Ecce Homo

depressao-home deprimido

Qual de todos eles e porque? Alberto João Jardim, José Sócrates, Passos Coelho, o povo português, o Jesus de Nazaré? É a frase mais conhecida da vulgata latina, usadas pelas confissões cristãs, para expor ao público um homem em sofrimento ou um homem que está a sofrer.

A frase é milenária e nasceu no dia em que o Pretor de Roma, que governava a Província Romana de Judeia, ao Oriente do Império Romano, por ordem do Imperado, exibiu um homem açoitado, vestido em manto roxo e com uma coroa de espinhas, castigo que nesses tempos, era usado para os criminosos. Jesus era da tribo dos galileus, do país da Palestina, antes de ser conquistada pelos romanos no ano 63 antes de Cristo, por Pompeio, conquista acabada por Tito, no 70, com a toma de Jerusalém, a Capital de Palestina. O país era governado por reis, como Herodes, da dinastia Idumeia, que retirara da Monarquia Palestina, a tradicional dinastia Hasmonia. A conquista da Palestina pelos Idumeus, obrigou-a se convertereriesHerodes HerodesHHHer             

 à fé judaica. Foi de ai que nasceu, mais tarde, o galileu Jesus, que foi considerado a divindade encarnada, chamado rei dos judeus e lutou sem batalha contra os saduceus, o Sumos-sacerdotes que geriam as partes sagradas da crença judaica, governando Palestina com os Idumeus, passando a ser os reis palestinos reis associados ao Império Romano. Qualquer rebelião contra esta aliança, era punida ou com impostos, cadeia, a retenção dos bens e a sua a requisição para o benefício dos governantes. Ecce Homo são as palavras que Pôncio Pilatos teria dito, em latim, ao apresentar Jesus Cristo aos judeus de acordo com o evangelho. Em português, a frase significa “Eis o homem”.

Trata-se da tradução que surge na Vulgata da frase grega ιδου ο ανθρωπος. Segundo o Evangelho segundo São João (19.5), foram as palavras pronunciadas pelo governador romano Póncio Pilatos quando apresentou Jesus de Nazaré (flagelado, atado e com a coroa de espinhos) perante a multidão hostil para ser tomada a decisão final sobre a Sua pessoa, já que Pilatos não via nenhum motivo claro para condenação.

Na iconografia cristã costuma chamar-se Ecce Homo às representações de Jesus Cristo em sofrimento.

Alguém tinha que ser culpado e punido para manter o papel dos governantes judaicos e romanos e manter um povo dominado, sob o poder da aliança de monarcas. Bem como o povo submetido a tanta realeza, uma vítima para descarregar a sua raiva pela falta de liberdade e pelas perseguições dos conquistadores. Batalhas que nunca têm parado.

Não foi por acaso a minha lista ao começo do texto. Todos eles têm uma acusação pendente. O da Madeira, por desvio de dinheiro, o antigo Primeiro-ministro, por não ter a sagacidade e reparar que as arcas do estado esvaziam-se em gastos desnecessários, sem gerir a saúde, a educação e a segurança sócia. O terceiro Ecce Homem, teve que correr para solicitar ajuda as instituições que dão crédito, para poder salvar a Pátria.

Finalmente, o povo, todos nós, que não têm emprego, nem poupanças nem crédito. A falta de trabalho coloca aos operários em situação precária, sem estabilidade e sem meios para permitir que os seus filhos estudem.

Tenho comentado todas estas ideias em outros ensaios do sítio de discussão e a eles me remeto.

 Um Ecce Homem que sofre sem se queixar, são os órgãos de soberania. Não é o meu dever defende-los, mas sim de denunciar que as vergonhas que sofrem, é porque governos anteriores não têm tido a inteligência de poupar e de investir ou convidar a financistas para trabalhar uma larga parte da nossa riqueza, en finanças que rendam lucro e assim nunca mais passar pela vergonha e sermos, como tenho comentado antes, pedintes.

A lição do real Ecce Home, não ajuda. No dia e ontem foi-me necessário acudir ao centro de saúde, um Hospital, que nem meios nem tempo tinham para atender ao Zé-povinho e cura-lo. Apesar da simpatia da equipa técnica, o facto do Ecce homem teve que ser adiado para mais em frente e sem data certa.

Não é em vão que comento esta coroa de espinhas que todos levamos na testa antes de sermos crucificados, porque pendurados da cruz da falência, este povo agoniza como o Ecce omHomHomeHomo histórico. A nossa crucificação, passa

à histérica, que poucos de nós podemos curar.  Mas a cura, coloca ao Zé-povinho em pior situação: acaba por ter que aceitar despedimentos, baixas de salários e falta de trabalho: para poupar, os soberanos fecham instituições e adiantam a idade da reforma. Pode desfilar, organizar manifestações, greves, toda actividade que, finalmente impede o trabalho produtivo que rende lucro com mais-valia. É impossível parar as greves, enquanto os ricos no abram a mão em novas empresas que faça deste povo, um povo empenhado, a trabalhar não pela subsistência mas pelo lucro com mais-valia…Ecce-Homo, seria feliz, sem coroas de espinhas nem crucifixão, como a falência de hoje nos crucifica.

Não sou homem de fé, mas as metáforas são o melhor meio para rebelar-se e lutar pela liberdade que a troika não nos dá. Ela controla o governo e tem por dever nos orientar… e não consegue. Assim Ecce-Hominae, porque são tantos os que vivem da nossa pobreza…Comentava em outro ensaio, que um povo empobrecido, tem apenas como alternativa os seus santos, evangelho e bíblias…

Comments

  1. Raul Iturra says:

    escrevi este texto em Setembro. A habitual demora do Aventar, o fez iválido. Era qoando o governo vendia Portugal a troika. O governo nos vende e não nos paga, há dinheiro escondido em milhões de euros, que não sabemos onde andam e paga o Zé Povinho com scuts que custam o impagável e um IRS incostitucional que aumenta cada vez mais, nem comer é permitido pela troika e o governo obedece…Este é o homem que sofre e se fala, vai a cadeia! A frave não tem validade, até a plicia a faz e somos roubados!

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