Mentalmente parvo

Numa curiosa troca de piropos (um bocado típica do Agosto blogueiro) dou com esta pérola:

Depois, alguém que acha que o liberalismo é fascismo obviamente não é uma pessoa mentalmente sã.

Assina Samuel de Paiva Pires. O de Paiva não deve ler os insurgentes (nem todos defendem o Pinochet, convenhamos, mas pelo menos convivem com a sua idolatria). Mas apreciei a acusação de insanidade mental, já para não falar no diagnóstico de autista que levou o meu amigo Renato Teixeira.

No meu tempo era coisa típica de estalinistas, mas a extrema-direita moderna não se perde com essas minudências, e pelos vistos aceita as melhores práticas ditatoriais. Para a próxima já não vamos para Caxias, um qualquer manicómio (privado) espera os sobreviventes. Se os houver, que esta aristocracia anda cá com uma sanha…

Comments


  1. A “eles”, os mentalmente sãos e liberais, custa-lhes que lhes dispamos as vestes com que se cobrem!


  2. Engraçado…é que a troca de posts começou precisamente porque o 5dias bolsou o seu apoio a tudo o que é regime totalitário neste Mundo. A propósito, é engraçado falar do seu amigo antes de se referir ao estalinismo. é que ele é mesmo um digno representante dessa corrente.


    • Confundir um artigo escrito e assinado com um blogue inteiro, não sei se é ignorância, se pura imbecilidade. Já acusar um trotsquista de estalinismo não me restam dúvidas: é pura imbecilidade de um ignorante.


  3. Podia aproveitar os seus adjectivos e auto-aplicá-los, por exemplo, como quando faz essas alusões de extrema-direita a pessoas como o Samuel P.P. Mas deixe-me que lhe diga que essa de fazer passar um notório orfão de estaline por trostquista, que aliás passa o tempo a zurzir no BE, é uma boa piada. Sobretudo de quem chama fascista a tudo o que o irrite e não penda para o seu esquerdismo serôdio.


    • Faça o que bem entender com os adjectivos, e mesmo com os substantivos.
      Eu conheço o Renato. Até frequentámos a mesma agremiação. Portanto sei o que digo.
      Quanto à extrema, estou habituado: os outros são sempre de extrema-esquerda. A direita, coitadinha, não tem extremidades. Ficou assim, amputada, desde o 25 de Abril.


      • Por acaso não falei em extrema-esquerda, a expressão extrema-direita é que veio daí. Quanto ao Renato Teixeira, convenhamos que se não é estalinista, faz por parecê-lo.

  4. Amadeu says:

    E o meu amigo é orfão prematuro do hemisfério cerebral esquerdo, certo?


  5. Se as palavras ainda têm algum sentido, fascismo ( ou qualquer autoritarismo) e liberalismo designam regimes políticos necessariamente antagónicos. No plano económico o liberalismo não pode ser imposto por um estado fortemente interventor.


    • O problema é que as palavras não têm sentido quando auto-designam uma ideologia. Seria o mesmo que aceitarmos que uma pessoa é aquilo que pensa dela própria…


      • As definições de liberalismo e de fascismo estão feitas.
        A frase se SPP é verdadeira atentos o que pensadores liberais ou fascistas propugnaram e as diferenças históricas concretas existentes entre os estados liberais e o estado fascista. Entre a Grã-Bretanha de 1845 ( ou de 1927) e a Itália de 1929 há diferenças políticas e económicas fáceis de detectar.

Trackbacks


  1. […] como alegada prova da associação entre fascismo e liberalismo, não me fico. A barbaridade foi afirmada por um indigente mental a.k.a João José Cardoso. Ironicamente, o dito cujo melindra-se por qualquer associação entre trotskismo e estalinismo, […]


  2. […] é que me arrependa de ter deixado a ressalva em relação aos insurgentes de que “nem todos defendem o Pinochet“, não tenho por hábito esquecer-me de que só a verdade é revolucionária e sei muito bem […]


  3. […]  1, 2, 3, 4 bocas do João e 1, 2, 3 trocadilhos do Tiago são uma resposta olímpica, só ao alcance da escola dos sovietes do povo, para rebater 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15 mãozinhas da reaça. Estes, que costumam mandar trabalhar qualquer piquete de greve, deviam no mínimo questionar a sua produtividade na hora do expediente. […]


  4. […] calhou-me outra: sou acusado de o acusar de ter defendido ditaduras. Acontece que apenas constatei, em dois curtos parágrafos, como prossegue a velha prática estalinista de reduzir os adversários a doentes mentais. Prática […]

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