Tenho andado arredado destas tricas políticas. Não me tem apetecido ouvir as mesmas coisas interpretadas de muitas maneiras diferentes, todas elas carregadas das razões que assistem a quem as faz. Mas desta vez, até porque os meus companheiros de ocasião assim o pretendiam, lá ouvi com a atenção possível, o senhor Presidente.A Mensagem (2012)
Tenho andado arredado destas tricas políticas. Não me tem apetecido ouvir as mesmas coisas interpretadas de muitas maneiras diferentes, todas elas carregadas das razões que assistem a quem as faz. Mas desta vez, até porque os meus companheiros de ocasião assim o pretendiam, lá ouvi com a atenção possível, o senhor Presidente.






Se, tal como acontecia na monarquia, fosse hábito atribuir aos presidentes da República um cognome, um dos que assentaria bem a Cavaco Silva seria “O Diz Que Disse”. Nos seus discursos é raro não referir “que avisou”, “que “tinha chamado a atenção”, que “tinha alertado”, etc. O problema é que diz, mas não actua como seria de esperar. Depois de tantas dúvidas sobre a constitucionalidade de algumas medidas do governo, algumas até levantadas por juízes, decide pura e simplesmente promulgar todos os diplomas apresentados sem os submeter a fiscalização preventiva, em contraste com o que fora a sua prática na vigência do anterior governo, e até por motivos menores, como o caso da revisão do Estatuto Político-Administrativo da Região dos Açores.
Se alguma dúvida subsistisse sobre a sua isenção e imparcialidade partidária, foi definitivamente desfeita. E esta prática prova que não é, de facto, o presidente de todos os Portugueses.
No tempo das vacas gordas, antes de decretar o Tabú, o sr gritou a pleno pulmões;”oh forças de bloqueio, deixem-me trabalar!” e nisto deixou o palácio, e foi para o Alentejo, quicá á cáça dos javalis, e no Pulo do Lobo montou tenda debaixo de um chaparro, que era o eleito observatório de caça do falcão peregrino, que na contingência emigrou.
O falcão não regressou, o chaparro secou e o Guadiana poluiu!
Infelizmente não temos um PR, temos sim um bi-reformado ( reformado com duas reformas ?), dado que recusou “ser” PR pelo ordenado, cujos “bitaites” servem para tudo e não servem para NADA. Como um azar nunca vem só, a nós calhou-nos este exemplo de seriedade, que qualquer cidadão para lhe chegar aos calcanhares terá que nascer duas vezes, sem direito a ações do BPN, que estas são do tipo: eu lucro, vós pagais.