Presidenciais, com pancada ou sem pancada, tudo na mesma

Com pancada ou sem ela, nada se altera na campanha e os candidatos agem como deles se espera.

Mas será mesmo assim? Vejamos:

Cavaco, igual a Cavaco, fala para dizer que não fala. Um presidente inspirador e profundo, como se vê. E não fala porquê? Porque hoje, naquele momento, usava o chapéu de PR e não o podia tirar. Usava, note-se, o chapéu deste PR, porque o próximo, está prometido, será Cavaco, lui même, versão “mais interventivo”. Nessa altura falará, atuará, criará crises políticas, está o país adiantadamente avisado.

Mas foi Cavaco – ou terá sido Silva? – quem há menos de nada apelou aos estudantes (e professores) que se manifestassem. Das duas uma:

– O que vale para estudantes não vale para sindicalistas.

– Os estudantes manisfestam-se, Cavaco põe o chapéu de PR, e fala para dizer que não fala. Estudantes atirados aos leões.

Já Alegre, igual a Alegre, não se cala, ninguém o há-de calar, como é óbvio. E condena, claro. Mas ressalva ” Atenção, muita atenção, José Sócrates não está em Portugal”, que é como quem diz, a polícia malhou na direita, correção, nos sindicalistas, mas o governo nem sonhava, não estava cá. E com esta postura de quem não se cala mostrou que, uma vez PR, perante um primeiro do PS que cá esteja, cala-se.

Francisco Lopes disse o que dele se esperava, o mesmo que Jerónimo, Carvalhas ou Cunhal diriam. Certo, mas com pouca convicção e o som da cassete a necessitar de digitalização.

Nobre, que eu saiba, não veio sequer a terreiro. Perdeu, portanto, uma oportunidade política, uma das poucas que a campanha proporcionou. E, goste-se ou não, PR é um cargo político. O homem não tem staff, ninguém o aconselha? Porque, para falar só quando dá jeito, já temos quem seja mestre.

Defensor e Coelho não piaram. Quem tem a certeza absoluta que vai ser substituído ao fim da primeira parte joga menos e espera que o intervalo chegue depressa.

Comments

  1. amsf says:

    José Manuel Coelho com uma cajadada mata dois “coelhos”: faz alusão aos sacos azuis da Fátima Felgueiras e às batatas que foram a primeira iniciativa “empresarial” (conhecida) do major!
    LOL!

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