Os estranhos negócios do Estado.

 

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Esta é a nossa triste sina. Foi o ruinoso negócio do Banco Português de Negócios. Foi a ruinosa venda da maioria do capital da TAP. Foi o mau negócio da concessão da Carris e do Metro de Lisboa. É o duvidoso processo de concessão do Metro do Porto e dos STCP. Agora estamos a caminhar a passos largos para um novo ruinoso negócio com a venda do Novo Banco.

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É assim tão difícil para os governantes perceberem que cada dia que passa as empresas de capitais públicos que estão em processos de concessão, privatização ou venda inevitavelmente acumulam prejuízos contínuos desvalorizando-se como flechas.

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Por isso, se é mesmo para privatizar, quanto mais rapidamente forem concretizados os negócios menores serão sempre os prejuízos para o Estado.

A quem interessa a desvalorização rápida destas empresas públicas ? Com toda a certeza que não é aos portugueses.

E quem vai pagar os prejuízos dos consecutivos negócios ruinosos feitos pelos nossos governantes?

Comments

  1. Nuno Varanda says:

    São pessoas assim que nos deveriam governar e estar a frente do nosso país, certamente não estaríamos na situação que nos encontramos. Muito Força.

  2. Manuel Pereira says:

    Isto sim é uma grande verdade! Corroboro da sua opinião.

  3. Ana A. says:

    Apesar de parecer conter uma atitude patriótica, o que este post quer transmitir é: “Penso, logo, faço”!
    “Por isso, se é mesmo para privatizar…” – Este é que é o busílis da questão!

  4. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Independentemente da denúncia de vigarices que envolvem o PSD (refiro-me concretamente ao “alpinista” MAC, um acto cívico que aplaudo) o Sr. Paulo Vieira da Silva não deixa de ter o estigma do partido e por isso, no meio de tanta mentira e hipocrisia com que temos vindo a ser brindados pelo cavaquismo, Paulo Vieira da Silva deixa estas perguntas angelicais – exactamente o que faltava no cardápio da adjectivação desta gente – que transcrevo com a sua licença :
    “1 – (…)A quem interessa a desvalorização rápida destas empresas públicas ?
    2 – E quem vai pagar os prejuízos dos consecutivos negócios ruinosos feitos pelos nossos governantes (…)”?
    Pois é.
    De um lado temos a ministra das Finanças a dizer que nada do que se está a passar custará um euro os portugueses e do outro, perante tanta desfaçatez, perguntas angelicais…
    Sinceramente, já não há pachorra para esta gente que ora mente, ora ergue os olhos ao céu de um modo perfeitamente hipócrita.

    • Nascimento says:

      Nem mais. Há certa gente que é mais hipócrita que beatas de sácristia.Depois de lido o texto referido,o que resta a não ser nausea?


  5. “1 – (…)A quem interessa a desvalorização rápida destas empresas públicas ?
    2 – E quem vai pagar os prejuízos dos consecutivos negócios ruinosos feitos pelos nossos governantes (…)”?

    A resposta está no post:

    “Por isso, se é mesmo para privatizar, quanto mais rapidamente forem concretizados os negócios menores serão sempre os prejuízos para o Estado.”

    Ou seja,:

    a. os prejuizos serão maiores para o estado mas melhores para os privados;

    b. em qualquer dos casos (deixando degradar-se as empresas e serviços público ou vender-se a privados), quem paga somos nós, os cidadãos. E os factos estão aí, para quem os quiser ver a sério. Basta lembrar a Escola pública, a Saúde e a Segurança social. Degradam-se deliberadamente, retirando-lhes financiamentos, e vende-se depois.

    Num país como o nosso, o cidadão não ganha nada com isto. Antes pelo contrário.


  6. Um dos lados positivos da permanência de Portugal na U.E. é não permitir aos sucessivos governos atirar dinheiro do contribuinte para o poço sem fundo que têm sido as empresas públicas de transporte ao longo dos anos. O que obriga à sua concessão, porque incapaz de capitalizar tais sorvedouros, que esbanjam dinheiro para satisfazer as coutadas onde se instalaram inúmeros parasitas próximos do poder político.
    Quanto aos Bancos, mantenho o que afirmo desde 2008, para mim não existe o conceito “too big to fail…” a economia já teria absorvido o impacto da queda de alguns players e não existe vazio, alguém toma o lugar do que desaparece…
    Capitalismo pressupõe lucro e falência, há que encarar ambos com naturalidade…

    • Nightwish says:

      Se o objectivo do transporte público for dar lucro, só é usado em último caso e para os poucos destinos que dêm lucro. Mas nada diz sobre a fortuna que o estado paga à Fertagus para fazer o que a CP faz por metade, para não variar na coerência.
      Quanto à banca, vou repetir, vá aprender economia e depois arrote os seus achismos.

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