Uma medida feita com os professores em mente

O aumento do horário da semana de trabalho para 40h dará, em média, mais uma turma a cada professor. Isto, assumindo que aumentarão a carga lectiva — aposto que o farão.
Mais turmas por professor significa menos professores, pelo que se percebe a motivação da alteração. Os professores são em grande número, logo, pequenas alterações têm grande impacto.
Na restante função pública mais trabalho não tem redução nos custos (ou terá menos) porque o quadro de pessoal é mais fixo.

Trabalhando eu no privado, acho mal que o meu horário de trabalho tenha mais cinco horas do que o do público mas, não querendo o mal dos outros, penso que deveria ser o meu horário a baixar para as 35h.
Mas não deixo de achar cínico que a injustiça das cinco horas a mais no privado não tenha sido cavalo de batalha para os sindicatos. E que os sindicatos tenham aceite, anos atrás, esta media apenas para o público, assim permitindo esta injustiça.
Mas lá está, engana-se quem pense que os sindicatos defendem os direitos dos trabalhadores. Defendem, sim, os direitos dos seus associados. Tem a sua diferença, como se constata.

Adenda
Aos que pensem que a poupança derivada de mais turmas por professor é uma boa notícia, lembro que caminhamos a passos largos para aquilo em que se transformaram os sistemas educativos públicos ingleses e americanos: uma escola de baixa qualidade para pobres (pública) e outra com bons padrões de qualidade para ricos (privada). E olhem que, para as finanças, quem tiver um salário de mil euros já é considerado rico. Portanto, caros portugueses ricos, se quiserem uma escola de qualidade, já sabem para onde caminham. Preparem a carteira.

Comments


  1. “…engana-se quem pense que os sindicatos defendem os direitos dos trabalhadores. Defendem, sim, os direitos dos seus associados.”

    Até que enfim! Acho que é a primeira vez que vejo alguém falar tão acertadamente acerca dos sindicatos!

    • Pisca says:

      Os associados dos sindicatos, como diz, são o quê ? É com cada cromo a baixar a cabeça contra o muro


      • Em primeiro lugar, fiz uma citação. Para o caso de não saber o que isso é, eu explico: trata-se de usar as palavras exactas que alguém usou e que, portanto, não são de nossa própria autoria! Em segundo lugar, não disse o que quer que seja acerca dos associados dos sindicatos, portanto a sua pergunta/comentário é completamente irrelevante! E em terceiro lugar, aprenda a comentar sem insultos (coisa que, dada a sua ignorância, acho bastante difícil!), ou então, se disso depender a sua felicidade, vá insultar a sua mãezinha!

      • jorge (fliscorno) says:

        Que nome se dá a quem não quer ver?
        Mas faço-lhe um desenho, ó cromo Pisca: os sindicatos passam a mensagem de estarem a defender os direitos de *todos* os trabalhadores.

        • ferpin says:

          Quando os sindicatos conseguem uma vantagem para os seus associados, os outros trabalhadores da empresa estão excluídos?
          Reduza-se a demagogia
          (se acusarem os sindicatos de defenderem os trabalhadores mas não os desempregados… aí tudo bem, é verdade, e os desempregados em muitos casos o que querem é ser trabalhadores)

          • jorge (fliscorno) says:

            Falo com conhecimento de causa. Numa empresa onde trabalhei antes fui sindicalizado e, espante-se, até fiz parte da comissão de trabalhadores. Valeu zero.

            Agora, eu não disse que o que os sindicalizados conseguem numa empresa não se aplique aos restantes trabalhadores dessa empresa. Mas já que fala de demagogias, lembro-lhe que o que os sindicalizados conseguem não tem, obrigatoriamente, de se aplicar aos restantes trabalhadores dessa empresa. Depende do acordo de empresa que se fizer. Mas é giro mandar bitaites a chamar os outros de demagogos, não é?

            Dizia, eu não disse que o que os sindicalizados conseguem numa empresa não se aplique aos restantes trabalhadores dessa empresa. Eu disse que os sindicatos não representam *todos* os trabalhadores. Por exemplo, quando os sindicatos da função pública conseguiram a redução do horário de trabalho para as 35h, o privado ganhou alguma coisa com isso?

  2. Miguel says:

    Bom post!


  3. E quanto às 40h (que eu trabalho semanalmente há mais de 32 anos), não vejo razão absolutamente nenhuma para que os funcionários públicos não as trabalhem!

    Aliás, com tanta diferença entre funcionários públicos e privados, em que, quanto a benefícios, os primeiros saem indiscutivelmente a ganhar, acho imensa piada quando se fala em igualdade, equidade, etc., etc.

    • Dora says:

      Isabel,

      A Isabel não sabe do que fala. E eu fico triste e magoada ao ler o que escreveu.

      Poderia fazer-lhe uma descrição das horas que os professores trabalham dentro e fora das escolas, nos dias de semana e nos fins de semana e feriados. Poderia falar-lhe de tudo o que temos de comprar para o nosso trabalho, poderia falar-lhe da exigência e do se ter de estar a 100% todos os dias para estar com jovens entre os 10 e 18 anos em salas com cerca de 30 alunos. Até poderia falar-lhe do facto de se trabalhar ao som de campainhas e do facto de, chegando atrasada 5 minutos, ter uma falta que terá de ser justificada por atestado médico e ver o seu dia de trabalho ser descontado a 100%. Podia ainda contar-lhe da dificuldade em acompanhar descendentes e ascendentes a hospitais porque esse dia ou dias serão descontados no salário. Podia contar-lhe que não há qualquer possibilidade em fugir a impostos. Não há ajudas de custo, carro, gasolina, telemóvel, benefícios que não são contemplados.

      Poderia ter resistido a esta lista de realidades.

      Vai ser a 1ª e última vez que escrevo isto.

      Estou cansada desta guerra que é a guerra em que nos querem meter, mais uma vez.

      E caímos todos nela, como se fosse uma bravata.De peito erguido às balas. Levados, levados, sim!


      • Dora, Dora, está a cair na armadilha mais velha do mundo: a achar que o seu sofrimento é maior que o dos outros, que as suas dificuldades são maiores que as dos outros, que o seu trabalho é mais difícil que o dos outros, que a sua vida é mais penosa que a dos outros… e isso não é verdade… Afinal, que sabemos nós dos outros tão profundamente quanto sabemos de nós?

        Mas quando se fala, à boca cheia, de Igualdade, então que exista realmente essa Igualdade! Que haja equidade naquilo que é mensurável (as horas de trabalho, nos salários, por exemplo), já que no que não é (as dificuldades da vida de cada um) cada um têm que levar a sua cruz…


        • Com as minhas desculpas, corrijo:

          …por exemplo), já que, no que não é (as dificuldades da vida de cada um), cada um tem que levar a sua cruz…

        • Dora says:

          Tenho consciência disso, Isabel. De , com o que escrevi,estar a cair na armadilha.

          Mas seu comentário inenarrável das 11:37h não me deixou alternativa: ou insultava, ou ignorava ou escrevia o que escrevi, sabendo no que me estava a meter.

          Penso, no entanto que podemos as 2 chegar a este entendimento: a vida está difícil para todos e vamos unirnos para contestar tudo o que está a acontecer- a quem trabalha no público, a quem trabalha no privado, a quem está desempregado e a tantos jovens de mérito que não encontram trabalho e que têm de emigrar.

          Sem desculpas, sem medos.

          Concorda?

          • Dora says:

            Isabel,

            Já agora, sem a ideia de “cruz que temos de levar”..

            Porque é que temos de aguentar e avançar com uma “cruz” às costas?

            O que é isso?


          • Concordo, Dora, concordo! Concordo a cem por cento! Mas, para que todos se entendam, para que todos se unam, há que deixar de lado partidarismos, ideologias, estilos de vida, etc., etc.

            Acha, Dora, com toda a sinceridade, que pode existir verdadeira união exterior quando, por dentro, cada um tenta quanto pode “puxar a brasa á sua sardinha”?


          • “Levar a sua cruz” é uma expressão popular que usei aqui no sentido de que cada um tem de gerir a sua própria vida.

            E não, não temos que aguentar e avançar com uma “cruz” às costas. Mas temos, por certo, que fazer opções. E, para mim, é precisamente nessa opções que reside a força individual que leva à mudança colectiva.

          • Dora says:

            Isabel,

            Claro que cada um “puxa a brasa à sua sardinha”.

            Mas a Isabel concordou comigo: juntos e a combater o que se está a passar. A nossa sardinha é esta.

            Outros puxarão a brasa para a sua sardinha. É normal.

            Então, estamos mais uma vez de acordo e sabemos qual é a nossa sardinha.

            A sardinha é uma questão partidária? Não, necessariamente.

            É um estilo de vida? É

            É uma ideologia? É (embora isto esteja a soar mal, mas a Isabel é que colocou a coisa em termos de sardinhas)

            :-))


          • 🙂 É sardinha a mais, tem razão!

            O problema, Dora, é que, por exemplo, nós duas conseguiríamos pôr de lado as diferenças (e são muitas! 😉 ) e lutar por algo em comum. Podíamos chegar à conclusão que, nem 35h nem 40h: vamos lutar pelas 37,5h e fazer o mesmo com os salários! Ao fazer isto, as duas, cada uma por seu lado, tivemos que abdicar de algo, tivemos que ceder, tivemos que esquecer o nosso egoísmo natural e fazer concessões!

            Agora, diga-me: consegue imaginar um país inteiro a fazer isto? Consegue imaginar alguém da direita a abdicar de algo em benefício da esquerda? Consegue imaginar alguém de esquerda a privar-se de algo em benefício da direita? Impossível, digo-lho eu!

            O Homem, no geral, não pensa em objectivos globais, pensa em si próprio. É a sua luta. E só é uma luta colectiva quando os partidos, as idelogias são os mesmos, ou pelo menos parecidos. E a verdade é só uma: os Portugueses não estão todos contra o governo. A favor do governo, ainda que não nos apercebamos disso, estão as ardilosas ratazanas que nele votaram, que são em grande número e que silenciosa e discretamente vão usufruindo de todas as benesses próprias daqueles que bajulam as máfias!

          • Dora says:

            Isabel,

            Porque é que temos de ceder?

            Em nome de quê e de quem?

            Não entendo o colocar a coisa a nível de sardinhas, de cruzes a carregar nem de egoísmos naturais.

            Ou estamos com 99% da população portuguesa, ou com os 1% dos donos de Portugal.

            Eu estou com os 99%.

            E não tenho jeito para carregar cruzes.

            E além disso, apetece-me também comer uma bela de 1 garoupa grelhada.

            Estou a ser naturalmente egoísta?


          • Ó Dora, ora diga-me lá: foi 1% da população portuguesa que pôs este governo no poleiro? E o anterior, também foi eleito apenas por 1% da população?

            Esses 99% de que fala estão divididos, estão separados: os de esquerda querem menos horas de trabalho, os de direita querem mais; os de esquerda defendem uma solução, os de direita, outra!

            Sabe, só quando as pessoas se unirem, com sinceridade de propósitos e unidireccionadas, é que hão-de conseguir alguma coisa!

            E não, Dora, não é egoísta por querer comer uma garoupa. Só é egoísta se comer uma garoupa sabendo que a maior parte das pessoas nem ao carapau podem chegar! Todos a comer garoupa devia ser o objectivo de todos! Que ninguém tivesse necessidade de ficar pelo carapau deveria ser a grande luta!


  4. “Na restante função pública mais trabalho não tem redução nos custos (ou terá menos) porque o quadro de pessoal é mais fixo.” Não estou nada certa disso tendo em conta a área em que trabalho.
    Queria inserir aqui uma imagem, mas como não consigo, aqui fica o link onde a mesma se encontra, para ilustrar ao que me refiro:
    http://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151362978242063&set=a.377225372062.167214.368044987062&type=1&theater

    • jorge (fliscorno) says:

      Lembrei-me desse caso, mas também me lembrei que há sectores onde é obrigatório fazer horas extra não remuneradas. Nesses casos, essas horas extra passam a horário normal de trabalho mas não trará grandes poupanças. Parece-me…

  5. Pisca says:

    Que feliz que eu vou ser quando tirarem tudo aos outros – É a ideia deste post ? Só pode

    A grunhice no seu melhor

    • jorge (fliscorno) says:

      Aprenda a ler, ó mal educado.

      «Trabalhando eu no privado, acho mal que o meu horário de trabalho tenha mais cinco horas do que o do público mas, não querendo o mal dos outros, penso que deveria ser o meu horário a baixar para as 35h.»

      • Dora says:

        Pode citar e tornar a citar partes do seu comentário, mas ele não é inocente. É só mais uma opinião, entre tantas outras que irão aparecer, que levam a opinião pública a criticar, pela enésima vez, os funcionários públicos.

        A bola foi chutada para canto e o esférico continua a rolar no relvado. Há sempre quem queira ir atrás da bola, avançando com malabarismos.

        Para este jogo, viciado à partida, devíamos sair e ir para os balneários.

        Chega de malabarismos.

        • jorge (fliscorno) says:

          Pois, mas a Dora é que se sentiu insultada. Deixe de me julgar pelo que pensa que eu escrevi e leia o que de facto lá está escrito.

          • Dora says:

            Li o que lá estava escrito.

            “Mas não deixo de achar cínico que a injustiça das cinco horas a mais no privado não tenha sido cavalo de batalha para os sindicatos. E que os sindicatos tenham aceite, anos atrás, esta media apenas para o público, assim permitindo esta injustiça.”

            O que escreveu e cito acima é o “malabarismo” de que falei.

            O horário de trabalho, assim como a idade de reforma, cálculo de pensões e montante de subsídios de desemprego têm levado muitos a protestar na rua e a mostrar o seu descontentamento.

            Não vale escrever do conforto do lar sobre cinismos, injustiças e sindicatos. Tudo à mistura, sem qualquer análise.

            Há uma altura em que se tem de saber de que lado se está – com 99% de nós, com 1% deles ou no meio, algures nos 50%.

            E, ao contrário do que se costuma dizer, ficar no meio é um aborrecimento e não é nenhuma virtude, especialmente nestes tempos que vivemos.


  6. Um dia destes fecham as Escolas Publicas.TODAS. Os alunos ou ficam em casa ou vão para os cafés, juntas de freguesia, bares ou locais a criar pela imaginação dos “filhos da puta da finança”, receber aulas pela INTERNET. Os motivos hão de ser divulgados na altura e quem não os perceber é porque obviamente ou é burro ou quer viver acima das possibilidades.*
    Nas escolas particulares vão ficar jorginhos, jaquimzinhos, fernandinhos, etc.. Todos a escrever nos blogues e temporáriamente contentinhos. Temporariamente porque não tardarão a chegar os mesmos “filhos da puta da finança” a reduzir-les o vencimento, a aumentar-les o horário de trabalho para 40 ou 50 horas e….queres, queres? Se nãom queres….Rua!
    Em alternativa fica-lhes o sacro santo direito de convocarem o camarada Mário Nogueira e o agora desaparecido do combate (outrora tão ativivo) João Dias da Silva, virem de novo a Lisboa para mais uma folclórica manifestação de profes que se não der em nada há de pelo menos promover umas socializações entre colegas para os mais variados fins – Pois. Até esse que estão a pensar e que aumentou o negócio na “hotelaria de baixa permanencia”…
    Andam a brincar há quase 40 anos… Continuem!
    * Ao discurso será acrescentado o argumento de um tal Sócrates, um bandido, que fodeu isto tudo!

  7. adelinoferreira says:

    Trinta e cinco horas semanais, até eu queria!
    Estavamos a começar a concretizar o pensamento de Agostinho da Silva:
    O HOMEM TENDE A TRABALHAR CADA VEZ
    MENOS.


  8. A redução do horário de trabalho para 35h foi negociada como medida compensatória para os técnicos superiores, já que ganhavam menos que no privado. Agora ganham ainda muito menos que no privado.

    • jorge (fliscorno) says:

      E devia existir o risco deles fugirem para o privado.

      Por essa lógica, o pessoal de limpeza, que tem (ou tinha, agora nem sei) melhores remunerações no público, devia ter passado a trabalhar mais horas.

      • nightwishpt says:

        Já estão todos subcontratados.

        • jorge (fliscorno) says:

          A sério? Então as auxiliares de acção educativa da escola perto de mim, como agora pomposamente se lhes chama, não existem. Eu vejo-as lá mas elas não existem.


  9. No sector privado também há quem trabalhe 35 horas semanais, por exemplo os bancários. A evolução dos direitos dos trabalhadores foi-se fazendo sectorialmente. Depois os direitos foram alargados a outros sectores. Agora há um retrocesso civilizacional. A meta das 35 horas para muitos trabalhadores do sector privado passa a ser impossível.
    Por outro lado, os sindicatos defendem os interesses dos seus associados, que são os trabalhadores. Num acordo de empresa os trabalhadores sindicalizados conseguem direitos para eles e são por igual também para os não sindicalizados.

    • jorge (fliscorno) says:

      Sim, a banca. Mas atenção à isenção de horário de trabalho usada em propostas do género “oferecemos um salário líquido de X, no qual já está incluído o subsídio de alimentação e a isenção de horário de trabalho”. Nestes contratos, fazer (apenas) 40h semanais até era uma melhoria.

      De resto, tem estado claramente na agenda sindical passar a generalidade do privado par as 35 horas. Claríssimo, até.

      O que os sindicalizados conseguem não tem que, obrigatoriamente, se aplicar aos restantes trabalhadores. Foi o que vi quando estive sindicalizado e comprova-o, como se não chegasse o meu testemunho, a seguinte jurisprudência:
      ACSTJ de 21-10-2009

      IX – Não existe discriminação do A por a R. não lhe ter concedido aumentos salariais nos anos de 2003, 2004 e 2005 quando está demonstrado que a R procedeu a esses aumentos salariais por força do acordo de empresa celebrado com diversas associações sindicais, aumentos esses que resultaram da aplicação de instrumento de regulamentação colectiva de trabalho celebrado entre si e a FETESE e outros sindicatos, instrumento esse que a R aplicou aos trabalhadores filiados nas associações sindicais outorgantes e a todos os restantes trabalhadores que a ele pretendessem aderir, mediante declaração para o efeito e, está, ainda, demonstrado que o A era filiado num sindicato que com a R mantinha um outro instrumento de regulamentação que entendeu não aderir aquele e, ele próprio, não aderiu à sua aplicabilidade.

    • jorge (fliscorno) says:

      Atenção à nuance «instrumento esse que a R aplicou aos trabalhadores filiados nas associações sindicais outorgantes e a todos os restantes trabalhadores que a ele pretendessem aderir». A empresa não é obrigada a alargar o acordo sindical aos não sindicalizados.

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