Não chega ser do Sporting de Braga

Uma metáfora fantástica de Pacheco Pereira sobre Marcelo.

Um favor aos corruptos

Será que Paulo Morais não entende que ao fazer as suas inverosímeis generalizações sobre o tema da corrupção ( “o Parlamento é uma central de negócios e corrupção” em que “todos os grupos parlamentares estão envolvidos”) está, não só a enunciar um juízo grosseiramente falso como, ao misturar tudo no mesmo granel, a fazer um favor aos corruptos? Ou sabe? – o que é pior.

Cavaco Silva, o eu

“Eu estive, como primeiro-ministro, cinco meses em gestão.”

Maria de Belém, uma mulher sem “caráter”

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Maria de Belém nunca poderá ser Presidente de todos os portugueses, a partir do momento em que escolhe, para o seu cartaz, apenas uma das duas grafias admitidas pelo AO90. No mínimo, em lugar de “carácter” deveria estar “cará(c)ter” ou “carácter/caráter”, até porque há crianças que, devido a este anúncio, podem ficar privadas de uma facultatividade obrigatória por lei.
Deste modo, a candidata presidencial está a excluir os eleitores de acordo com o modo como pronunciam uma palavra, o que constitui uma discriminação inaceitável e é um mau princípio de campanha para a Presidência da República, cargo que deveria promover a união, mesmo sabendo que não foi o que aconteceu nos últimos dez anos.

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Exclusivo

Ai ele é tão simpático, o senhor professor Marcelo – exclamava, embevecida, a dona Vicência. Há dias estava lá nas ilhas a falar às pessoas e falava tão bem que era um consolo; vi na televisão. Até andava com uns velhinhos, tratava-os muito bem, e deu um beijinho numa velha. Vi tudo na televisão. Ontem estava a jogar ao dominó e a falar com pessoas do povo, tão simpático, tão bonzinho. Aquele taberneiro é que foi um bruto e cobrou-lhe as cervejas! Não se faz ao senhor professor, que até pagou de boa mente, que eu bem vi na televisão. Já quando ele falava aos domingos na televisão era um regalo ouvir um homem daqueles. Eu não percebia muito, mas ele falava bem, lá isso falava. Vai ser um presidente muito bom.
– Ora essa – atalhou o Tonho – então e os outros?
– Os outros quê ? – espantou-se a tia Vicência.

Carvalho da Silva quer ser factor de perturbação?

É uma possibilidade. Segundo o Expresso, Carvalho da Silva terá dito: “Não quero ser fator de perturbação“.

Presidenciais, com pancada ou sem pancada, tudo na mesma

Com pancada ou sem ela, nada se altera na campanha e os candidatos agem como deles se espera.

Mas será mesmo assim? Vejamos:

Cavaco, igual a Cavaco, fala para dizer que não fala. Um presidente inspirador e profundo, como se vê. E não fala porquê? Porque hoje, naquele momento, usava o chapéu de PR e não o podia tirar. Usava, note-se, o chapéu deste PR, porque o próximo, está prometido, será Cavaco, lui même, versão “mais interventivo”. Nessa altura falará, atuará, criará crises políticas, está o país adiantadamente avisado.

Mas foi Cavaco – ou terá sido Silva? – quem há menos de nada apelou aos estudantes (e professores) que se manifestassem. Das duas uma:

– O que vale para estudantes não vale para sindicalistas.

– Os estudantes manisfestam-se, Cavaco põe o chapéu de PR, e fala para dizer que não fala. Estudantes atirados aos leões.

Já Alegre, igual a Alegre, não se cala, ninguém o há-de calar, como é óbvio. E condena, claro. Mas ressalva ” Atenção, muita atenção, José Sócrates não está em Portugal”, que é como quem diz, a polícia malhou na direita, correção, nos sindicalistas, mas o governo nem sonhava, não estava cá. E com esta postura de quem não se cala mostrou que, uma vez PR, perante um primeiro do PS que cá esteja, cala-se. [Read more…]

Fernando Nobre, um Homem Bom, um Candidato Sofrível

Se o mundo fosse perfeito, Fernando Nobre teria a voz e a dicção de Alegre, a altura (em centímetros) de Cavaco, a compleição física de Francisco Lopes, o à-vontade de José Manuel Coelho e a experiência polítiqueira de Defensor Moura.

Se o mundo fosse perfeito, Fernando Nobre não titubearia, não gaguejaria, não falaria para dentro e projetaria a sua voz de modo audível e convincente.

Se o mundo fosse perfeito, Fernando Nobre seria, no terreno, um bom candidato e ganharia as eleições.

Porque Fernando Nobre é o melhor homem entre todos os candidatos e o único com um currículo verdadeiramente ao serviço dos outros, sendo que os “seus outros”  são os mais desfavorecidos, os mais desprotegidos, os mais atingidos, os menos apoiados. Os outros de Fernando Nobre são as vítimas da política e dos maus políticos, as vítimas da economia e da corrupção, do desvio das riquezas, das guerras fraticidas, das catástrofes naturais, da sede, da fome, da ganância e da falta de ética. [Read more…]