Autarca condenado em perda de mandato nomeado pela AMP para Administrador da Metro do Porto

António Silva Tiago, presidente da Câmara Municipal da Maia, foi condenado em perda de mandato autárquico, no passado mês de Abril, pelo Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto. Tal condenação não impediu, porém, que tivesse sido hoje indicado pelo presidente da Área Metropolitana do Porto para os órgãos sociais da Metro do Porto, como administrador não executivo.

Tal como aqui foi escrito há cerca de um mês, o presidente da empresa Metro do Porto será Tiago Braga, engenheiro cuja maior proeza curricular foi ter sido chefe de gabinete do actual presidente da Câmara de Gaia.

 

 

Tiago Braga será o próximo presidente da Metro do Porto

Engenheiro Tiago Braga.

 

O próximo presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto – no caso de o seu nome ser aprovado pela CRESAP – será o ex-chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Tiago Braga, actualmente vogal do Conselho de Administração das Águas do Centro Litoral.
Tiago Braga é também presidente da Assembleia da União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso (Gaia), cujo executivo é presidido pelo deputado João Paulo Correia.
É este o seu Curriculum Vitae.

Antes de rumar ao Conselho de Administração das Águas do Centro Litoral, o jovem quadro do PS Gaia esteve no Conselho de Administração dos STCP, facto que suscita – a quem suscita – uma questão: como foi resolvido aquele problema dos autocarros que não passam debaixo dos viadutos?

E, já agora, se também foi recebido na Maçonaria e em que Loja.

 

Deputado Leitão Amaro acusa “um governo socialista” por causa dos swaps. Fala verdade ou mentira?

O Deputado Leitão Amaro, do PSD, sacudiu a água do capote. A acusou “um governo socialista” e afirmou que os swaps “foram assinados no tempo do governo de José Sócrates”.

O governo em funções é o responsável máximo, isso é claro. Mas há muita gente com responsabilidade pelo caminho. É o PSD assim tão inocente como afirma o deputado Leitão?

É o que vamos ver neste post.

Metro do Porto (Foto: Jcornelius)

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Boicote presidencial: the battle of Muro

Muro

A freguesia do Muro, no concelho da Trofa, boicotou o acto eleitoral de hoje. As urnas não abriram pelo mesmo motivo que não abriram em várias ocasiões: a linha ferroviária que servia a população desta freguesia foi fechada em 2002 com a promessa da extensão do metro do Porto até à Trofa mas, 14 anos volvidos, nada mudou. Os habitantes desta freguesia perderam o comboio, o metro continua a ser uma miragem e a única opção que resta para os muitos que trabalham no Porto é a problemática e ultracongestionada EN14.

Sou trofense e conheço o problema. A população do concelho vem sendo enganada por autarcas, secretários de Estado e ministros sem escrúpulos que vendem sonhos pré-eleitorais que nunca se concretizam. E a população está farta de mentiras. Mentiras que levaram inclusivamente a um recente episódio de censura e violação da liberdade de imprensa de um órgão de comunicação social local. Os murenses, esses, não brincam em serviço. São enormes.

Sobre a reversão da subconcessão dos transportes públicos do Porto

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A agenda do anterior regime era clara: tudo pela privatização, nada contra a privatização. Privatizar, ainda que por meia-dúzia de tostões e de forma pouco transparente, era desígnio nacional.

Porém, quando o ímpeto privatizador se virou para os transportes públicos do Porto, surgiu uma pedra no caminho das forças além-Troika: a justiça portuguesa chumbou o concurso público. Sabidos e versados na arte de combater o poder judicial, os oficiais do exército do esvaziamento do Estado surpreenderam o país com uma manobra arrojada, a poucas semanas das eleições, e decidiram entregar a Metro do Porto e a STCP a privados pela via do ajuste directo. Ouviram-se vozes de contestação entre trabalhadores, sindicatos e autarquias, mas também no seio do PS, do BE e da coligação CDU. Vozes que, combinadas, têm agora representatividade maioritária no Parlamento. Hoje, sem grande surpresa, o governo em funções confirmou a reversão da decisão do anterior e os transportes públicos do Porto foram devolvidos ao Estado. [Read more…]

Os estranhos negócios do Estado.

 

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Esta é a nossa triste sina. Foi o ruinoso negócio do Banco Português de Negócios. Foi a ruinosa venda da maioria do capital da TAP. Foi o mau negócio da concessão da Carris e do Metro de Lisboa. É o duvidoso processo de concessão do Metro do Porto e dos STCP. Agora estamos a caminhar a passos largos para um novo ruinoso negócio com a venda do Novo Banco.

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É assim tão difícil para os governantes perceberem que cada dia que passa as empresas de capitais públicos que estão em processos de concessão, privatização ou venda inevitavelmente acumulam prejuízos contínuos desvalorizando-se como flechas.

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Por isso, se é mesmo para privatizar, quanto mais rapidamente forem concretizados os negócios menores serão sempre os prejuízos para o Estado.

A quem interessa a desvalorização rápida destas empresas públicas ? Com toda a certeza que não é aos portugueses.

E quem vai pagar os prejuízos dos consecutivos negócios ruinosos feitos pelos nossos governantes?

AMTP: Mais uma estória de bravos boys laranjazuis

Joaquim-Cavalheiro-PresidenteAMTPCarlos de Sá

Joaquim Cavalheiro passou os últimos cinco anos, ou quase, a presidir a uma entidade que não passa de um nado-morto: a Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto (AMTP). Nomeado por indicação de Rui Rio, em Novembro de 2010, cedo deparou com a completa obstrução do governo da Direita – que tomou todas as decisões, em matéria de transportes públicos na área metropolitana do Porto, sem passar cavaco à AMTP, para a qual nunca nomeou os vogais do respectivo Conselho Executivo. Mas isso não fez desistir Joaquim Cavalheiro: continuou a presidir a um organismo sem qualquer utilidade, e a auferir o vencimento de 4.204,20 Euros, pago por 14 meses em cada ano, mais despesas de representação de 1.471,50 Euros pagas por 12 meses em cada ano (fonte: http://dre.tretas.org/dre/281920/).

De saída do cargo (a AMTP será extinta a 09 de Agosto próximo), Joaquim Cavalheiro quis fazer jus aos mais de trezentos mil Euros que custou aos contribuintes, levando à reunião do Conselho Executivo da AMTP uma proposta de última hora, fora da agenda, para sancionar alterações nas linhas da STCP e prolongar a concessão por dez anos – ao encontro das exigências do consórcio espanhol a quem foi dada a subconcessão pelo governo. Para tal, contou com o seu próprio voto e o voto da senhora Ana Isabel Miranda, uma vogal do Instituto da Mobilidade e Transportes, contra o voto do senhor Lino Ferreira, representante do Conselho Metropolitano do Porto.

Assim, nas costas dos autarcas, e nas costas dos utentes (que nem contam nestas coisas), os boys do governo na AMTP acrescentaram mais um frete ao rol de manigâncias de que está pejado o negócio da subconcessão dos transportes.

El metro de Oporto

Consórcio catalão assina contrato para gestão do Metro do Porto” (Público)

Porto Boavista Casa da Música

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Metro de Lisboa para todo o dia

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Aparentemente, segundo este título, o metro de Lisboa passará a funcionar 24 horas por dia. Lembrei-me imediatamente de uma notícia recente acerca do metro da minha terra: “O metro do Porto começa na sexta-feira, dia 11 de Julho, a funcionar 24 horas diárias nos fins-de-semana”.

Contudo, algo de extremamente grave terá acontecido entre o momento da redacção do título e o primeiro parágrafo do texto. Afinal, depois de nos darem a entender que o metro funcionaria durante todo o dia, agora dizem-nos que “O Metropolitano de Lisboa tem o seu serviço suspenso entre as 23h00 de ontem e as 00h15 do dia 26 de setembro [sic], sexta-feira“. Entendamo-nos: é para todo o dia ou está suspenso?

Ainda por cima, no Diário da República, a enxurrada de contatos e fatos não pára. Efectivamente: pára. Sim, hoje, no sítio do costume:

Na apresentação dos documentos comprovativos dos requisitos referidos nas alíneas a), b), c), d) e e) do n.º 9 do presente aviso, devem os candidatos declarar no requerimento, sob compromisso de honra e em alíneas separadas, a situação precisa em que se encontram, relativamente a cada um dos requisitos, bem como aos demais fatos constantes na candidatura.

(….)

Domicílio ou sede do requerente e contatos

(…)

Identificação completa, domicílio do requerente e contatos

(…)

A identificação completa, a residência do requerente e contatos

O Metro na Casa da Música

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Estação Casa da Música

estacao_avendida_da_franca_porto© Avenida da França, 1967, agora chamada “Casa da Música” e servida pelo Metro do Porto.

Diz que é preciso despedir funcionários públicos (4)

Jogo financeiro na Metro custa 628 mil euros por dia

Viva a meritocracia!

Secretário de Estado demitido devido aos “swaps” volta à Metro do Porto. A culpa de o país estar como está é dos funcionários públicos, pá!

Swapologia

É isso: queremos o texto integral da reestruturação dos contratos swap, em 2010, nada de segredos fora-da-lei, e saber, em toda a extensão, até que ponto Goldman Sachs, Nomura e JPMorgan ficam a rir na nossa cara.

Fim dos títulos monomodais STCP

Ex.mo Senhor Ministro da Economia e do Emprego:

A 23 de Janeiro do corrente ano, V.Exa. assinou, conjuntamente com um representante do seu colega das Finanças, um despacho conjunto que trouxe, em geral, um brutal aumento dos preços nos transportes colectivos. A 1 de Janeiro próximo, terá lugar o último e mais dramático episódio dessa lamentável novela, com o fim dos títulos monomodais em diversas empresas. Quero referir aquela que me afecta: a STCP.
Sou actualmente detentor de um título de assinatura combinada CP/STCP; a esta última, por uma assinatura que me permite viajar em toda a rede STCP, pago presentemente 32,50 Euros; com o fim desse título, e para fazer apenas uma pequeníssima parte dos percursos que posso fazer hoje, passarei a pagar 56,00 Euros – se V.Exa. não determinar outro aumento geral.

Com o que pago no comboio (54,05 Euros), em Janeiro conhecerei um aumento superior a cem por cento no custo dos transportes, em apenas cinco anos!

V.Exa. não podia decidir, para a área metropolitana do Porto, o que decidiu para a área metropolitana de Lisboa, porque são realidades muito diversas. Desde logo porque no Porto as zonas Andante são um verdadeiro quebra-cabeças, um disparate e um ROUBO: por menos de três quilómetros pagam-se três zonas Andante, ou seja, trinta e seis euros por mês!
Repare V.Exa. que o brutal aumento do custo da minha assinatura coincidirá com uma drástica redução da oferta nas linhas que uso diariamente, conforme hoje mesmo foi noticiado. Gasto diariamente três horas a chegar e regressar do trabalho, a pouco mais de 20 Kms de casa! E poderia demorar menos de metade, gastando menos, se o Estado cumprisse a promessa feita na altura do desmantelamento da linha ferroviária, construindo os 15 kms de carril que faltam (que o canal já lá está) para ligar o Metro do ISMAI à estação ferroviária da Trofa.

São já conhecidos dados sobre a irreflectida medida de acabar com as assinaturas dos reformados e pensionistas: a STCP viu as suas receitas diminuírem, porque muitos cidadãos nessa condição abandonaram a assinatura. Com a nova medida, a STCP perderá ainda mais receita; mas algumas empresas privadas muito lucrarão com isso!

E até sei, senhor ministro, quem é que, de entre os barões do partido que maioritariamente suporta o Governo, tem assento nos respectivos órgãos sociais…

V. Exa. está ainda a tempo de recuar, pelo menos até que o estúpido zonamento Andante seja revisto, de acordo com princípios básicos como o da proporcionalidade; V.Exa. está ainda a tempo de não infernizar completamente a vida de quem trabalha, subtraindo-lhe mais uma grossa fatia dos seus magros rendimentos, a somar à devastação fiscal que aí vem.

Cumprimentos,

Carlos de Sá
Vila Nova de Famalicão

Metro do Porto sem papel

Falta pouco para as 17h00 e, na estação  “Casa da Música”, há, como é costume, muito movimento. Há duas máquinas de venda de títulos de transporte. Uma não funciona, a outra tem à frente uma ordeira fila de passageiros. Ao lado dessa máquina está uma funcionária, aparentemente para ajudar os passageiros, porque, uma década depois da inauguração da primeira linha, muitos portuenses (e que dizer dos turistas?) continuam a não entender o complicado sistema de zonas implementado.

Espero pacientemente pela minha vez e, quando ela chega, descubro que a janelinha no topo do ecrã que eu estava a ver desde o fundo da fila serve para informar que a máquina não está a emitir recibos.

Viro-me para a funcionária para confirmar aquilo que acabo de ler.

Ela confirma.

O dia foi de muito calor no Porto, a minha tarde também não está a ser assim tão boa, por isso eu insisto, presumindo que não estou a perceber bem.

– Não emite recibos? Mas tem de emitir!

A funcionária faz má cara, mas oferece-se para meter papel na máquina, enquanto os passageiros atrás de mim bufam e começam a rogar-me pragas.

– Se a senhora quiser eu posso meter papel, tenho é de abrir a máquina.

Isto com a minha operação já em curso, e um metro prestes a chegar.

Respondo-lhe que o papel já deveria lá estar, ao que ela contesta:

– Mas o papel acaba, não acaba? [Read more…]

Dois ou Três Odores

Ontem, Estação da Trindade, eram seis e meia da manhã, havia um rebanho exaltado de fiscais da Metro do Porto, seguranças da Metro do Porto, a cumprir o seu dever [toda a noite e madrugada o cumpriram] e, mais discretos, postos para canto, polícias a tomar notas. Nessa gare, a essa hora, dois problemas com díspares odores: por toda a gare cheirava a uma dúzia de vadiantes romenos, homens, mulheres e meninas, com os seus lenços e as suas saias de cores demasiado berrantes para se misturarem connosco escapando ao escrutínio dos olhos e dos narizes, ora extraídos à bruta das composições, em que por hábito insistem em viajar gratuitamente, ora impedidos dramaticamente de embarcar de modo furtivo e aflito, valsa que se dançava. [Read more…]

O novo Presidente da CCDR-Norte


Agora que Carlos Lage se reformou, aguardava-se com expectativa a nova escolha que o Governo ia fazer de um cargo tão importante como o de Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte. Importante por várias razões e sobretudo por causa dos fundos estruturais.
Ao que parece, o Governo já escolheu o sucessor de Carlos Lage. Trata-se de José Manuel Duarte Vieira, engenheiro de profissão e antigo Administrador do Metro do Porto (Comissão Executiva) no tempo em que Valentim Loureiro estava à frente dos destinos da empresa. Foi ainda Assistente da Faculdade de Engenharia do Porto da Universidade do Porto e Director / Administrador dos Grupos Efacec.
Em Agosto de 2011, fora nomeado pelo Ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, para acompanhar e monitorizar a participação nacional no programa do KC 390, relacionado com a constituição de um cluster aeronáutico.
É a este homem que muitos irão bater à porta a partir de agora, sobretudo quando se tratar de fundos europeus. Será que o extraordinário Carlos Martins já sabe?

Gente diferente para pior

No ano de 2010 a Metro do Porto (MP) transportou 267 064 000 passageiros-quilómetro(PK’s). No mesmo ano a CP Porto (CPprt) transportou 622 767 000 PK’s. A CP Lisboa (CPlx), por seu turno, transportou 1 212 540 000 PK’s. Os custos operacionais destas entidades foram respectivamente de 41,729 milhões de euros para a MP, de 38, 244 milhões de euros para a CPprt e 92,477 milhões de euros para a CPlx. Destes números resultam que a MP gastou 0,15 euros por cada PK transportado, a CPprt gastou 0,06 euros por PK transportado e a CPlx 0,08 euros. 

 

Passageiros x km [PK] Custos Operacionais [M€] Custo por PK [€]
Metro do Porto 267 064 000 41,729 0,15
CP Porto 622 767 000 38,244 0,06
CP Lisboa 1 212 540 000 92,477 0,08

 

Salta à vista que as duas unidades de comboios urbanos da CP, de exclusiva gestão pública, onde todos os trabalhadores operacionais são seus funcionários e não “alugados” a um suposto concessionário, fazem uma gestão muito mais eficiente dos seus recursos apesar das supostas “melhores práticas internacionais” da Metro do Porto. Antes que perguntem pelos proveitos, eu respondo já que os preços são ditados administrativamente e é público que o preço pago pelos passageiros do MP é o mais alto do país. Ainda assim são os que no global conseguem obter o maior prejuízo por passageiro transportado. Mas isso deve-se, valha a verdade, a factores financeiros (a dívida acumulada) que para a questão em apreço não interessam.

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Privatização dos transportes de Lisboa e do Porto

O ministro não mentiu quando disse que os transportes de Lisboa (Metro + Carris) e do Porto (Metro + STCP) não iriam ser privatizados. O negócio é ainda melhor, vão ser concessionados! Lucro puro e não adulterado para os amigos – se formos a ver essa coisa do investimento e manutenção de infraestrutura é uma coisa muito cansativa…

Eis a resposta tímida do ministro da economia quando questionado sobre este tema:



Audição em Comissão Parlamentar

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Primavera na Linha F

Linha F (Estádio do Dragão~Fânzeres) - Metro do PortoPrimavera na Linha F do Metro do Porto (Estádio do Dragão~Fânzeres)

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