força de trabalho, logo de sobreviverem na sociedade capitalista. É a destruição física da classe trabalhadora que está a ser feita, é a destruição da base de sobrevivência da sociedade democrática e da civilização.
No caso de Portugal, são direitos conquistados com a Revolução do 25 de Abril que estão a ser subvertidos, direitos que o calor da revolução impôs que fossem consignados na Constituição da República.
Deles constam: a segurança no emprego, a possibilidade de serem criadas Comissões de Trabalhadores, o reconhecimento à livre associação sindical e os respectivos direitos das associações sindicais, entre as quais exercer o direito de contratação colectiva e obter a legitimidade para a celebração das convenções colectivas de trabalho, o direito à greve e a proibição do lock-out.
O Código laboral – imposto pelo governo de Durão Barroso e ainda mais agravado pelo governo de Sócrates, um Código que, logo no primeiro artigo, afirma ser a adaptação de 17 directivas da União Europeia – materializa esta subversão, destruindo a contratação colectiva e legalizando o trabalho ultra precário, o trabalho a recibo verde.
Temos consciência de que hoje muitos trabalhadores, principalmente os mais jovens, não se associam às organizações sindicais por variados motivos: alguns não têm plena consciência dos seus direitos; outros não contam com a eficácia das organizações sindicais para os defender; outros ainda estão em tal situação de precariedade que receiam sindicalizar-se com medo de verem os seus contratos não serem renovados. Poucos estarão dispostos a fazer parte dos sindicatos para defender os direitos que já perderam. Mas uma perda muito acentuada de direitos poderá, eventualmente, inverter este processo: afinal os sindicatos são a fortaleza dos trabalhadores, como diz a Carmelinda Pereira, militante do POUS e cabeça da nossa lista às eleições para o “Parlamento” Europeu.

1886 – O primeiro 1º. de Maio

O 1º. de Maio que hoje se comemora teve a sua origem numa manifestação de trabalhadores, realizada em Chicago (EUA), em 1886. Nela se reivindicava a redução do tempo de trabalho para 8 horas diárias. Milhares de trabalhadores participaram nesta manifestação, dando-se início, na sequência, a uma greve geral nos EUA. As manifestações dos dias que se seguiram resultaram na chamada Revolta de Haymarket.
Uma bomba lançada para os polícias foi o pretexto para a carga policial e para as injustiças decorrentes. Mas a semente da consciência estava lançada: era cada vez mais necessário e urgente defender os direitos dos trabalhadores.

A CONDIÇÃO DA PRECARIEDADE GENERALIZOU-SE COM O FANTASMA DO DESEMPREGO: 90 DESEMPREGADOS POR HORA, EM PORTUGAL E UM POUCO POR TODA A PARTE

Hoje, o 1º de Maio comemora-se um pouco por toda a parte. Este ano, as três maiores centrais sindicais francesas estarão unidas contra as consequências da crise que o sistema económico gerou. Consequências que recaem sobre os próprios trabalhadores. Obama, o G20 e a União Europeia incentivam os bancos a “fugir para a frente”, com o sistema a resvalar para o abismo da crise. Despojam-se os sistemas produtivos, alimentando o capital financeiro, em vez de se apoiar os sectores produtivos e se impedir os despedimentos. A desregulamentação é total. Existem fábricas viáveis que fecham ou se deslocalizam, como a Qimonda.
Desmantelam-se os serviços públicos, privatiza-se. Colocam-se os trabalhadores uns contra os outros, na divisão hierárquica das carreiras. A condição da precariedade generalizou-se com o fantasma do desemprego: 90 desempregados por hora, em Portugal e um pouco por toda a parte.

EXIGIMOS A PROIBIÇÃO DOS DESPEDIMENTOS

Por isso, a RUE se juntou ao POUS para apoiar o projecto de lançar uma candidatura ao Parlamento Europeu, para exercer o seu direito cívico de difundir um Apelo a EXIGIR ao Governo que faça uma lei que proíba os despedimentos. Este Apelo já foi levado à UGT, já foi levado à CGTP, aos sindicatos dos professores, às manifestações dos trabalhadores, ao Cordão Humano dos professores, à Marcha do 25 de Abril, e pode ser assinado pela internet. Mas é principalmente na rua, junto dos trabalhadores e de todos os cidadãos que tem tido o melhor acolhimento. Muitos foram os que se dispuseram a assinar este Apelo. Porém, nem todos assumem a necessidade da ruptura com a União Europeia. Ruptura não apenas com as políticas, mas com as próprias instituições da UE, nas quais não confiamos por não terem sido eleitas, como é o caso do nomeado Presidente da Comissão Europeia; e, também, por não defenderem os interesses económicos de cada nação, mas sim os interesses da Globalização em nome do Banco Central Europeu (BCE) – defensor dos interesses dos imperialismos dominantes, ao serviço da alta finança; assim como não acreditarmos nos poderes do Parlamento Europeu, que legisla de acordo com as decisões da Comissão Europeia e do BCE.

TEMOS O DEVER CÍVICO DE LANÇAR O APELO À PROIBIÇÃO DOS DESPEDIMENTOS E DE PÔR A NU AS INSTITUIÇÕES DA UNIÃO EUROPEIA

Estamos juntos nesta lista (ver declaração eleitoral) porque acreditamos que este não é o melhor caminho para a cooperação entre as nações que almejamos. E não vemos como se pode sair da crise de uma forma positiva, com despedimentos em massa, desregulamentando e destruindo o que antes era produtivo. Entregando capitais à Banca, ela própria geradora da crise.
Hoje saudamos aqui o Dia do Trabalhador e defendemos o seu direito ao Trabalho, à sua dignidade profissional: nas fábricas, no mar, nas escolas, em todos os serviços públicos, e apelamos a todos os trabalhadores a unirem-se na exigência ao Governo de pôr fim aos despedimentos. Unidos também em defesa dos serviços públicos e dos direitos do trabalho. Unidos em defesa da Escola Pública, a escola dos filhos dos trabalhadores. Unidos na exigência da proibição dos despedimentos.

Pela Lista do POUS às Eleições para o “Parlamento” Europeu

Carmelinda Pereira
Paula Montez»

O enriquecimento ilícito e os contribuintes dos partidos

dinheiro

Excelente a analogia de João Miranda, no Blasfémias, sobre a questão do financiamento dos partidos.

Expressa aquilo que, de facto, se passou de relevante no parlamento nas últimas semanas. Por um lado, o sempre popular enriquecimento ilícito. Em ano eleitoral os partidos gostam sempre de apelar à veia moralista e soa-lhes bem ouvir uns “muito bem” provenientes da maralha, em vez de apenas da bancada ali perto deles.

Por outro, olham para os cofres da sede e vêm as notas a descer de volume. A festa da democracia exige gastos elevados com inúmeras despesas. Há brindes para distribuir, cartazes para imprimir e colar, tempos de antena para pagar, carros para alugar, uma data de beijos e apertos de mão para trocar. E tudo tem um preço, até os beijos e os apertos de mão. Por isso, o melhor é encontrar soluções coloridas.

De resto, é sempre divertido ver o madeirense Guilherme Silva abordar os contextos sócio-políticos de alguns partidos, “como é o caso do PCP”, fazendo de conta que o Chão da Lagoa já não dá uvas.

O 1.º de Maio e os Direitos dos Trabalhadores, visto pelo PND

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(explicação da iniciativa aqui, outros depoimentos aqui)

«A forma de pensar o trabalho em Portugal enferma, à partida, de duas utopias, e/ou mitos, que muito têm contribuído para viciar o mundo laboral e empresarial:
– o emprego para sempre
– o Estado e os políticos é que criam empregos
Parece óbvio que este duplo desígnio é privilégio exclusivo do sector público, em especial da chamada função pública, que luta com unhas e dentes pela sua manutenção. Não é que seja impossível manter esse status para um grupo social mais ou menos numeroso. O que importa é saber o custo e as consequências para o País e, já agora, até quando é sustentável a máquina do sector público com o seu défice.
Não vale a pena escamotear a importância da complementaridade entre o trabalho e o capital, da mesma forma que não vale a pena pôr o vício de um lado e a virtude do outro. Há de tudo nos dois lados. O vício e a virtude não pertencem a uma classe social, mas sim à natureza humana que vive nos dois lados.
É nessa complementaridade e recíproca necessidade que o mundo do trabalho, e a sociedade em geral, deve assentar os seus alicerces. O capital precisa do trabalho e o trabalho precisa do capital. É histórico. De uma forma ou de outra, sempre foi assim.
Sendo utópica a pretensão de garantir o emprego para sempre, por vezes mais até do que outros contratos de carácter mais pessoal e familiar, é desejável que seja o mais duradouro possível.
O emprego é matéria complexa, tal como a economia e o clima, e, por isso, propícia para os políticos se porem em bicos de pés e darem a sensação que têm muita influência na “criação de emprego”, como eles dizem. Mas, curiosamente, nenhum reconhece que tem influência na criação do desemprego.
A solução é simples e razoável: se houver empresas, há empregos. E para haver mais trabalho e riqueza, menos impostos. Não deixa de ser paradoxal, para aqueles que julgam que são os políticos que vão arranjar emprego para os milhares de desempregados, que uma das poucas coisas que ao longo dos anos os políticos podiam ter feito, e não fizeram, para criar empregos: baixar os impostos sobre as empresas. Os altos impostos, sobre as empresas e outras actividades, são um obstáculo fabuloso para a criação de emprego e a dinamização do mundo laboral.
Por fim, se em momentos de crise e défice, as empresas despedem empregados para tentar sobreviver, é de justiça que as empresas repartam os seus lucros, quando existem, pelos seus colaboradores, pois eles fazem parte do sucesso. Era muito interessante, e um grande passo em favor da justiça no trabalho, que as entidades empresariais chegassem a um acordo quanto à parte de lucros a distribuir anualmente pelos empregados, segundo o seu mérito, diligência e competência.»

Prof. Manuel Brás, membro da Direcção do PND

Contra a gripe – 1º de Maio ao ar livre

Vou para a Alameda com os meus amigos comemorar.
Conto que o Carvalho da Silva não demore muito com o discurso e a seguir vou para os copos e para os petiscos. Há petiscos e vinho de todas as regiões do país, produtos genuínos, do melhor, que no dia a dia normal não passam no estreito. Até há famílias de farnel de comer e chorar por mais. Em troca, compro o que os seus parcos salários não lhes permite comprar. O que trazem é da horta , do galinheiro, do quintal. Ficamos amigos para o resto da vida, embora nunca mais os veja.
Os meus amigos são comunistas, malta da minha terra e meus amigos de infância, juram a pés juntos que não há festa como aquela. Talvez a festa do “Avante” mas os comunistas são outra coisa. Está ali tudo por devoção, felizes e malta que está ali é porque é dos “nossos”.
Grandes abraços, gostos em comum e desta vez é que vamos mesmo subir. As sondagens não mentem. E, depois, estão todos contra nós, a começar pela comunicação social. Os americanos já estão a comer à mão em Cuba, isto não acaba assim, a Rússia já está novamente a crescer e agora é para sempre, já viram o que é o capitalismo. A camaradagem mede-se pelos copos e pelos petiscos que se oferecem aos camaradas que passam por ali perto, há fome e miséria. Chega para todos. Não sou comunista, mas hoje sou um deles. Aos copos, ao ar livre e à camaradagem.
Segunda-feira recomeçam as discussões ideológicas. Os camaradas todos contra mim. Mas os amigos de infância não são para toda a vida?

O 1.º de Maio e os Direitos dos Trabalhadores, visto pelo PCTP/MRPP

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(explicação da iniciativa aqui)

«Qualquer trabalhador consciente está hoje em condições de compreender que o combate à presente crise económica exige um método de acção firme, cujo primeiro e decisivo elemento deverá consistir numa separação política clara entre os responsáveis pela crise e aqueles que são as suas vítimas.
Ninguém de bom senso estará hoje disposto a embarcar na conversa mole do doutor Soares, do professor Sousa, ou mesmo do doutor Louçã, segundo a qual os únicos responsáveis pela actual crise são os financeiros e os especuladores mal intencionados…
Com efeito, o lugar onde todo o enriquecimento ilícito se origina, reside na actividade de produção, na fábrica e na empresa onde os trabalhadores são diariamente espoliados da maior parte dos frutos do seu trabalho.
Não foi a fabricar notas ou moeda bancária que se alimentaram as “donas Brancas” que, como cogumelos, há muito proliferam no sistema financeiro nacional e internacional, mas foi sim e sobretudo com as enormes fortunas acumuladas tendo por base as actividades de produção e venda de bens e serviços. No sistema económico nacional e mundial, não é possível destrinçar o grande capital industrial do grande capital financeiro, pela simples razão de que não é possível fazer aumentar o valor real do dinheiro se não for através da transformação deste em capital industrial e em mais-valia produzida pelos trabalhadores e apropriada pela classe capitalista e respectiva corte de lacaios.
Hoje, em Portugal, apenas pouco mais de um terço da riqueza produzida é representada por rendimentos do trabalho, sendo o restante constituído por rendimentos do capital. E hoje, no Portugal europeu em que se louvam os partidos da situação, as actividades produtivas vão inexoravelmente desaparecendo, umas após outras. Concentrado em poucas mãos, o dinheiro é canalizado sobretudo para actividades parasitárias e especulativas. Estas duas realidades alimentam-se uma da outra, num círculo vicioso a que é necessário e urgente pôr cobro.
Os responsáveis pela actual crise são assim todos aqueles que, ao tomarem o lugar dos Mellos e dos Champalimauds depois do período revolucionário de 1974/75, restabeleceram em Portugal uma ordem económica capitalista idêntica à que vigorava antes daquela data. E são os partidos, sobretudo o PS e o PSD, que, sob o chapéu protector da União Europeia, apresentaram esta escolha como a melhor para o país e que, alternadamente, se banquetearam à mesa do orçamento, transitando das grandes empresas para o governo e do governo para as grandes empresas…
Deixar que os responsáveis pela crise sejam os que ficam a cuidar da sua solução, é como pôr o ladrão a guardar a vinha. Nas medidas que tem tomado na presente emergência, o governo Sócrates tem vindo a fazer aquilo que melhor sabe, que é canalizar milhões a fundo perdido para os bancos e grandes empresas, sob o argumento de, com isso, estar a defender o emprego, ao mesmo tempo que as empresas encerram umas após outras ou impõem condições de exploração da força de trabalho que colocam Portugal ao nível das piores práticas de trabalho barato e sem direitos.
Acentuar ainda mais, como está a ser feito pelo actual governo, a repartição do rendimento nacional a favor do capital, significa regar com gasolina o fogo que se ateou.
De facto, o que a presente crise veio já revelar com enorme clareza é que, no sistema capitalista de produção, toda a riqueza se acumula naquela pequena parte da população que vive do trabalho da maioria, e que é em tal facto que reside a principal causa dessa mesma crise. Assim, e em termos imediatos, é preciso fazer com que a riqueza produzida reverta para quem a produz, o que significa que, para combater os despedimentos e o encerramento das empresas, se tenha de instituir um horário de trabalho mais reduzido, a semana de 30 horas, para todos os trabalhadores, e, ao mesmo tempo, fazer aumentar drasticamente a proporção da massa salarial global no rendimento nacional, reduzindo na mesma proporção os rendimentos do capital.
É em torno da reivindicação da semana de trabalho de 30 horas e de um aumento geral de salários acompanhado de uma diminuição substancial dos leques salariais, que se poderá começar a estabelecer uma clara linha de demarcação entre os responsáveis e as vítimas da crise actual. Esse terá de ser o primeiro passo para o ataque imediato a essa mesma crise, o qual há que transformar no prelúdio de uma revolução total do sistema económico, político e jurídico em que assenta o funcionamento da sociedade actual.
Vamos à luta!»

1º Maio – Dia do Trabalhador

No Dia do Trabalhador eu estarei a trabalhar.

Xiuuu.

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Não digam nada à CGTP…

O 1.º de Maio e os Direitos dos Trabalhadores, visto pelos pequenos Partidos


O Aventar pediu um depoimento exclusivo, subordinado ao tema «O 1.º de Maio e os Direitos dos Trabalhadores», aos Partidos Políticos não representados na Assembleia da República e ainda a alguns movimentos cívicos de cidadãos. Ao longo do dia de hoje e nos próximos dias, vamos publicando os depoimentos que nos forem chegando.
A ideia inicial era publicá-los todos ainda hoje, mas o atraso nos convites atrasou também a recepção dos textos. Nestes pequenos organismos, como nos blogues, não há um profissional sempre pronto a responder às solicitações.
Os textos serão publicados por ordem de chegada.

UM SEGURO SEGURO

SEGURO FUROU

Não o conhecia.  Ouvi-o pela primeira vez no debate promovido pelo Clube dos Pensadores.  Foi para mim uma revelação.  Hoje, transformou-se numa certeza, ao ser o único parlamentar a mostrar coragem e honestidade ao votar contra a alteração à Lei de Financiamento do Partidos.
Bem haja, António José Seguro.
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Campanha Encarnada…

Aleluia, meus irmãos.
Levantem as mãos em direcção ao céu.
O vermelho foi-se embora.
Já posso regressar em paz.
Obrigado.

Campanha negra-última hora

Documentos do processo de compra da casa da mãe de Sócrates desapareceram do arquivo do Cartório Notarial, acaba de anunciar a TVI ! A notária vai avançar com uma acção contra terceiros e já fez queixa à Ordem.Lembre-se que alguns jornalistas tinham solicitado informações sobre contratos públicos em nome de Sócrates ou de sua mãe.Parece que foi nesta acção que se deu pela falta dos documentos. (tudo no SOL de amanhã )

Claudia Jacques, um exclusivo Aventar

No meio da tempestade, surge sempre uma sereia a serenar as águas…
Claudia, a imagem de capa da Playboy Portugal nº2

No meio de tanta batalha sindical, social, política e religiosa, uma luz surge do ar, do mar, natural, em forma de serenidade sensual … Astuciosamente entra pela pele dentro dos olhos, dos músculos, do olhar gourmand de homens e mulheres deslizando com calma e revolução, sem solução para os nosso clamores, mas fornecendo uma pausa entre a dura realidade e o sonho eterno do ser humano.
Deste modo, distraindo-nos da cinzenta realidade, alimenta-nos o espírito, os sentidos, e a carga sexual para que possamos continuar o caminho.
Esse nome é CLÁUDIA, e JACQUES de apelido.
Ela é revolução azul, vermelho, púrpura e verde, muito verde de esperança. PARA QUE NOS LEMBRE QUE A VIDA NÃO SEJA SOMENTE LUTA DA MESMA MANEIRA, MAS DE VÁRIAS OUTRAS… a dela também, pela igualdade, pela força do corpo e da pujança da sensualidade e pelo desabar do preconceito..
Para que todas as praças cantem juntas, e para que cada mulher solte o seu próprio grito e aceite que o corpo, que o mesmo corpo que Deus e todos os deuses do mundo, lhes/nos deram, seja desfrutado em paz, em beleza ..e em serenidade…se possível!

A mulher é amor, a mulher é paixão, a mulher é clamor, a mulher é calor, a mulher é dor, a mulher é azul, a mulher é alva..ESTA MULHER É TUDO, E É SOBRETUDO LUSITANA. É um W’ um S’ E UM BELO Y, um hífen ou toda uma nova gramática do corpo. Mas ELA é, sobretudo, de uma beleza equilibrada, cuidada e vinda de dentro para fora…

Na Faculdade, Maxmen, no amor, nos jornais, na Playboy ou na TV, Rádio ou nas revistas sociais, ela é flamengo, fado e pop, é hard-rock, glam ou simplesmente «toute douce-et-un tout plein de je t’aime» …É a mesma, sempre a mesma e ÚNICA, A NOSSA CLÁUDIA JACQUES!

Texto exclusivo para Aventar.eu, por Adalberto Mar (Autor da Biografia de C. Jacques, no Prelo)

Objectivos Individuais: Tribunal dá razão aos professores

O Tribunal acaba de aceitar uma das providências interpostas pela Fenprof relativamente ao processo da avaliação de docentes e, neste caso, relativamente aos Objectivos Individuais. Nenhum professor pode ser penalizado pelo facto de não ter entregue os seus Objectivos, e são mais de 60 mil aqueles que não o fizeram.
Pelos vistos, os Sindicatos tiveram sempre razão e o parecer de Garcia Pereira foi um precioso auxílio. Mal andaram os professores que tiveram medo e que não souberam resistir a Conselhos Exedcutivos lamentáveis e a um Ministério da Educação vergonhoso.
Professores: levantem-se outra vez. Vamos à luta para derrubar definitivamente este modelo de avaliação que, afinal, está morto antes ainda de começar.
Os professores estão de parabéns!

Novas políticas e novos políticos!

Uma das palavras de ordem que se propagam é que não há alternativas!Mas alternativas a quê ou a quem?
A Sócrates com a sua determinação, capacidade de comunicação e de decisão, mas também com a cruz Freeport e outras que irá transportar toda a vida enquanto for homem público?
Essa cruz tem elevadíssimos custos não só para o próprio mas tambem para a governança. Sócrates, mesmo que mostrasse capacidade de implementar novas políticas que ultrapassassem o empobrecimento que, nas suas mãos, o país vem conhecendo, não seria a pessoa mais aconselhável para o fazer!
Pergunto, alguem tem dúvidas que a Justiça chegou ao fosso a que chegou porque serve a muita gente? Se nós (pobres mortais) sabemos de tanta coisa o que saberão os agentes da Justiça mas que não podem provar? Onde está pois a liderança ética que possa meter ombros a reformas sérias?
Não é verdade que uma semana depois do Ministro da Justiça ter tomado posse, um proeminente advogado da praça veio dizer que o não queria nem para porteiro? Que o tinha demitido de uma função pública quando ambos estavam em Macau? Não sabemos agora que há magistrados que são elementos de aparelhos partidários e que saltitam do Governo para a Magistratura e vice-versa?Na economia, no essencial, prossegue-se a compíscua sociedade entre o Estado e os grandes grupos económicos que já vem de Salazar!
As obras públicas que dão riqueza às grandes empresas e endividam o país no exterior, enquanto as PMEs, inovadoras, criadoras de bens tansaccionáveis e exportáveis e que são responsáveis por 70% do emprego, ficam entregues a si próprias! Abrir os olhos e ouvir as associacões do sector é quanto basta!
E que dizer da Educação amordaçada pelos burocratas do Ministério e dos Sindicatos? Onde está a escola pública entregue a professores dignos, tendo nas suas mãos a responsabilidade, a que têm direito, de dirigir uma escola gozando de grande autonomia? Não há alternativas a estas políticas que nos empobrecem?

PS: Vou voltar ao assunto com outras áreas políticas!

Os ovos de Fafe e os interrogatórios da PIDE


Há uns dias, foi o Ministério Público a condenar alguns alunos a trabalho comunitário por se terem atrevido a participar numa manifestação contra o Estatuto do Aluno. Em vez de lhes agradecer a participação cívica em tão tenra idade, o Estado condenou-os.
Agora, vêm a lume as técnicas interrogatórias, típicas da PIDE, que a Inspecção do Ministério da Educação está a usar contra os alunos que, há uns tempos, atiraram ovos à Ministra da Educação. Ao que parece, a ideia é a delação, o chibanço, a denúncia. Os alunos estão a ser estimulados a denunciarem-se uns aos outros e, sobretudo, estão a ser estimulados a denunciar os seus professores.
Pelo meio, o inenarrável episódio de Castelo de Vide, em que imagens de uma sala de aula foram utilizadas num tempo de antena do PS.
Como escreve hoje Manuel António Pina no «Jornal de Notícias», em artigo que estranhamente não está on-line, «George Bernard Shaw dizia que um homem é tão mais respeitável quanto mais numerosas são as coisas das quais se envergonha. O problema da actual Ministra da Educação é não envergonhar-se do que quer que seja.»

Se Portugal tivesse um primeiro-ministro assim…

Berlusconi come mortadelanão faz cara feia e reparte irmãmente Suinicultores de Portugal: não basta pedir que se altere o nome da doença para “gripe mexicana”. Deitem os olhos a Silvio Berlusconi e exijam ao primeiro-ministro português o mesmo acto de valentia.

Edward and Sophie, Portugal's PM… and a £4m corruption row over giant shopping mall built by British firm

 
Do «Daily Mail»:

«The Earl and Countess of Wessex have been caught up in an alleged corruption scandal surrounding a discount shopping complex in Portugal.
It was built by a British property firm Freeport, now being investigated over bribery allegations, and was opened by the Royal couple in September 2004.
The Serious Fraud Office in London is probing claims that four million euros were transferred to banks in Portugal to facilitate the deal.
The inquiry has engulfed several British businessmen and Portugal’s Prime Minister Jose Socrates, who has denied taking bribes from Freeport.
At its heart is the claim that in 2002 Mr Socrates, then an environment minister, waived restrictions to grant Freeport a licence to build the complex on protected land.
But Mr Socrates insists he has never misused his ministerial position.
The shopping mall is sited across the Tagus river from Lisbon and includes 200 ‘factory outlets’ selling mainly cut-price designer clothes.
Reports in Portugal claim SFO detectives, who have been working closely with Portuguese police, are investigating 15 people linked to the development, including Mr Socrates and several Britons associated with Freeport.
One is said to be the company’s flamboyant 66-year-old founder Sean Collidge, a wealthy tax exile, who was forced to quit as chairman in 2006.
He then lost a £1 million claim for wrongful dismissal, during which his fellow directors accused him of financial impropriety and submitting a series of fraudulent expense claims.
Ruling against him, a High Court judge said in 2007 that he had ‘dishonestly’ and ‘habitually’ abused his position. Court documents also accused him of forgery, perjury and attempting to pervert the course of justice. Mr Justice Jack said Collidge had fiddled thousands of pounds of expenses between 2003 and 2005, taken property from the firm and forged loan agreements.
Mr Collidge approached Edward and Sophie to open the mall because, according to a former Freeport director, ‘he had heard that they helped British investors abroad’.
Even at this stage the development was controversial due to environmental concerns. But the Foreign Office advised Edward to go ahead. The opening was followed by a Tom Jones concert and a huge fireworks display.
Freeport has since been taken over by The Carlyle Group, a US conglomerate, and Mr Collidge now lives in splendour near Cannes in the south of France. He was unavailable for comment last night.
Former Freeport director Jonathan Rawnsley was interviewed by the SFO but said ‘it came to nothing’.
He added: ‘Freeport absolutely did not bribe anyone – that was a rumour put about by our competitors.
‘Sean Collidge heard that Edward had an ambassadorial business role and often helped British investors abroad. Sean approached him and he agreed to lend his name to the company and open the business in Portugal.»

http://www.dailymail.co.uk/news/article-1133106/Edward-Sophie-Portugals-PM–4m-corruption-row-giant-mall-built-British-firm.html

E você, vota por que partido?

euprofiler

Uns senhores europeus, que se convencionaram chamar EU Profiler, decidiram criar um sistema de aconselhamento de voto. Uma espécie “Veja em quem deve votar nas eleições europeias, se lá puser os pés, para totós”.

Este “Voting Advice Application (VAA)” é classificada como uma “ferramenta imparcial desenhada para informar os potenciais votantes e outros interessados acerca do panorama político europeu tendo em vista as eleições para o Parlamento Europeu de Junho de 2009” (tradução livre). A descrição até é bonita.

Isto é, está minimamente interessado nas europeias, mesmo a sério e não apenas como forma de castigar quem quer que seja; não está minimamente interessado em ler os programas políticos de todos os partidos; até gosta destas coisas da cidadania e política e sociedade e economia e tem a mínima curiosidade? Então, aliste-se já e participe no inquérito. Nem que seja por uma simples e banal curiosidade, do género “vamos lá saber qual o partido que está mais próximo das minhas opiniões”.

O EU Profiler propõe-se ajudar a responder a algumas perguntas, como os partidos que estão a concorrer, a forma como se posicionam nos assuntos importantes, o nosso posicionamento face aos partidos, entre outros aspectos divertidos. Como descobrimos tudo isso? Através de respostas condicionadas a algumas opções. A coisa faz-se em poucos minutos, se tivermos ideias afinadas ou, pelo menos, ideias.

Eu já fiz o teste. E querem saber qual o partido mais próximo das minhas opiniões? Se pedirem muito…, pronto, está bem, é o Movimento Esperança Portugal. E você, vota por que partido?

COITADINHOS

OLHA PARA A MINHA CARA DE PREOCUPADO

A Galp Energia perdeu no primeiro trimestre do ano cerca de 14,5 milhões de euros com o processo de actualização dos preços dos combustíveis em relação ao mercado internacional, informa hoje a empresa em comunicado enviado à CMVM.
Este tempo de espera (‘time lag’) acaba por beneficiar a empresa quando os preços estão a descer e a penalizá-la quando estão a subir, o que aconteceu nos primeiros três meses do ano. Foi assim que a Galp ganhou 105 milhões de euros no último trimestre de 2008 – o que veio a suscitar polémica no mercado – e perdeu 5,7 milhões de euros no primeiro trimestre do ano passado.

Hoje fazemos um mês!

O Aventar está de parabéns. Faz hoje um mês.
Precisamente às zero horas do dia 30 de 30 de Março, Glória Colaço Martins publicava o primeiro «post» do blogue, o poema «Coro». «Um primeiro post, um primeiro comentário. Não podia deixar de desejar longa vida ao AVENTAR, nesta AVENTURA…», é o primeiro comentário do blogue, da autoria de j@r.
Depois disso, já foram publicados 313 posts e 858 comentários. Com um mês de vida, já tivemos 5800 visitas e quase 15 000 páginas visitadas. No blogómetro, entrámos já para os 300 primeiros lugares no número de visitas, em 1840 blogues, e nos 200 primeiros no número de páginas visitadas. Já conseguimos até o extraordinário feito de ultrapassar o mítico blogue Hi5 Porcas.
Somos dezoito autores, embora três ainda não se tenham estreado. Muitos do norte, alguns do sul; vários professores, arquitectos, jornalistas, poetas e livres-pensadores. Muitos na casa dos 30 anos, o delfim, o Gustavinho, fez anteontem 27, e alguns até são quase sexagenários. Todos independentes, todos humanistas no sentido restrito do termo. Uns de Esquerda, outros de Direita, outros de nada.
Isto tudo em apenas 30 dias. É o nosso primeiro mesário. Estamos ou não de parabéns?

Coisas que me incomodam: as leis para os partidos

Há uma coisa que me incomoda cada vez mais. Querem saber o que é? É perceber porque é que as leis que envolvem os partidos políticos e o seu financiamento – sobretudo em ano eleitoral – são aprovadas de forma célere, eficiente e sem demasiado barulho.

Curiosamente, ao contrário de muitas outras, estas leis são mesmo cumpridas.