Irá o Estado finalmente emagrecer?

-Até agora o governo apenas anunciou medidas de agravamento fiscal, colocando o já asfixiado contribuinte ainda mais à mercê do proxeneta Estado. Esperemos pois que amanhã sejam apresentadas medidas que possam contribuir para começar a desmantelar o peso brutal, que condiciona a vida de todos os portugueses. Além de ser possível obter ganhos de eficiência e reduzir a despesa em muitos serviços, começando pelas mordomias, nos boys, institutos, fundações e afins, há muito por onde cortar…

Comments

  1. Tuga_Consciente says:

    Confesso que não sei o que será mais rentável cortar: se os boys (o que pode provocar uma autêntica “caça às bruxas”) se acabar com certos e determinados institutos. Mordomias? Sempre as houve. Acredito mais em “racionalizar” as mordomias do que em acabar com elas…O peso brutal do Estado, como se refere o Sr Antonio de Almeida, nem é das mordomias…é simplesmente culpa de quem se aproveita de um sistema. A culpa é do Tuga. Simples. Rendimento Social de Inserção dado indiscriminadamente e sem controlo, subsidio de desemprego pago a quem trabalha sem descontos, declarações de IRS falsas (com a ajuda de um patronato que se recusa a pagar para a Segurança Social e com isso declara salario minimo), para ir buscar o máximo nos impostos e poder tirar beneficios com isso tais como isenções a variados niveis, nomeadamente na saude, na educação… Se me dissessem que o Estado iria fortalecer a vigilância destas benesses eu até nem me importava de pagar mais impostos por isso…mesmo sendo funcionário publico e a ganhar perto de 750€/mês… sem descontos e sendo pai de família.

    De facto é fácil apontar nas mordomias dos outros quando nós somos os principais “ladrões” do Estado…


    • Não posso discordar de muito do que afirma, porque sei que fala verdade, todos conhecemos esses casos. Mas o problema reside a montante, para manter a funcionar um Estado monstruoso como o nosso, serão necessários impostos pesados. Ora a partir de determinado limite, todos procuram fugir, existem casos em que nem vale a pena o esforço de trabalhar mais um pouco, por exemplo quem receber um prémio extra e estiver encostado ao limite do escalão de IRS, se sobe, será fortemente penalizado.
      Ao contrário de si, eu importava-me de trabalhar ou pior ainda, pagar um pouco mais para o Estado fiscalizar os abusos que refere e bem. Prefiro que o Estado encerre muitos serviços que duplicam funções, descentralize e com menor desperdício de meios faça o que lhe compete, fiscalizar é uma das suas atribuições.
      Existem também razões culturais, de mentalidade, na génese de alguns problemas que levanta, essas não podem ser combatidas por Decreto, irão certamente demorar gerações até que mudem. Não seremos os piores, sabemos agora que os gregos nos ultrapassam, mas também não poderemos clamar como virgens ofendidas quando nos apontam o dedo.

      • Tuga Consciente says:

        “Prefiro que o Estado encerre muitos serviços que duplicam funções, descentralize e com menor desperdício de meios faça o que lhe compete, fiscalizar é uma das suas atribuições.”

        O Descentralizar de que fala não pode existir a partir do momento em que pede para encerrar serviços que duplicam funções. A não ser que se refira ao caso tipico: juristas competentes e capazes no Estado e preferem entregam pareceres juridicos, com custos obscenos para o Estado Português, a escritórios de advogados do Sr. Dr. A ou B que por acaso até é chefe do serviço que pede o parecer…

        Prefiro que se racionalize. Há serviços que têm excesso de pessoal. Há serviços que não têm pessoal suficiente. Há serviços que precisam de ser colocados a trabalhar no século XXI, com novas tecnologias, poupando na despesa e até ajudando o ambiente(organizações “paperless” – primam pela ausencia de papel – existem no Estado, são é muito poucas. Porque não copiar esses exemplos, com as nuances próprias de cada serviço?). Para motivar os funcionários publicos não precisam de muito: abram a porta a algumas promoções. Poucas porque estamos em crise. Reforme-se quem já tem muitos anos de serviço, possibilitando novas promoções. Incentive-se a criatividade no posto de trabalho. Premeiem-se as melhores ideias que proporcionem melhor rendimento e melhor serviço publico.

        Há muito para fazer no funcionalismo publico. Basta querer…e motivar.

  2. Fernando says:

    Começar por emagrecer a Presidência da Republica e a Assembleia da Republica. No caso da Presidência da Republica, esta fica mais cara aos portugueses do que o Rei de Espanha fica aos espanhóis. Depois temos tidos figuras absolutamente decorativa mas altamente dispendiosas. Cavaco Silva ( tal como os seus antecessores) para mostrar que esta vivo, anda a descerrar bandeiras e a mandar recados. Todo este arraial com um séquito atrás dele chocante e dispendioso. A representante da Rainha Isabel II na Austrália (que também custa caro aos taxpayers), não anda a dar corda aos sapatos como Cavaco. E imagine-se a diferença -em tudo-entre Portugal e a Austrália.