Postcards from Romania (17)

Elisabete Figueiredo

Em Sighisoara, vila medieval, património da humanidade

Andava aos dias a pensar que ainda não tinha subido a uma torre. Em mim, é estranho. Uma vez na Estónia, em Tallinn, num dia, hei-de ter subido a umas cinco torres. Tenho a mania das alturas, apesar, como já disse, das vertigens.

Eis a torre do relógio. Uma torre para subir. E eu subo. 120 degraus, nada de mais. Sobretudo se comparado com os quase 400 degraus que uma vez subi em Praga. Quando cheguei lá acima, andava tudo à roda e eu sem folego. Aqui não. Os degraus sobem-se bem e, apesar dos cigarros, digamos, que poderia estar em piores condições.

(Sighisoara, 11 de Agosto de 2012)

Comments


  1. Estou a seguir este roteiro de viagem muito bem feito desde o princípio!
    É extraordinária a forma como cativa os seus leitores misturando o realismo pictórico da viagem com as suas impressões pessoais.
    Continue que está a fazer um magnífico trabalho.
    Obrigado pelos sorrisos que me faz esboçar.
    Beijos,

  2. maria celeste ramos says:

    Eu não fui capaz de subir à Torre de Pisa quando vi que toda a gente se encostava à parede parecendo ter mêdo de escorregar e sair a direito – também já subi a tantas torres de Catedrais mas não cheguei a ter mêdo nem tonturas excepto na do Empire State (ai que mêdo) e de Eiffel (não passei do 4º piso) mas adorei a torre da Charola de Tomar – mas não me convidem mais para subir subir pois que a Torre da LUA (Mexico City) custou tanto mas lá de cima é um espectáculo embora seja aberta – nestas da pirâmide do Sol e da Lua não se anda por aqueles corredorzinhos apertados às voltas – só nas de todas as catedrais que vi muitas, porque adoro catedrais – mas o Cristo Rei lá em cima não é mau de todo e Lisboa estende-se em todo o esplendor como um dorso de dinossáurio mergulhado no rio-mar e a paisagem é fantástica – se tivesse um euro por cada degrau que subi era milionária – agora só subo os degraus de minha casa quanto o patife do meu gatinho me foje para as escadas e não lhe apetece vir pois sabe que o vou buscar e adora subir de jacto até cada patamar para me gozar – pára – chego até ele e assim brinca e eu esfalfo – creio que é um desafio e às vezes não lhe faço a vontade e esqueço-me e fecho a porta e o parvalhão fica a miar – tenho de abrir espaço na porta com tampinha como há nas aldeias para ele ir passear e não me gozar – patife – mas doro o meu animal-pessoa

  3. Elisabete Figueiredo says:

    Obrigada mfc. fico contente que goste.

  4. Elisabete Figueiredo says:

    maria celeste, também não subi à torre de Pisa, achei que era demais para mim. Naquele dia pelo menos. Noutro talvez lá vá.

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