Da mercearia para o hipermercado

No post anterior, o Jorge critica a postura de Sócrates. Também considero o Primeiro-Ministro de Portugal cada vez mais caixeiro-viajante e menos estadista. Mas se até aqui o homem foi fazendo algumas vendas menores a personagens pouco recomendáveis, que nos divertem pela excentricidade, de repente passou a ser recebido por gente que não brinca em serviço. Temos negócios com países árabes ao mais alto nível, a China compra dívida pública portuguesa, isto é um patamar completamente diferente da exportação de computadores para a Venezuela. Pouca gente refere o facto, mas Portugal ganhou subitamente importância no palco mundial, graças à eleição para o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Não quero sequer pensar na possibilidade do voto português ficar refém ou condicionado, por razões de mercearia, em questões de Direitos Humanos.

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