Há um momento em que temos de ir para a rua

O Público de hoje traz um texto com declarações de vários professores, procurando equacionar a resposta da classe às propostas do MEC sob o ponto de vista das redes sociais. Há declarações minhas, onde me assumo, como sempre, como Dirigente do SPN (FENPROF) e como elemento do Aventar. Além das minhas há declarações do Dirigente da FNE, Arlindo Ferreira, do Nuno Domingues, do André Pestana e do Paulo Guinote.

No caminho anti-sindical que tem marcado a prática do Paulo, tudo que aparecer com o rótulo FENPROF é para deitar abaixo – agora é o Purismo Divisionista. É curioso que me acuse de dividir quando ele se atira à FENPROF, que bem ou mal é a única organização que tem estado na rua. Será que as outras, as que têm lugar à mesa, são mais confiáveis?

E já agora Paulo, creio que já não faz sentido que me continues a atirar para um lado da FENPROF que tenho vindo a combater há anos. E tu sabes isso! É atirar areia para os olhos dos mais atentos. Sugeria uma leitura, no texto, destas linhas:

“Apesar de ser dirigente do Sindicato dos Professores do Norte, afecto à Fenprof, João Paulo Silva, um dos autores do blogue Aventar, partilha algumas das críticas feitas à actuação dos sindicatos,”

Quanto aos argumentos por mim utilizados, penso que não há nada de outro mundo na  afirmação que a maioria dos professores votou neste governo e que uma parte significativa da classe recebeu bem o Ministro. É uma ideia que  tem tanta validade como o seu contrário, mas ainda podemos ter liberdade de expressão ou não?

Mas que diabo, porque é que esta afirmação, meramente pessoal, é divisionista? Porque é que esta afirmação é assim tão dramática? Será que te tocou em algum ponto sensível? Sinal de falta de democracia da minha parte? Limito-me a tentar perceber o mundo à minha volta, nada mais.

E continuas a bater no passado? Mas, qual passado? Será que queres fazer a cronologia dos acontecimentos? Sugeria uma coisa – faz a lista das 3 manifestações e dos tais dois entendimentos. Coloca isso online e depois continuamos o debate, sendo que te posso desde já afirmar, que no plano pessoal e há provas do que escrevo, estive contra a assinatura dos dois entendimentos.

Depois, pela minha parte, como disse ao Público, procuro apenas contribuir para a solução e nunca para o problema – não esperem é que diga o que alguns querem ler. E estou bem certo do caminho a percorrer – por isso há gente que faz e outros que se limitam a comentar.

A experiência do terreno mostra-me uma coisa muito de forma muito clara: “nada é mais eficaz na mobilização para a acção do que o contacto pessoal, face a face, nas escolas. Por ele vai continuar.”

E tenho, meu caro Paulo, uma característica que ninguém pode questionar, dou a cara, tenho opinião e vou para a rua sempre, seja a título individual (como no caso da Vigília), seja nas manifestações do SPN e da FENPROF.

E na próxima 5ª feira estarei na apresentação da Plataforma Pela Educação, na Praça da República (Porto, 18h) porque há um momento em que temos de deixar o conforto do nosso Umbigo!

“Há um momento em que temos de ir para a rua”

Comments

  1. Ricardo says:

    O que é que os elementos da FENPROF e do PCP fizeram quando os professores do Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) acharam por bem e por vontade própria que era momento de irem para a rua?


    • Caricato é ver nesta discussão mais um caso tipo a Fenprof isto ou aquilo.
      Não passa de uma birra pela hegemonia no mercado.
      E desta vez o copo transbordou.

    • Eu pra Sindicatos prefiro um só com comunas says:

      acho que não foram, mas por voçês serem uns reaças do caraças


    • Lavam opiniões, mas não ajudam alternativas para melhorar os sind
      icatos. Sindicatos? Somos todos nós: os professores. Organizados e uma só voz. Querem mandar sozinhos, só vocês?

  2. caricato não é haver no ministério caldeireiros says:

    e os agregados…claro
    e os que ficavam com a escola nas brenhas…
    no fundo no fundo boltou tudo à mesma

    o senhor reythor perdão presidente do conselho perdão director escolar tem um afilhado ou está a comer uma afilhada

    o senhor director tem a faca o queijo e o sindicato atrás….

  3. Hegemonia? nã... says:

    São uns democratas dos bons.Destes é que precisávamos mais.

  4. Isabel Branco Pires says:

    Resposta que deixei no Blogue de Paulo Guinote.

    Agosto 7, 2012 at 5:36 pm
    Os Sindicatos são organizadores da classe. É preciso que ela exista com consciência e dialogue com os sindicatos.
    O nível de desenvolvimento de um povo pode medir-se por vários indicadores:como tratam as crianças, os animais e
    também pelo nº de sindicalizados.
    Na Noruega há 80 % de sindicalização, cá não passamos dos 20%.
    Precisa-se uma classe unida, sindicalizada e pró-activa.
    Os Sindicatos não são os nossos “empregados” em que pagamos para fazerem coisas, e depois zangamos-nos porque fazem o serviço mal feito. Os Sindicatos precisam de sindicalizados que votem nos seus dirigentes, que conheçam as suas estratégias e que essencialmente as ajudem a construir.
    Ao dizermos mal dos sindicatos estamos a dizer mal de nós.
    temos que os construir e não destruir.

    O que penso (…), por isso sou dirigente sindical do SPGL.(nem sempre de acordo com ….mas por lá não há pensamento único.)


  5. João PAulo… por regra não gosto de estratégias que, dizendo que visam discutir e debater, já têm o destino traçado.

    • luis says:

      Deves estar a incluir o encontro do almoço dos leitões, onde alguns bloggers da blogosfera docente planearam, agendaram, propuseram….redebater a coisa e aguardar….coreografias, não é ó colega Paulo Guinote?

      LOL


  6. João josé… a Fenprof isto e aquilo não fui eu a escrever, pois apenas identifiquei o que cada um é e o que fez.
    Caricato é alguém mandar os peões aquecer a plateia, porque os artistas principais estão queimadinhos…


    • Meu caro, cada um vê as caricaturas que lhe apetece. Já me assustei com a minha própria sombra, acontece.
      O busílis da questão é que neste caso eu conheço o JP e sei o que o move. A partir daí, e do resto, cada um tira as suas conclusões.Como já se dizia muito antes do Guterres descer à terra: é a vida…

    • António Fernando Nabais says:

      Caro Paulo Guinote
      Ao longo destes anos, tenho acompanhado o teu trabalho com admiração, comungando das tuas opiniões muitas e muitas vezes, o que incluiu muitas críticas que a FENPROF, o Mário Nogueira e outros sindicatos e sindicalistas têm merecido.
      Aqui, no Aventar, tive o prazer de conhecer o João Paulo, também pessoalmente, e, tal como o João José, também sei o que o move: se ele se limitasse a ser um testa-de-ferro da FENPROF com o objectivo de controlar quaisquer outras formas de luta, não estaria do lado dele. Sei que, nos sindicatos, há muito medo dos blogues ou de outros movimentos, mas não será a altura, ainda assim, de tentar descobrir pontes? Serei eu demasiado ingénuo ou estarás tu demasiado desconfiado?

      • Isabel Branco Pires says:

        António Fernandes Nabais

        O SPGL, não tem medo de blogues nem de movimentos, temos é que Incorporar a o sentido da mesma acção.

        O João Paulo falará da sua realidade.

        Não reduzam o sindicalismo a uma trupe do “outro poder”.

        Tenho algum desapontamento ao ver os meus colegas, que deveriam ser os agentes de vanguarda , perderem-se com a mesquinhez de espuma que nem a praia atinge.

        Estar na profissão como quem joga futebol, o meu clube é melhor que o meu, é uma visão redutora e mal equacionada da importâncias dos “docentes” numa sociedade.

        O superior interesse de uma humanidade informada, esclarecida, cidadã, impulsionadora do bem comum, não se pode perder com a infantilidade “A minha pilinha é melhor que a tua”.

        Cada tacho tem um testo, mas estão todos na mesma casa.

        Há que organizar casa, dispor os bibelots de cada família, prevenir a promiscuidade e a dissimulação de desejos perversos e mal intencionados.

        Todos fazemos falta para dar um sentido à nossa humanidade.

        • joao says:

          De acordo, Isabel.

          E adianto o seguinte: compreendo quem teve esperanças no ministro Nuno Crato, enfim….com algum esforçozito….

          Aqui chegados, as políticas retrógradas por ele defendidas e implementadas são o nosso objectivo.

          Falhando este objectivo, sempre é melhor irmos à praia da Cruz Quebrada a banhos.

          • Isabel Branco Pires says:

            João

            No Nuno Crato(…), as esperanças foram para quem não sabe o que é uma governação.
            O Sr Ministro foi de livre vontade para “caldo” do PPD/PSD, um dos “sacos de ratos” deste País.

            Quem votou nele votou no PPC, no Relvas, no Aguiar Branco, na Assunção no Paulo Portas, etc…

            Quem não percebeu isso também pode ir a banhos à Cruz Quebrada, a praia mais despoluída do mundo.

            🙂


          • alguns só desunem e destabilizam-sendo contra os sindicatos e quem luta pela dignificação do estatuto de ser professor.

        • Roberto says:

          O problema com essa “incorporação” é que ela pressupõe subserviência de todo e qualquer movimento de professores ao serviço da agenda política do PCP, por via da fenprof, mesmo quando isso vai em total oposição dos interesses de qualquer professor. Depois, apesar de todas essas tentativas de sufocar movimentos que não seguem a batuta do PCP, ainda se põem com muita estranheza por a generalidade dos professores ter aversão aos apelos de mobilização por parte dessa gente.

          • Isabel Branco Pires says:

            Roberto
            Peço desculpa porque hoje estou desencabrestada.
            Está a dormir há uma semana? Não abre o PC?
            Vá dar um giro por aí e vai ver que perdeu uma boa oportunidade de não escavacar o teclado.
            Eu subserviente ao PCP, debaixo da batuta?
            Nem em sonhos!


          • Desculpa tens complexos de inferioridade com o PCP? É uma nova sintomatologia já diagnosticada em Portugal, quando se tenta apoiar
            e unir os professores? São os únicos que nos apoiam, o resto está a governar.
            NOTA: NÃO SOU do PCP.

          • Anabela Romba says:

            ” essa gente”, come crianças ao pequeno almoço,não é?
            No meu tempo, recordo que havia teatro de marionetes.,Andavam sempre a fazer rir a miudagem,pois passavam o tempo todo á paulada, a darem cabeçadas uns nos outros.O que nós nos riamos deles; eram ” os robertos”….

        • António Fernando Nabais says:

          Isabel
          Incorri, efectivamente, no pecado da generalização. Reformulo, então: algum sindicalismo ou alguns sindicalistas reagiram mal ao facto de terem surgido figuras ou movimentos que, sendo exteriores aos sindicatos, ganharam protagonismo (por vezes injustificado, como foi o caso do Ramiro) na contestação às políticas educativas, a partir de 2005 (o Ramiro parou de contestar em 2011, como se sabe). O Paulo Guinote, pela qualidade dos textos e pelo espírito combativo, foi uma dessas figuras. Ora, entre algum sindicalismo ou alguns sindicalistas existem ideias como “se não és sindicalizado, não tens direito a opinião” ou “não se pode criticar os sindicatos, porque isso é divisionista”. Para mim, isso é inaceitável. Aí, sempre concordei com Paulo Guinote.
          Do que conheço do João Paulo, meu colega aventador, parece-me que estamos perante alguém que não esconde que é sindicalista e acredita que é necessário que a contestação às políticas educativas não exclua nenhum elemento válido ou nenhuma ideia válida. Ora, face ao que conheço do João Paulo, parece-me que o Paulo Guinote está, neste momento, prisioneiro de uma espécie de “reflexo condicionado”, reagindo contra aquilo que afirma o João Paulo, porque pertence à FENPROF. Aqui, discordo do Paulo Guinote.
          Seja como for, é importante que todos entendamos que a Educação é uma causa maior (maior ainda que os problemas laborais dos professores, incluindo-os). Essa causa deve defendida por todos, não desprezando, obviamente, nenhum agente válido e sabendo que nenhum agente deverá estar acima das críticas (e junto, num mesmo período, vários truísmos).
          Na minha opinião, ainda, a contestação deve ser muito forte já em Setembro e é fundamental que os professores saibam alertar a sociedade para os vários problemas da Educação como sendo problemas sociais e não apenas corporativos.

          • Isabel Branco Pires says:

            António
            Sou muito refilona 🙁

            O perigo das generalizações leva as estes mal entendidos.

            Por ser docente e acrescentado ao facto de ser Dirigente sindical, para mim todos os colegas têm opinião válida ou não independentemente do seu vínculo a Sindicatos.

            Os serviços que um Sindicato presta, jurídico, ,formação, médicos, etc, são e justamente, só beneficiários quem paga cotas para os manter.

            Um Dirigente Sindical tem uma função diferente: Ir às escolas, ouvir TODOS os colegas, trocar informações, é o lema da ética da sua atitude.
            No momento actual é normal e necessário que se formem vários grupos de diálogo, de trabalho, a da proximidade e afinidades dos seus membros se aprofundarem temas que seria impossível em grande grupo. Para exclusão ou inclusão de activistas, não estão previstas quotas,.-)

            Quando apareceram os movimentos em 2008, eu própria estive numa reunião em Algés, promovida pela Comissão de Defesa da escola Pública, em representação do SPGL e o Ricardo da APEDE.

            A reunião correu muito bem e pouco tempo depois estive na organização de uma reunião na escola E B João de Deus, a pedido de vários colegas de movimentos e outros, para dialogarmos sobre os ataques do ME, posição dos sindicatos e movimentos. Estive com o António Avelãs e o Manuel Grilo, da área da presidência do SPGL.

            Na manifestação dos movimentos de 15 de Novembro, estive presente como docente, sem levar nada que me identificasse com algum sindicato.

            Sempre tive uma boa relação com todos os colegas numa perspectiva de construção. e organização das reivindicações.

            Falar mal e hostilizar sindicatos por quem de fora não me parece uma atitude matura.

            Se queremos ser uma classe consciente dos direitos, deveres e com a obrigação de sermos os 1ºs Zeladores de educação de qualidade, porque o nosso talento e saber assim nos obriga, não podemos andar a fazer “fogueirinhas”, “dar tiros nos pés” ou marcar “Auto-golos”

            Não temos bombeiros e é melhor nunca confiar só no guarda-redes. É preciso jogar!

            Às claras, com transparência, e vigilantes, porque às vezes de uma fraca moita sai um bom coelho!

            Espero também que no dia 1 de Setembro estejamos mobilizados e organizados.

            Estou pronta para estar onde for mais necessária 🙂

          • António Fernando Nabais says:

            Isabel, refile sempre 🙂


          • Também concordo que em setembro temos de dar uma resposta a isto que de mau nos está a acontecer : a nós, à escola pública e aos alunos. Educação não são só ler, escrever e contar…

      • joao says:

        Quem manda é o MEC, quem quer seguir o caminho da destruição da escola pública é o MEC; quem quer cortes no ensino mascarando isso de pedagógico é o MEC,; quem acena com exames tout court para alcançar um almejado rigor (mortis) é o MEC.

        Assim sendo, como na anedota da Terreza e do Berrnarrrdo -quem está, está. Quem não está, paciência!

        E isto serve para desconfiados divisionistas e para ingénuos ad eternum.

  7. Isabel Branco Pires says:

    P Guinote
    Eu não ando a aquecer nada que sou uma quase sexagenária respeitável, mas gosto de argumentar sobre o que acredito.
    🙂

  8. maria celeste ramos says:

    Privatização da CP carga, adiada + RPP solar perde 120 milhões por não ter incentivos – fabrica de Abrantes – vão construir painés solares – – não ME privatizem todo o país – em vez de peoduzir bens produzem desavenças – que raio não me privatizem o AR da rua – ninguém se entende e nunca houve governo com tanta desavença — e réplicas em todo o tecido “humano” e no jornal que leio só há “porrada” de familiares e vizinhos e polícias e queixas – ora gaita – A FNAC foi de topo de Alexandre Alves – anos 80 e 90 e o benfica supermercado de jogadores – FNAC em rotura financeira – mais um buraco – 89090 km2 de buracos – tanto “matador” – até na FENPROF – 190 milhões de euros no euromilhões – bom – podia dar ao Passos Cuelho – FESTIVAl UTOPIA deu duas mortes de dois estrangeiros – que esquesito – incêndio em Tavira e trabalhadores do parque eólico de Cachopo – algarve, acusados – só “desgraças” – o laxismo do governo contamina tudo – haxixe encontrado à deriva ao largo de Sagres – contaminação dos motores com água salgada – polen de axixe – haverá uma 2ª embarcação – pois é um país ao abendono de criminosos – Bulhão Porto cheios de graffitis – street Art ?? – 75 mil m2 são limpos p+or ano – 100 mil euros – nunca ningué vê os selvagens pintar p+aredes e autocarros e elctricos nem ladrões de ourivesarias nem lança-fogos – só se gasta dinheiro em crminosos & outros dos acidentes de estrada e dentro do tecido urbano – cresce a criminalidade e a impotência e os ricos abotoam-se – país miserável de decisores que se transmite e expande como fogo em pinhal

  9. Maria Ribeiro says:

    É impressionante como os professores se dividem quando o mal é comum, bem como o inimigo.
    Por isso, este país e os professores mal formados civicamente, não podem cumprir bem, a sua missão de educadores,como não podem contribuir para a dignificação de uma classe que, com respeito entre si, deveria marcar posição em uníssono e com a ajuda de quem nos representa – o sindicato(SPN/FENPROF).

    • Isabel Branco Pires says:

      SPGL/FENPROF

      O inimigo é comum, será que ainda não perceberam?


    • O SPRC – FENPROF também Sindicato de professores da zona Centro


      • Esta resposta dá a entender que falei do sindicato e lhe chamei inimigo, o que não aconteceu, o contexto não era este. Alguém nomeou o SPN e eu dei o exemplo do SPRC, a que pertenço, modificaram o contexto. Por isso os Blogues são perigosos. Quanto a ser sexagenária, aos 51 anos, deviam dizer ao recém nascido que ele tinha 9 anos, OK?

        • Isabel Branco Pires says:

          Teresa
          Nasci em 1955 – 57 anos!
          Estou quase lá ou não?
          Tomara que lá chegue 🙂

          • գիշեր FENPROF vivam os FENIANOS...só nós SIN FEIN forever says:

            por amor de deus mulher deixa-te de cruzadas questes são profissionaes da matança
            têm ligas de amigos para tudo até para furar pneus

            depois dizem que foram os alunos…e se bem me lembro foi em 2007 a uma que falava demais

            é verdade que não falava grande coisa tal como o crato

            mas nã merecia uma acção tão construtivista…


  10. Ainda não perceberam? Nós é que construímos o sindicato, não se queixem: ajudem a construir – TODOS os Professores.

  11. գիշեր FENPROF vivam os FENIANOS...só nós SIN FEIN forever says:

    Nós? ora 51-38 dá=13?
    bolas moça foste precoce
    ou foi por hereditariedade nasceste no sindicato

    como se nascia na FNAC na quimigal na panificação do barreiro
    a FENprof foi a única que não faliu
    produz o quê?
    opinhões que andam a 30 e tal eurros o quilo…ou mais

    • Isabel Branco Pires says:

      գիշեր FENPROF vivam os FENIANOS…só nós SIN FEIN forever

      Aprenda a fazer contas e depois venha falar com o sôtores. Ok?
      Sindicalizei-me em 1975, tinha 20 e já trabalhava muito, no tempo que o bacalhau era a dois e quinhentos e as máquinas de calcular eram do tamanho de T2 .-)

  12. գիշեր FEN PROF vivam os FENIANOS...só nós SIN FEIN forever says:

    bom tens razão colega precisamos mesmo mesmo deles
    principalmente para os aumentos a 30 e 40% lá para 2016?
    2018? 2020?
    é que se não morrermos 2000$ de reforma ou 2000.000de reais
    não vão comprar nem corn flakes se isto abater

    já nã te alembras dos anos 80?
    deves mesmo ser filha de profe…
    a fila das carcaças andava nos 20 metros e 40 minutos aqui no deserto…lá no teu devia ter padeiro privativo…


  13. Todas as coisas têm os defeitos das suas virtudes. Os sindicatos não são excepção: como organizações estruturadas e hierárquicas que são (têm que o ser, caso contrário não teriam ninguém cuja assinatura os vinculasse), caem facilmente nos vícios da burocracia e perdem facilmente a ligação às bases. Compete aos seus membros estar vigilantes para reduzir estas tendências ao mínimo possível, mas não podem esperar nem exigir que elas sejam completamente eliminadas. Quanto às ligações a partidos, não me parece que seja defeito grave tendo em conta que não é possível definir uma fronteira absoluta entre a luta sindical e a luta política.

    Como muito bem escreveu a Isabel Branco Pires, um dos melhores indicadores do desenvolvimento social de um país é a taxa de sindicalização. E isto remete-nos, quer queiramos, quer não, para o conflito político mais em evidência nas sociedades desenvolvidas actuais: de um lado os que defendem a fórmula historicamente perdedora “salários baixos, impostos baixos e sindicatos fracos;” e no campo oposto os que defendem a fórmula historicamente ganhadora “salários altos, impostos altos e sindicatos fortes.”

    E é pelos sindicatos fortes que devemos começar. Sem nos preocuparmos demasiado com as ligações entre sindicatos e partidos, até porque o próprio fortalecimento dos sindicatos, implicando como implica um reforço da sua ligação à sociedade civil, tende a diminuir a sua dependência dos partidos. A luta pela sindicalização devia ser assumida também pelos movimentos sociais e pelos blogues, sem prejuízo do direito/dever de cada um manter a sua identidade e a sua autonomia de pensamento e acção. A palavra de ordem devia ser algo como: “SINDICALIZA-TE! O sindicato x é o meu, mas se preferires os sindicatos y ou z SINDICALIZA-TE NA MESMA!” Nos tempos que correm, tudo, mas mesmo tudo passa por aí.

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