Eles andam aí

Trabalhava numa organização clandestina com base em Espanha para apoiar o povo português que não estava com o Partido Comunista. Ajudámos o chamado levantamento popular do Verão Quente de 75, em que houve assaltos às sedes dos partidos comunistas e de extrema-esquerda. (…)

Como é a vida de clandestino?
Há um livro que se chama Dossiê do Terrorismo, das edições Avante, de 1976, que descreve dia após dia o calendário de todas as acções ‘terroristas’, ou seja, anticomunistas. Nesse livro está uma fotografia minha na estação da Campanhã que tem como legenda: ‘O Capitão van Uden, mais conhecido pelo Colombiano, momentos antes de iniciar uma operação terrorista na cidade do Porto’. Não fui preso por milagre. Detectaram-me, mas despistei-os sempre.

A rede terrorista ELP/MDLP começou por ser investigada pela PJ com um inspector especializado (era membro da organização) a comandar as operações. O que chegou a tribunal não serviu para nada. Falamos de assassinos, bombistas confessos, terroristas puros e duros. Agora dão entrevistas sob o retrato do maior canalha que passou pelo governo de Portugal, Miguel de seu nome, banido para sempre, recuperado por Salazar.

Comments

  1. xico says:

    Há outros que são condecorados e vivem com pensões do estado. Um até costuma falar na tv e apelar à revolta.

  2. Tito Lívio Santos Mota says:

    Um dos seus passatempos é a caça.

    deve ser culpa do novo acordo porque puseram ali uma cedilha que não devia ali estar.

    leia-se portanto “Um dos seus passatempos é a caca… que tem na cabeça.

    Assim sim, assim é que a cedilha fica bem colocada.

  3. Tito Lívio Santos Mota says:

    PS: este também é sírio !

  4. Tito Lívio Santos Mota says:

    Esta malta tomou conta da Casa de Bragança porque o Salazar os meteu lá.
    Mas apenas depois da morte do Manuel II cujo não podia nem com o Salazar (cujo proibiu assistisse ao seu enterro) nem com os miguelistas, representados em Portugal pelo “Integralismo lusitano”.
    O Manuel II, diga-se de passagem, sempre se portou bem no exílio. Mandou esta camarilha à M… várias vezes inclusive durante a Monarquia do Norte.

    Depois, o Salazar, que subiu ao poder com a ajuda desta tropa fandanga (os miguelistas do Integralismo e não o pobre do Manuel II), como tinha prometido instaurar a monarquia (ele prometeu uma coisa a cada corja que o apoiou e depois mandou-os dar uma curva ao Saldanha para ver se lá estava), ora, não instaurando a monarquia, o Salazar tinha que lhes dar uma satisfação. Acoquinou-se com a Amélia francesa e, como não havia herdeiros, foi buscar os miguelistas à Áustria e passou-lhes o tacho.
    Em troca, os miguelistas que não gostavam nada de democracia (talvez por atavismo genético), concordaram em comer as côdeas da casa de Bragança e calarem o bico, tanto sobre a “restauração” como sobre o Salazar. Mais, frequentavam muito o regime, eram bem recebidos e faziam negócios da China no “Império”.

    Posto isto, há algo que espante no currículo deste traste ou nos deslizes sirianos do rei do planalto nordestino?


  5. Diz ele que não havia miséria nos Açores nos anos 70. Devem ter sido outros Açores de certeza. Ou isso ou a miséria só o é quando é a dele.

  6. marai celeste ramos says:

    pois já me recordo de pouco das mitas coisas que vivi pois que era absolutamente ignorante politicamente falando – mas recordo o borburinho as malandrices pesadas que os pc do gabinete da ára de sines me fizeram já que, apenas dias antes, do 25 a. lá tinha entrado por convite de amigo que era vive pres e me fez, assim, sair da CML – e recordo a revista na ponte então Salazar, que tudo vasculharam e lá segui – lembro as férias de albufeira no verão e toda a gente COMIA jornais e lembro o gonçalvismo que não percebi nem o almirante preso na AR que não percebi – nem me explicavam pois além deveria pensar que eu “estava em braco” – mas recordo e disso gosto que no 25a ao sair cde casa minha mãe gritou do elevador menina não vas para a rua porque há uma revolução e a menina bem comportada veio para casa e de repente bate à porta amigo e vizinho francês de quem nada sei há anos, carregado de máquinas fotográficas mas a menina o SOL de sua mãe não poude ir – mas no 1º maio levei minha mãe e vivi a maior festa da minha vida já que, em 25 amesmo sem saber nada de nada senti e disse em silêncio a mim – afinal o sonho é possível – que voz interior era esta ? anos depois percebi que quem nasce livre haja o que houver guarda isso até ser o tempo de se consciencializar – e lá vou aprendendo mas agora não gosto nada de nada do que vejo pois que aprendi a ver e a pensar por mais “curto” que seja – às vezes penso quando há comícios, se gosto ou não od meninos de 7 anos ao lado dos pais a eximir bandeirinhas – acho que não gosto – que o menino seja benfica como o pai desde o colo, vá lá – mas que fique com a cabeça atrofida com um bandeira paridária e formatado para toda a vida com dificuldade de discernir e de optar por consciência, não concordo pois até me parecem os meninos da Mocidade Portuguesa aliciados com acampamentos e pic-nics e mais não si quê com que vi meu irmão que não poude escapar, mas eu escapei, nem sei poruê, pois já tina a “fardinha” cortada de saia castanha e blusa verde (cores que odeio sem saber porquê e nunca usei nem uso) e pronta para cozer e vestir – mas foi possível deirar ao LIXO – não sei nada de história porque já esqueci o que aprendi e estudei outras coisas da VIDA da Terra e dos Homens, das minhocas e da sêca, das couves e das galinhas e das cangas dos bois minhotos bordadas como nunca vi, Pois os meninos de 7 anos politizados dão o “nosso” (salvo seja) primeiro que é o pior dos pores que conheci nesta minha vida em que sem saber nada de história nem política, vou vendo como se manifesta no meu quotidiano e naqueles com quem convivi e ainda convivo – com pouca saúde mental, acho eu – vou apanhar sol pois que está já baixo, no horizonte – a liberdade não passa pelas palavras ditas e escritas – passará pelo que se sente dentro (lendo pouco ou muito tanto faz) e sei que nasci bicho bravo – não sei porquê – teria de ser assim por mais que o ambiente me tivesse formatado sem até dar por isso – mas já dei por isso e desformatei – há poucos anos tem graça – sou lenta como a tartaruga – mas chego lá

  7. xico says:

    D. Miguel pode ter sido muita coisa. Reaccionário até. Canalha nunca. Ou então o senhor não sabe o significado das palavras ou desconhece a história, o que não me parece. Canalha foi Salazar, no caso de Goa por exemplo, e canalha foi Afonso Costa.


  8. Um criminoso compulsivo, que divide o seu país numa guerra civil desenfreada, um déspota que tenta manter os privilégios da nobreza ainda feudal, não é um canalha?
    Bem, se é para comparar com Afonso Costa, que com os seus defeitos não deixou de defender causas justas, realmente devemos ter um problema de dicionários.

    • Tito Lívio Santos Mota says:

      o Miguel foi tão “patriota” que a sua família o exilou e condenou a sua descendência a ser impedida de reinar em Portugal para todo o sempre.

      Foi um “patriota” que se juntou aos Carlistas espanhóis contra o próprio país.

      Afonso Costa aguenta bem com as críticas de quem não percebe nada de História ou leu nos livros do tempo da “outra senhora”.

      Mas, mesmo assim, deu-se um facto engraçado um dia na Câmara Corporativa :

      Estava Casal Ribeiro (presidente da dita câmara) a derramar baba e ranho sobre Afonso Costa. Acabou o discurso e Salazar pediu a palavra.
      E não é que foi o próprio Salazar a passar um sabão ao Casal Ribeiro, a tecer largos elogios à política financeira de Afonso Costa e a exigir que Casa Ribeiro se retratasse?
      O Casal Ribeiro meteu o rabo entre as pernas e executou-se.

      Afonso Costa restabeleceu as finanças portuguesas num só ano, sem aumento de impostos.
      Foi de 1910 a 1911.

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