Um pouco menos de tourada ortográfica, sff

05 Sep 2005, Portugal --- Portuguese bullfighter from the group, the "Forcados Amadores de Evora", Antonio Alfacinha confronts a 500 kg. bull in a "Pega", a catch, during the group's performance in Montemor. The "forcados" are considered to be the origins of bullfighting and consist of a performance of eight men in a linear formation 1:1:3:3 facing a bull soley with their bodies until the bull stops fighting. They receive no monetary compensation for their performances. The pleasure according to them lies in the benefit and pride of the group having given a good performance. | Location: Montemor, Alentejo, Portugal. --- Image by © Carlos Cazalis/Corbis

© Carlos Cazalis/Corbis (http://bit.ly/1MIeyNl)

Ao regressar a Bruxelas, leio no Expresso a ‘frase do dia‘:

Quando é que, perante a cobarde omissão do legislador, um tribunal tem a coragem de proibir estes espectáculos de degradação humana?.

Duvido. Na dúvida, vou à fonte. Confirma-se. A palavra do dia: espectáculo. Por um lado (aquele que efectivamente interessa), compreende-se: espectáculo [ʃpɛˈtakuɫu] ≠ espetáculo [ʃpɨˈtakuɫu]. Contudo, por outro lado, não se percebe: atira pedras de “conservadorismo ortográfico” aos outros, para, no fim de contas, adoptar a ortografia que passa a vida a atacar e, obviamente, misturar duas grafias:

vm

Um pouco mais de coerência e de rigor, sff.

Se não gosta de *espetáculos, é assinar, recolher e enviar. Como diria o Alberto, “não há nada mais simples“. Claro que pode cruzar os braços e assistir à tourada ortográfica, no sítio do costume.

Sim, hoje, no Diário da República.

dre 2482015

Agora, regresso ao Weinberg.

Comments

  1. Diogo Da Veiga says:

    Hoje, no Bravio: “Aos Cavaleiros Solitários”.

    http://diogodaveigabravio.blogspot.pt/2015/08/aos-cavaleiros-solitarios.html


  2. De Suídeos, Finórios e Acordos

    Lia…Já não sei o que lia, pois a memória me falha nas coisas de hoje; felizmente não me abandona ainda nas lembranças das coisas de ontem…Esta última palavra me traz de volta.
    Sim, eu lia uma revista daquelas que me acompanham em rápidos momentos de contração e descontração…
    Deparei-me novamente com “Ilha dos Arvoredos” – a mesma ilha dos meus tempos de menino – administrada pelo Zé da Ilha, que era como meu pai o tratava.
    Era deles também que eu ouvia – e continuei ouvindo de meu pai enquanto estivemos juntos – falar da Ilha do Arvoredo e tinha lógica. Seu Zé da Ilha sabia o que dizia e meu pai era homem de jornal, culto e inteligente.
    Dicionário é socorro para quem pensa e usa, embora nos dias de hoje prefiram reescrever Machado e Alencar. Ah, velhos acordos de pocilga!
    O cão Dinamarquês – tivemos dois em casa, na nossa infância – com o tempo, o crescimento da idiotice e da macaquice, acabou alcunhado pelos néscios, de “Dog Alemão”.
    Aquela menção aos “acordos”, esses jogos de interesse que permeiam a política porca, faz-me lembrar o “acordo de pocilga”, firmado entre alguns deles.
    Dia virá, se continuarmos mansos e calados, que eles decidirão que se pode escrever caza com zê ou casa com esse, peça com cê cedilha ou até com dois esses, mas eu só quero ver como irão pronunciar as palavras de onde cortarem um dos erre, deixando o outro sozinho…Ficaria interessante ouvir “batatas ao muro” ou até um “deu-lhe um muro”. Ah, nossa pobre língua portuguesa! Nossa pobre língua, portuguesa! Danem-se as vírgulas! Danem-se os sentidos, também!
    E foi aí, ainda na “casinha”, que eu me alembrei do meu primeiro ditado e da reguada na cabeça, por ter escrito “rrato”, com dois erre.
    Quem sabe – talvez no próximo acordo – eles “acertem” essa parte e eu possa voltar sessenta e alguns anos no tempo e provar à minha primeira professora, que eu não estava de todo errado; que havia apenas me antecipado.

    Carlos Gama.
    25/08/2015 11:29:49

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