Tão óbvio

Que até me sinto  surpreendido por recorrer a Manuela Ferreira Leite, mas:

“O não despedimento na função pública não era um privilégio. O motivo para isso tinha a ver com a tarefa de interesse público, o que não tem nada a ver com o trabalhador do sector privado que está a defender o interesse do seu patrão. Os funcionários públicos deviam agir com independência e isenção, por isso não eram despedidos. Só assim se pode ter isenção do poder político”

Aliás, pensando na Educação, costumo dizer e escrever que as Escolas funcionam apesar do Ministério da Educação. Historicamente, as Escolas, nas suas mais diversas dimensões têm conseguido avaliar de forma eficaz o que cada Ministro vai vomitando. Momentos há, em que se aproveita alguma coisa, mas há também outras ocasiões em que simplesmente se ignora a ignorância do ignorante superior. E essa capacidade de defender a Escola Pública e os alunos só é possível porque somos independentes.

É uma questão tão cristalina que não se entende como é que há gente que vacila. Ou se calhar entende – é gente que quer ter uma administração pública dominada ao toque dos interesses partidários.

Comments

  1. António Fernando Nabais says:

    Cristalino, Ou, para usar uma expressão em voga, limpinho, limpinho.

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