A petição continua a crescer, entrará Cavaco em depressão?

Vai nas 35000 assinaturas (o dobro de ontem). Adorava ver um gráfico do crescimento desta manifestação pública de agravo ao presidente eleito por uma minoria dos portugueses, boa parte da qual desvotava já se isso fosse possível.

O número de assinante não tem qualquer efeito jurídico, e é bom que as pessoas a subscrevam conscientes de que constitucionalmente assinar não serve para grande coisa mas  afirma o direito ao protesto, e isso já não é pouco. Serve também para que o cidadão Aníbal Cavaco Silva entenda haver limites para tudo, e neste momento ele mancha a instituição republicana como uma nódoa que só se limpa com a sua resignação.

E já que invoco a palavra manifestação tendo-lhe chamado digital, onde o José Meireles Graça descobriu a vantagem de não lhe entupir a fluidez do trânsito, para quem não esteja a entender do que falo recomendo a leitura deste texto do Paulo Querido sobre a flash mob de ontem, não concordando com alguns detalhes explica muito bem de que falamos quando falamos de cidadania em rede.

Exerça a sua, assine a petição, só precisa de saber o número do seu BI.

Comments

  1. marai celeste ramos says:

    Já que os portugueses não são chamados a alguns referendos que deveriam ter sido por direito actos de dignidade governamental e de direitos de cidadania que foram retirados arrogantemente, quem sabe para nos poupar mais trabalho e ilusões, ao menos este em forma de Petition é, uma “espécie” de referendo, ficando os que nele participaram, a saber, que muitos dos que têm aceso a este tipo de comunicação, mostraram o seu desacordo e não estão indiferentes, não se podendo no entanto daí inferir que os restantes “votantes” concordam – Mas só o tão curto espaço de tempo manifestarem-se tantos discordantes, já dá medida significante do sucedido, o que nunca sucedeu tão imediatamente


  2. É uma vergonha que não se ensine nos Açores, pelo menos, uma obra açoriana! Com tantos génios da literatura que tivemos… Nem referencia é feita meus caros!


  3. Ouvi, há poucos dias, que um responsável da OIT (Organização Internacional do Trabalho), em Lisboa, tinha proferido algumas palavras a propósito da globalização tendo concluído, agora, que este movimento era em grande parte responsável pelo elevado indice de desemprego actual, a nivel mundial. PALAVRAS PARA QUÊ!Quanta irresponsabilidade, direi ainda, quanta cretinice! Este, fez-me lembrar alguns dos nossos governantes a fazer o apelo da compreensão ao movimento de economia global, ao anti proteccionismo, à abertura total de fronteiras para gentes e mercadorias, ao anti xenofobismo, antes, pelo liberalismo absoluto, direi pela anarquia, esquecendo (ou não interessando) a necessidade de existência de regras. A quem servem estas gentes, estes governantes e muitos dos politicos portugueses? Será só estupidez e cretinice? A resposta é obvia, mas terá de ser sempre assim?Estou certo que o OIT partiu de Lisboa mais esclarecido, mais consciente da necessidade de dotar de mais e melhor bom senso qualquer esquema politico e económico. Quantos aos governantes (ai Prof. Cavaco, como me lembro dos disparates que disse a este respeito….), esses ficaram por cá a enfatizar as capacidades de salvar as gentes, de contribuir activamente para resolver a crise (que eles criaram!).Será que ainda há quem acredite neste modelo democrático? nestes politicos de meia tigela ? nestãs hienas personificadas ?ah ah ah …. ah ah ah ….Um dia mudará!

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