Constituição islandesa feita pelos cidadãos

Salta-me à vista esta notícia, «vinda» da Islândia: “A futura Constituição islandesa poderá ser a primeira no mundo a incluir propostas redigidas por cidadãos (…) 25 pessoas de diferentes áreas eleitas em 2010 e que ao longo de 2011 pediram ideias a todos os islandeses através da Internet, obtendo 3600 comentários e 370 sugestões. (…)  As reivindicações para a que a nova Constituição fosse redigida por cidadãos seguem-se à crise de 2008, quando o sistema bancário do país entrou em colapso.”

O povo a escrever a sua Constituição!

Que se copiem os bons exemplos. Será que conseguimos? Eu acredito que sim!

(Não estará na altura certa?)

E por falar na Islândia… Sabia que o desemprego neste país desceu de 12%, em maio de 2010, para os 5%, em setembro deste ano?

Eles estão a trabalhar bem!

Comments

  1. MAGRIÇO says:

    Ora aí está uma boa ideia! Tenho a certeza que muitos eleitores portugueses também teriam propostas para algumas alterações na constituição Portuguesa, como o vencimento, reformas e outras mordomias dos deputados e políticos em geral, o valor do orçamento para a AR, etc. Duvido muito é que estes oportunistas as seguissem.


  2. Eu vi um documntário na TV já este mês sobre o “milagre islandês” e a forma como decidiram fazer a nova Constituição e também como do colapso a economia começou a crescer e depuseram o governo e tomaram conta da sua vida

  3. Luis says:

    A diferença entre um país verdadeiramente democrático e um pais a saque:

    1 – Sigurður Einarsson foi presidente do maior banco islandês até à sua falência durante a crise financeira em 2008.
    Este sujeito obteve um empréstimo do próprio banco no valor de 3 milhões de euros, e antes do colapso financeiro assinou o perdão dessa dívida.
    Não fez mais que muitos dos diretores dos bancos falidos, que procediam da mesma maneira.
    Todos eles aceitaram, em negociações com o governo islandês, pagarem as suas dívidas, excepto Einarsson que recorreu à justiça.
    Sem resultado pois o tribunal obrigou-o a pagar a dívida, com juros e correcção monetária.

    2 – O ex-primeiro ministro Geir Haarde foi julgado de três acusações sendo culpado de uma delas por não cumprir o dever constitucional de dar conhecimento da crise aos seus ministros e de não ter reunido com eles quando o colapso financeiro já se anunciava.
    Apesar de condenado, não sofreu qualquer punição, o que revoltou muitos islandeses, mas ficou o exemplo do julgamento.
    Para prevenir situações como esta no futuro, a nova constituição islandesa já prevê a pena de 20 anos de prisão para estes crimes.

    Por falar na nova constituição islandesa esta proíbe a privatização de qualquer recurso natural.

  4. Maquiavel says:

    Isso os islandeses näo säo de fiar!!!
    – Elegeram um comunista para Presidente há quase 20 anos e re-elegem-no regularmente;
    – mandam banqueiros e PM para a prisäo, ou pelo menos julgam-nos (o ex-PM rosnou muito mas näo recorreu da sentença onde foi dado como culpado por saber que no recurso ainda lhe davam prisäo efectiva);
    – elegeram uma fufa para primeira-ministro, que governa coligada com os melancias lá do sítio (verdes por fora, vermelhos por dentro);
    – o novo Governo está à esquerda daquilo que o PCP apresentou no seu programa da Governo, renegociou dívidas, impôs perdas aos bancos, mantém o Estado Social e recusou a austeridade suicidária.

    Isto é exemplo?

    • John Silva (original) says:

      Apesar de toda esta «corrente esquerdista», da minha modesta experiência e senso comum, a Islândia e diria mesmo os islandeses de maneira geral, são uma espécie de proto-fascismo, de cariz neo-nazi.
      A todos os que se começaram imediatamente a rir após a leitura desta minha frase, relembro que nazi = nacional socialismo, o pacto germano-soviético entre nazis e comunistas, e, na minha opinião, o carácter racista e nacionalista do PCP ( muitas festas do Avante inculcaram-me esta convicção..).
      Após o colapso financeiro, na Islândia abriu-se espaço a concepções eugenistas da sociedade, separação de sexos nas escolas, etc. e muitas outras situações que não esperávamos voltar a observar na Europa, uma espécie de regresso à «tradição».
      Creio ser apropriada a expressão «lobo em pele de cordeiro», p/ todos os paralelismos com a «revirada» islandesa em relação à Europa do Sul.

      • Maquiavel says:

        Pelo teor do comentário, vejo que vai para as festas do Avante talvez para se embebedar, mas pelos visto continua a fazê-lo mesmo depois daquilo acabar… você é daqueles que nunca está de ressaca!

        • John Silva (original) says:

          Meu caro, a Maquiavel você deve mesmo só o nome, porque a perspicácia lhe falta por completo.
          Então você imagina que alcoolizado teria este tipo de percepção?! Bom, terá você talvez exagerado nos digestivos da parte da tarde porque p/ se «VER» aquilo que lhe descrevi é preciso desbragar as portas de percepção, algo que só o amido de àcido lisérgico permite, jamais o álcool.
          Mas se acha que o PCP não recorre à extrema-direita e a neo-nazis p/ a segurança do evento é porque nunca lá ficou p/ o day-after..
          Ah e cabeças rapadas associadas a botas DocMartens costumam ser um bom indício…

  5. da silva says:

    Vamos lá saber afinal o que se faz em Portugal pelos e para os portugueses(todos) para que se tenha no futuro um pais justo e bom? poderiamos começar por tentar perceber como e porquê chegamos a este buraco desta crise. Haja coragem e honestidade de governar para o bem comum.

Trackbacks


  1. […] Tal como a Islândia, o povo tem que dedicar-se à elaboração constitucional pela sua própria pen…. Tal não é possível perante a cortina de fumo dos neoliberais que controlam os media e o governo. Há alguma voz crítica ao governo que se possa encontrar nos jornais ou televisões portuguesas? Não, todos em sintonia com a destruição do aparelho produtivo e reprodutivo nacional a serviço do grande capital internacional. Não há vozes discordantes (excepto este desvario de César das Neves, que não será esquecido pelos amigos da revolução). A despesa deve ser controlada mas por quem a sabe controlar, como o comité hemi-revolucionário. […]

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