Há dois anos o último governo de José Sócrates caiu, onde há muito em Portugal não caiam os governos: na rua.
Claro que para os negacionistas do PS fica bem soltar uma gargalhada, e garantir que não foi nada disso, a culpa terá sido de quem posteriormente não votou favoravelmente um PEC criado e gerido para ser chumbado na AR, no que terão o apoio veemente dos que pensam a História uma cousa de gabinetes, reuniões, políticos, acordos, desacordos, troikas e outras ilusões. Negacionismo que alacançou todo o seu explendor nesta imagem canciana, tão bem titulada de “coisas verdadeiramente inexplicáveis“:
Ficando a dois passos do ridículo e roçando sempre o caricato, o negacionismo entre nós teve outros esplendores: o 25 de Abril enquanto golpe de estado não teria sido tão simples se a negação da realidade não estivesse estacionada na Pide/Dgs, que nem a avisos de congéneres estrangeiras ligou importância e viu o Março das Caldas como um ponto final na contestação de meia-dúzia de tropas acometidos de cobardia colonial.
Segue assim sendo. Convenientemente reabilitados do susto com a negação sistemática da evidência, seguem tranquilos os arautos do regime, não se passou nada a 2 de Março como nada ocorreu em Setembro, apenas propaganda desastrosa da esquerda mentirosa. Para a tranquilidade ser completa os distúrbios emocionais são dos outros, ninguém no mundo anda a utilizar substâncias radioactivas para eliminar adversários, a CIA nunca teve ordem para abater presidentes estrangeiros legitimamente eleitos (não sendo hoje tempo para pinochetazos), Chávez não tinha nada que ganhar 15 eleições para disfarçar o terrível ditador que era, e finalmente em Portugal está tudo bem, o povo é sereno e de brandos costumes.
Ora num belo dia de Fevereiro de 1908 desembarcou Carlos de Bragança e respectiva família em Lisboa, e no Terreiro do Paço uma nova viúva acabou a bater num homem com um ramo de flores. Manuel Buiça a Alfredo Costa também não aguentaram.








Meu Caro :
Ah e tal o governo de sócrates caiu por causa da luta na rua dos professores e da geração á rasca ! Lindo aí temos o resultado. parabéns
A mesma coisa. De resto a saída foi calculada, encenada, que ao contrário deste Coelho, Sócrates não é burro e sabia muito bem o papel de carrasco que lhe estava reservado.
Basta reler o PEC IV e lembrar que a privatização do ensino foi iniciada, e de que maneira, no reinado da actual presidente da FLAD.
O mais triste é que para alguém andar a apregoar a ideia que o governo de sócrates caiu por causa das manifestações, essa pessoa ou nasceu ontem ou então sofre de muita amnésia. Mesmo muita amnésia.
Ou se calhar estudou História e não a confunde com romances.
é diferente do resultado que teríamos se não tivesse caído?
Uma boa pergunta, deixo a resposta á sua consideração , rewind and reload
@ rms – Qualquer outra opção correria sérios “riscos” de ser sempre melhor…