Democracia à moda de Vila Nova de Gaia

Imagem: Junta de Freguesia de Mafamude e Vilar do Paraíso

A Junta de Freguesia de Mafamude e Vilar do Paraíso (PS), em Vila Nova de Gaia, reuniu ontem a sua Assembleia de Freguesia. Trata-se de uma das maiores freguesias do país, com mais de 50 mil habitantes, e é um exemplo do exercício da Democracia pelo poder autárquico socialista em Vila Nova de Gaia. Assim, observe-se a composição da Mesa:

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Sobre a reversão da subconcessão dos transportes públicos do Porto

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A agenda do anterior regime era clara: tudo pela privatização, nada contra a privatização. Privatizar, ainda que por meia-dúzia de tostões e de forma pouco transparente, era desígnio nacional.

Porém, quando o ímpeto privatizador se virou para os transportes públicos do Porto, surgiu uma pedra no caminho das forças além-Troika: a justiça portuguesa chumbou o concurso público. Sabidos e versados na arte de combater o poder judicial, os oficiais do exército do esvaziamento do Estado surpreenderam o país com uma manobra arrojada, a poucas semanas das eleições, e decidiram entregar a Metro do Porto e a STCP a privados pela via do ajuste directo. Ouviram-se vozes de contestação entre trabalhadores, sindicatos e autarquias, mas também no seio do PS, do BE e da coligação CDU. Vozes que, combinadas, têm agora representatividade maioritária no Parlamento. Hoje, sem grande surpresa, o governo em funções confirmou a reversão da decisão do anterior e os transportes públicos do Porto foram devolvidos ao Estado. [Read more…]

Os estranhos negócios do Estado.

 

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Esta é a nossa triste sina. Foi o ruinoso negócio do Banco Português de Negócios. Foi a ruinosa venda da maioria do capital da TAP. Foi o mau negócio da concessão da Carris e do Metro de Lisboa. É o duvidoso processo de concessão do Metro do Porto e dos STCP. Agora estamos a caminhar a passos largos para um novo ruinoso negócio com a venda do Novo Banco.

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É assim tão difícil para os governantes perceberem que cada dia que passa as empresas de capitais públicos que estão em processos de concessão, privatização ou venda inevitavelmente acumulam prejuízos contínuos desvalorizando-se como flechas.

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Por isso, se é mesmo para privatizar, quanto mais rapidamente forem concretizados os negócios menores serão sempre os prejuízos para o Estado.

A quem interessa a desvalorização rápida destas empresas públicas ? Com toda a certeza que não é aos portugueses.

E quem vai pagar os prejuízos dos consecutivos negócios ruinosos feitos pelos nossos governantes?

Mariana Mortágua sobre o golpe na STCP

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Retirado do artigo “O país que não queremos ser“, na edição de hoje do Jornal de Notícias:

(…) E este é o momento de perguntar: será incompetência o problema deste país? A resposta é não. A estratégia é pensada: habituar a população a conviver com um pior serviço, mais caro, que possa ser fornecido por um operador privado. O objetivo é mesmo transformar um serviço público, que para ter qualidade precisa necessariamente de investimento público, num negócio atrativo para um operador privado.

E assim, apesar da contestação, o Governo abriu um concurso para entregar a STCP a privados. Um processo apressado, que estava condenado a fracassar por ausência de candidatos em condições de sequer apresentar as garantias bancárias. Se acha que o Governo se deteve perante as dificuldades, desengane-se. Dias depois, pela voz do secretário de Estado das privatizações, o processo é reaberto, mas desta vez sem concurso. A venda será feita por ajuste direto, e os candidatos terão 12 dias para apresentar propostas.

Mais uma vez, a pergunta impõe-se. Por que é que uma empresa que não foi vendida por concurso ao longo de meses, sê-lo-á por ajuste direto a dias das eleições? Será porque a falta de transparência, rigor e controlo público tornam o processo mais atrativo e simples? Será porque o tal Governo está prestes a sair de funções e quer deixar os negócios fechados? Certamente as duas coisas, mas uma coisa é certa: se soa a vigarice, parece vigarice e cheira a vigarice, talvez seja mesmo vigarice. E o país nada recomendável é mesmo Portugal. (…)

Foto@Notícias ao Minuto

Que se lixe o país.

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Em 2011, o PSD criticava os ajustes directos feitos pelo governo Sócrates. Hoje anuncia um mega ajuste directo daquilo que era para ser uma privatização. Coerência? Que se lixem as eleições (desde que se fechem os negócios antes).

Todo este esquema terá suporte legal num recente diploma do governo, feito à medida destas privatizações instantâneas e que desvirtua por completo o já demasiado permissivo filtro dos limites aos ajustes directos – aos quais o próprio legislador sentiu necessidade de deliberar «sobre a necessidade de prevenção acrescida do risco de corrupção e infracções conexas decorrente das medidas excepcionais estabelecidas pelo Decreto-Lei n.º 34/2009, de 6 de Fevereiro, designadamente do alargamento da possibilidade de adopção do procedimento de ajuste directo.» [Read more…]

AMTP: Mais uma estória de bravos boys laranjazuis

Joaquim-Cavalheiro-PresidenteAMTPCarlos de Sá

Joaquim Cavalheiro passou os últimos cinco anos, ou quase, a presidir a uma entidade que não passa de um nado-morto: a Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto (AMTP). Nomeado por indicação de Rui Rio, em Novembro de 2010, cedo deparou com a completa obstrução do governo da Direita – que tomou todas as decisões, em matéria de transportes públicos na área metropolitana do Porto, sem passar cavaco à AMTP, para a qual nunca nomeou os vogais do respectivo Conselho Executivo. Mas isso não fez desistir Joaquim Cavalheiro: continuou a presidir a um organismo sem qualquer utilidade, e a auferir o vencimento de 4.204,20 Euros, pago por 14 meses em cada ano, mais despesas de representação de 1.471,50 Euros pagas por 12 meses em cada ano (fonte: http://dre.tretas.org/dre/281920/).

De saída do cargo (a AMTP será extinta a 09 de Agosto próximo), Joaquim Cavalheiro quis fazer jus aos mais de trezentos mil Euros que custou aos contribuintes, levando à reunião do Conselho Executivo da AMTP uma proposta de última hora, fora da agenda, para sancionar alterações nas linhas da STCP e prolongar a concessão por dez anos – ao encontro das exigências do consórcio espanhol a quem foi dada a subconcessão pelo governo. Para tal, contou com o seu próprio voto e o voto da senhora Ana Isabel Miranda, uma vogal do Instituto da Mobilidade e Transportes, contra o voto do senhor Lino Ferreira, representante do Conselho Metropolitano do Porto.

Assim, nas costas dos autarcas, e nas costas dos utentes (que nem contam nestas coisas), os boys do governo na AMTP acrescentaram mais um frete ao rol de manigâncias de que está pejado o negócio da subconcessão dos transportes.

No 78 da STCP

O Porto a caminho de 2001 visto pelos olhos dos passageiros de um autocarro. “Próxima Paragem”, de Catarina Mourão.

Moro No Porto

Sou um privilegiado

Quase todos os transportes públicos da Grande Lisboa vão estar paralisados no dia 25, dia de Natal, em cumprimento da greve aos feriados que se iniciou a 1 de Novembro

No Porto, só os STCP o farão.

Greve do Pessoal dos Recursos Humanos das Empresas com Trabalhadores em Greve

RECURSOS HUMANOS 2FIXE, FIXE, ERA UMA GREVE DESTA GENTE

Fixe, fixe, era que o pessoal dos Recursos Humanos das empresas cujos trabalhadores estão em greve, parcial, às horas extraordinárias, ou total, e que dessa greve resultassem prejuízos para os outros trabalhadores que necessitam dessas empresas a laborar para eles mesmos trabalharem (Soflusa, Transtejo, Carris, Metro, CP, STCP, TAP, etc., etc., etc.), ou cujos prejuízos para a economia nacional fossem por demais evidentes (estivadores dos portos Nacionais), também fizessem greve, nem que fosse por solidariedade.

Era ver se as greves grassavam da mesma forma por esse País fora.
Para quem não sabe ou anda distraído, algumas das funções dos Recursos Humanos são:
– Preparar os dados para o processamento informático dos vencimentos;
– Processar os documentos relativos às horas extraordinárias, despesas de deslocação e ajudas de custo;

Fim dos títulos monomodais STCP

Ex.mo Senhor Ministro da Economia e do Emprego:

A 23 de Janeiro do corrente ano, V.Exa. assinou, conjuntamente com um representante do seu colega das Finanças, um despacho conjunto que trouxe, em geral, um brutal aumento dos preços nos transportes colectivos. A 1 de Janeiro próximo, terá lugar o último e mais dramático episódio dessa lamentável novela, com o fim dos títulos monomodais em diversas empresas. Quero referir aquela que me afecta: a STCP.
Sou actualmente detentor de um título de assinatura combinada CP/STCP; a esta última, por uma assinatura que me permite viajar em toda a rede STCP, pago presentemente 32,50 Euros; com o fim desse título, e para fazer apenas uma pequeníssima parte dos percursos que posso fazer hoje, passarei a pagar 56,00 Euros – se V.Exa. não determinar outro aumento geral.

Com o que pago no comboio (54,05 Euros), em Janeiro conhecerei um aumento superior a cem por cento no custo dos transportes, em apenas cinco anos!

V.Exa. não podia decidir, para a área metropolitana do Porto, o que decidiu para a área metropolitana de Lisboa, porque são realidades muito diversas. Desde logo porque no Porto as zonas Andante são um verdadeiro quebra-cabeças, um disparate e um ROUBO: por menos de três quilómetros pagam-se três zonas Andante, ou seja, trinta e seis euros por mês!
Repare V.Exa. que o brutal aumento do custo da minha assinatura coincidirá com uma drástica redução da oferta nas linhas que uso diariamente, conforme hoje mesmo foi noticiado. Gasto diariamente três horas a chegar e regressar do trabalho, a pouco mais de 20 Kms de casa! E poderia demorar menos de metade, gastando menos, se o Estado cumprisse a promessa feita na altura do desmantelamento da linha ferroviária, construindo os 15 kms de carril que faltam (que o canal já lá está) para ligar o Metro do ISMAI à estação ferroviária da Trofa.

São já conhecidos dados sobre a irreflectida medida de acabar com as assinaturas dos reformados e pensionistas: a STCP viu as suas receitas diminuírem, porque muitos cidadãos nessa condição abandonaram a assinatura. Com a nova medida, a STCP perderá ainda mais receita; mas algumas empresas privadas muito lucrarão com isso!

E até sei, senhor ministro, quem é que, de entre os barões do partido que maioritariamente suporta o Governo, tem assento nos respectivos órgãos sociais…

V. Exa. está ainda a tempo de recuar, pelo menos até que o estúpido zonamento Andante seja revisto, de acordo com princípios básicos como o da proporcionalidade; V.Exa. está ainda a tempo de não infernizar completamente a vida de quem trabalha, subtraindo-lhe mais uma grossa fatia dos seus magros rendimentos, a somar à devastação fiscal que aí vem.

Cumprimentos,

Carlos de Sá
Vila Nova de Famalicão

O Sr Arménio Acusa o Governo de Usar a Polícia de Choque para Intimidar os Grevistas

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(video antigo)
Terá o sr Arménio razão nas suas acusações?
Para que servem e a quem servem os piquetes de greve?
E haverá quem não adira à greve? A que custo?
Que pensam as pessoas nas ruas?
A GREVE NA EUROPA
Tumultos por todo o mundo grevista.

Andas a desiludir-me, Álvaro

Ó ÁLVARO EU ATÉ GOSTAVA UM BOCADINHO DE TI, HOMEM!.

Das desilusões que a nível geral me tens provocado, talvez que por falta dos meios que não tens para gerir convenientemente tão grande Ministério, não vou falar agora.

Foste para mim, uma lufada de ar fresco na habitual politiquice Nacional, com aquela coisa de “chamem-me Álvaro, que eu gosto”.

Não é que eu entenda que os gajos todos te devam chamar assim, afinal sempre és Ministro e mereces um bocadinho de respeito, mas nós, os que em ti votamos e acreditamos (sim, que embora ninguém soubesse que irias ser tu o eleito na altura das votações, os votos devem ser-te extensivos à posteriori) podemos e devemos tratar-te como assim o queres. Somos uma espécie de amigos do peito. Os outros que te tratem por Senhor Ministro.

Mas hoje, Álvaro, meu amigo, fiquei a saber que tens desrespeitado os meus outros amigos e conterrâneos, e porque para além de amigos como tu, são conterrâneos, passam à tua frente, como facilmente entenderás. E, diga-se em abono da verdade, fiquei um bocadito aborrecido contigo. Fiquei sim, fiquei! [Read more…]