Faz o Curso na Maior é o livro de Nuno Ferreira e Bruno Caldeira que será apresentado no próximo dia 13 em Lisboa.
Segundo o Público, é um livro que explica como se pode “estudar menos, mas melhor”. Avança uma cartilha, o PODER (Preparação — “Não sejas apanhado desprevenido”; Organização — “Maximiza os teus recursos”; Determinação — “Sincroniza-te com o objectivo”; Enfoque — “Diz não para dizeres sim”; e Realização — “Faz acontecer”), dá conselhos, desfaz mitos.
Lemos ainda como nota introdutória do artigo: ” Não é preciso andar sempre agarrado aos livros para se ter boas notas no ensino superior. Ter vida social é tão importante para o futuro como tirar o curso. Muitos professores são chatos. Quase todos os alunos copiam. Dois antigos alunos universitários (um deles agora professor) escreveram um livro provocatório e didáctico que promete dar que falar. “Não importa o ‘quanto’ estudas, mas sim ‘como’ estudas”.
O conteúdo pode ser muito bom, mas o título deixa muito a desejar »na maior» soa-me mesmo mal.
Há quem tenha (Relvas, Sócrates, e outros afins) ou quem faça o curso na «maior», mas não é o estudante comum…
De qualquer das formas, fica aqui a sugestão de leitura. Terá, com certeza, alguma utilidade e ensinamentos.
«Estuda o mínimo, goza o máximo» não é o melhor conselho a dar-se, nem aos alunos nem aos filhos, embora seja precisamente o que querem ouvir. A defesa da lei do menor esforço está brevemente numa livraria perto de si.
Uma aposta, que será um best-seller?






Talvez a coisa não seja assim tão foleira.
Achegas para o tema:
Diz Peter Thiel ( cofundador do Paypal e do Facebook): “A educação pode ser a única coisa em que as pessoas acreditam ainda (nos EUA). Questionar a educação é realmente perigoso. É um tabu absoluto. É como dizer que o Pai Natal não existe.”
Fundou a “Thiel Fellowship” onde, resumidamente, paga uma bolsa aos melhores alunos para deixarem a Universidade e prosseguirem outras atividades que podem envolver pesquisa científica, trabalho em movimentos sociais ou criar “startups”.
http://en.wikipedia.org/wiki/Thiel_Fellowship
Faltou dizer “e emborca muita cerveja”. Na semana passada no IST houve um arraial que penso ter estado incluído na recepção ao caloiro (outro monumento à imbecilidade, nos moldes em é feita pelos aprumados seniores universitários) e a presença publicitária de uma marca de cerveja era esmagadora. Junto ao palco, nas partes laterais, por todo o lado. Só faltou tapar o céu com “Super Bock”. E o Jardim do Arco do Cego é uma espécie de sala de convívio do Técnico, para gáudio dos cafés circundantes, com a imperial ao preço da chuva.
E cultura desta geração universitária? É de morrer a rir quando fazem qualquer inquérito simples à porta de alguma universidade com as enormidades de estupidez que se ouvem da boca de futuros “doutores”.
Isto hoje parece a noite dos mortos-vivos.
Francamente, Laura!
Lá por o seu PR não saber o nº de Cantos dos Lusíadas, não quer dizer que os alunos não saibam.
Os caminhos que a liberdade vai tomando e “formatando” os que ainda andam por aí e escrevem “as suas teorias” – O Fellowship só se “agarra” depois, como diz o seu “texto” depois de feita a universidade – Por cá o ensino (que contestado ou não existe) começa com as maiores anomalias logo de “pequenino” e assim sendo tam razão quem fala do IST e das prazes – aqui ou em Coimbra – esta formação de meninos (e futuros formadores e futuros ministros) vai mesmo de vento em pôpa- às vezes penso que mais valeria a muitos terem ficado analfabetos – são inofensivos para a sociedade – e os tais da cerveja que a partir dos 14 anos entram em coma alcoólico, vão depois para deputados da AR e ministros da Economia ?’ é isso ?? ou foi o futebol que deu cabo disto tudo ?’
Nem a minha avó falava assim e era tão velhinha….
Numa sociedade em que o status se mede não pelo mérito mas pelo sucesso mediático, parece natural fazer do academismo um jogo de interesses e de favores em que mais importante que estudar é conviver socialmente «mexendo os cordelinhos».
Não tome a parte pela totalidade.
Qual é a sua noção de “mérito”?
E sim, estudar também é conviver e socializar.
E isso não implica mexer quaisquer cordelinhos, como afirma.
Há outras formas de estar na vida e o que vemos de negativo em alguns não pode ser atirado assim à cara de tantos outros jovens ou não.
Claro que também é conviver e socializar. Mas não é só isso. Também é tempo de estudo e de esforço. E ainda tempo de raciocínio e de crítica sobre o que se estuda e aprende. O meu comentário acima e penso que também o post têm a ver com um certo ambiente, uma certa cultura se se quiser, que assedia muitos universitários e que verga os que têm menos defesas.
Mas eu também tive as minhas farras no Bairro Alto, das quais tenho saudades 🙂
«Estuda o mínimo, goza o máximo»
“Não importa o ‘quanto’ estudas, mas sim ‘como’ estudas”.
É com um sorriso que leio isto porque, apesar de não conhecer o livro, estas duas frases reflectem o que penso desde há muito tempo.
Malta: gozem o máximo que puderem. Dá saúde e evita os antidepressivos e as consultas aos psis.
Malta: Confirmado: não importa o quanto estudas, mas o como estudas e te organizas.
Estas são 2 ideias que gosto de passar aos meus filhos.
Tirem as patas de cima dos meus filhos!
1- Brincaram às reformas educativas com eles, feitos cobaias. Escrevi para todo o lado que não os queria naquelas tretas das áreas de projecto, etc, etc, que lhes roubavam tempo para outras actividades muito mais interessantes. Desistiram de serem atletas federados. Horários a tempo inteiro. Impossível conciliar.
2- Optaram por engenharias porque os cursos de lápis e papel não tinham saída.
3- Agora dizem-lhes que emigrem para arranjar emprego, que saiam da zona de conforto, que não sejam piegas, que os pais viveram acima das suas possibilidades
4- Se quiserem ficar, pois que seja a prazo, precário, a recibos verdes, a vender livros, em call centers, a serem humilhados e descartados. Estágios, mesmo não pagos? Onde estão?
5- Perspectiva de vida e de sonhos destruída por sociopatas no poder.
Continuarei a dizer, do alto da minha experiência de vida, gozem a vossa vida ao máximo e sejam honestos, responsáveis, cultos e felizes.
Bardamerda para os moralismos cinzentos e falsas verdades!
Maria do Céu Mota,
Permita-me que escreva aqui algumas linhas de um postal de aniversário dos meus filhos, de 21 e 22 anos de idade, no dia do meu aniversário, na semana passada. A esmagadora maioria dos jovens que conheço são assim, provavelmente ainda melhores e mais doces. Custou-me ler os comentários a este seu post porque se baseiam em impressões marteladas décadas e décadas a fio.
Aqui vai
1- ” Pá, és uma mãe mesmo fixe. Dás-nos de comere, dás-nos roupas e tratas dos nossos cães. E já nem falo da mesada….
É por isso que te quero dizer que tenho muitas saudades tuas e que gostava de te ver mais durante a semana, até porque esta casa está cada vez mais suja!!
Fora de brincadeiras, espero que tenhas um grande dia e um grande ano e que eduques os nossos cães tão bem como nos educaste a nós. Não pode ser só biscoitos e miminhos, sabes? (com os cães, quero eu dizer)
MUITOS PARABÉNS e MUITOS BEIJINHOS!
O teu filho mái bonito,
XXXX
PS: Não te irrites tanto com o Coelho…”
2- “Olá, mãe, hoje celebramos o teu Big aniversário com um magnífico jantar cozinhado por nós, em boa companhia e com um bom vinho.
Muitos parabéns e que que aguentes mais uns anos para aturares o pessoal da família.
Continua a pôr os putos na escola e nas aulas calmos e submissos como uma verdadeira pack leader.
Muitos beijinhos e No Stress!
XXX”
Estes são os meus filhos.
Quando li “Estuda o mínimo, goza o máximo” pensava que era uma (auto)biografia do Relvas…
É esta “cultura” do faz o mínimo e ganha (e goza) o máximo que nos diferencia dos povos nórdicos aos quais invejamos tanto os seus excelentes níveis de vida. Mas eles trabalham a sério para o terem. Nós somos um povo de calões que quer é uma situação confortável se possível sem fazer a ponta dum corno desde os subsídiodependentes do RSI até aos deputedos da AR. A democracia é um sistema político dispendioso e o estado não produz riqueza. Tem que ser o povo a pagar impostos para sustentar os mamões do sistema todos mas o dinheiro não chega por isso foram pedir uma ajudinha ao FMI mas rosnam às condições impostas pela troika. … IDE TRABALHAR PERGUIÇOSOS !
A trabalhar ninguém se orienta. A socializar sim e com a participação nas juventudes partidárias melhor ainda. Vê-se mesmo que não percebes de boa vida …… Deves ser serralheiro e ganhar o ordenado mínimo.
Com isto do trabalho versus preguiça e que fêz um século da morte de Paul Lafargue ( http://www.anticapitalistas.org/La-muerte-escogida-de-Paul ) não posso deixar de aludir “O direito à preguiça” ( http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/direitopreguica.pdf ) a bem da cultura.
Tenho visto tanto fazer máximo para ganho mínimo… Já não digamos de portugueses atirados ao mundo, pois nem por essas conseguem esse mínimo em Portugal.
Concordo plenamente! O direito à preguiça sim mas… subsidiada pois passar fome é que não. Não é democrático.
Obrigado ao moderador que “suavizou” o meu comentário 🙂
Sun Tzu: Vai guerrear a tua tia.
Olha ó Amadeu, a minha tia era operária numa fábrica de conservas, fartou-se de trabalhar e acabou a vida com uma reforma miserável! O meu primo emigrou para o Canadá e tem um excelente nível de vida.
Ó guerreiro de blogs: A minha tia era operária numa fábrica de frutos secos e um dia comprou o negócio ao patrão que estava na falência. Acabou muito bem na vida. O meu primo herdou aquilo e deu cabo de tudo. Chegou a emigrar para Angola mas foi corrido de lá.
O que é que isto prova ? NADA.
Prova que és um grande mentiroso lol
Tu lá sabes. 🙂
A propósito de educação, aprendizagem, liberdade….merece a pena olhar este filme:
http://www.educacionprohibida.com/
Muito interessante, alexandra.
Vou ver e ouvir com mais tempo.
Muito obrigada pela partilha.
Muito obrigado. Já vi metade e estou a gostar. É disto que precisamos.
Mais conhecido, mas igualmente interessante:
http://www.ted.com/talks/ken_robinson_says_schools_kill_creativity.html
http://www.ted.com/talks/sir_ken_robinson_bring_on_the_revolution.html