Rota do Património da Humanidade do Vale Internacional do Douro/Duero

Já em tempos aqui antecipei (tendo sido na altura muito bem secundado por  Daniel Rodrigues) esta verdadeira “vantagem competitiva” que é a feliz concentração de locais classificados pela UNESCO em toda esta grande região. É com alegria que vejo materializar-se este desiderato estratégico para a indústria turística regional através de uma associação de entidades portuguesas e espanholas. É assim que as coisas devem ser: com visão, horizontes abertos, ultrapassando as fronteiras artificiais que nos tolhem, em rêde. A estratégia regional terá sempre que ser construída nestes moldes. Afinal estamos posicionados geograficamente num dos mais importantes “nós” da Ibéria.Não conheço o plano estratégico que irá reger este “primeiro destino turístico ibérico”, mas espero que inclua a vertente ferroviária e a coincidência, também feliz, de todo este vale estar cosido por uma linha ferroviária de excepcional beleza. Uma mais valia que não deixará com certeza de ser aproveitada e potenciada. É urgente colmatar este verdadeiro missing link ferroviário que nos separa de Salamanca e Madrid. Talvez um dia, não muito distante, tal como na Galiza, Astúrias e País Basco, possamos ver circular um glamoroso Transduriense. Só uma dramática falta de visão estratégica é que impedirá que isso seja feito.


António Alves

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