Do FMI, o José Mário Branco fala por mim

Anteontem aconteceu no hipermercado, ontem no ‘Prós e Contras’, hoje no café. Não há lugar em que não ouça discutir a vinda do FMI para Portugal.

FMI para a esquerda, FMI para a direita, começo, de facto, a esgotar a paciência; e logo eu,  espoliado em 1983, de parte do 14.º mês; como, aliás, milhões de portugueses. Ao ouvir falar do FMI, sou assaltado por um ataque de psoríase que me coço da cabeça aos pés. Basta pensar que os ricos continuarão muito ricos e  eu serei condenado a medidas de austeridade. À semelhança de não sei quantos milhões de concidadãos.

Falar ou escrever sobre o FMI, mesmo antes da chegada, é para mim penoso. Nada melhor que recorrer a terceiros. E, neste caso, escolhi José Mário Branco (JMB) para se pronunciar no meu lugar. Sim, do FMI, melhor do que ninguém, JMB fala por mim. Quem não se satisfaça apenas com ‘parte1’, poderá ver e ouvir a ‘parte 2’ aqui.

Comments


  1. Mas,se reparar,sem (ou mudando) os nomes de outra época a que se refere JMB,a letra continua actual e revela circunstâncias ainda hoje evidentes.

  2. carlos fonseca says:

    Mas foi justamente essa a razão que me levou a publicar o vídeo. Independentemente das personagens, a actualidade do tema é indiscutível. E foi escrito pelo JMB em 1979, repito, em 1979. Por aqui se pode avaliar o trajecto do nosso País.

Trackbacks


  1. […] 9 de Abril, Stiglitz escrevia aqui o seguinte: Com efeito, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) estão exigindo por norma a trabalhadores irlandeses e aos […]

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.