Para fazer uma coisa, é necessário fazer o seu contrário

O leitor habitual do Aventar já deve ter reparado que levamos a efeito uma sondagem intitulada “Como vai votar nas Presidenciais?“, visível no topo da barra lateral direita do blogue.

A própria sondagem (aparte os nomes que a compõem e a sua posição relativa) mostra bem a dificuldade de coerência e a disfuncionalidade mental com que se vive cá no burgo.

Imagine que o leitor escolhe a opção “Não voto” (por acaso a que vai à frente na sondagem) e quer validá-la. Pois bem, primeiro clica “não voto” e, imediatamente a seguir, clica “vote“.

Se não vota, não pode dizer que não vota. E, para o dizer, é obrigado a contradizer-se perante o imperativo: Vote.

Não sei se é um retrato fiel do país. Mas que é muito aproximado, é.

Comments


  1. Se se juntarem os não voto com os Duarte Pio, teremos uma esmagadora maioria de leitores que não estão para republicanices. Dá que pensar, hein?

  2. carlos fonseca says:

    Pedro, não é fiel porque o país ainda é pior. Estás a analisar a relação de infidelidade em sentido inverso. Manda daí os teus “bitates” que são sempre um generoso presente.

  3. A. Pedro says:

    Carlos, são bitaites, claro, porque o “bom” bitaite é o que se ri de si próprio. É uma capacidade que, por estar em vias de extinção dada a seriedade e empoamento com que cada um se encara,devia ser declarada Património Imaterial da Humanidade.

  4. A. Pedro says:

    É claro que a resposta #3 não passa de um bitaite. ( e
    agora entra aquele sinal gráfico que é um bonequinho com um sorriso).

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