Rui Rio a querer levar a água ao seu moinho


Apontou a segurança social como exemplo de direito não sustentável. Se é um direito, pode ser recusado? E o buraco da banca, foi um direito? Quanta insustentabilidade não se resume a pagar a factura do BPN, do BES e do BANIF?

Se esta sopa requentada, impregnada de discurso sobre viver acima das possibilidades, é a alternativa a Passos Coelho, então muito obrigado, mas já tivemos que chegue para uma congestão.

Rui Rio, supõe-se, não é parvo, pelo que estará consciente das críticas que afirmações destas lhe trazem. Sobra, portanto, a intencionalidade das palavras, uma espécie de declaração dirigida, não aos eleitores, mas sim àqueles que podem mexer os cordões para o fazer chegar ao poder. Esses mesmos que ganharam com a política pafiosa de empobrecimento do país. Uma proclamação simples, na qual se lê nas entrelinhas “o Passos está em queda, mas podem apoiar-me sem risco, que eu continuarei a obra.” O discurso para os eleitores virá depois, devidamente polido, como no lobo vestido de cordeiro.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Quando Sócrates perdeu as eleições, a direita somados os votos válidos expressos nas urnas teve cerca de 50% do eleitorado.
    A maioria das pessoas sabiam que vinham aí tempos difíceis, o que, aliás, já tinham começado nos oito meses anteriores.
    Mas quiseram uma mudança de governo, convencidos das promessas eleitorais de então, e de uma mudança de paradigma na governação.
    O que aconteceu a seguir, escuso de repetir o que toda a gente sabe.
    Se a direita tivesse feito nessa altura uma governação como a que no presente está a acontecer, eles são os próprios a dizer que afinal a Geringonça não acabou com a austeridade, o que até é verdade, talvez Passos Coelho ainda estivesse no Poder.
    A Geringonça não faz, nem nunca fará milagres, porque a realidade dos números é incontornável. Mas talvez faça uma melhor redistribuição dos sacrifícios por zonas onde Passos Coelho nunca teve coragem de o fazer. E isso, só isso já faz toda a diferença.
    Podem encharcar as pessoas com todas aquelas balelas, de análises económicas a entrevistas, que diariamente uma imensidão de jornais traz nas suas páginas, que o Português não é estúpido.
    A razão do seu rancor com esta esquerda pragmática que não se quer deixar amedrontar com as ameaças da UE, mas também sabe que estamos entre a espada e a parede, tem levado a direita ao desespero.
    Á segunda dizem que não há investimento, como se o investimento fosse uma coisa de plantar na horta. Á terça dizem que as exportações não crescem, como se pudéssemos apontar uma pistola a alguém, e obrigá-los a comprar. Á quarta dizem que os impostos estão cada vez mais altos. Como se eles tivessem alguma moral para falar. Na realidade estão mais altos, mas não é para os mesmos. À quinta temos de fazer a Reforma da Segurança Social, mas só se for a que eles preconizam. Á sexta o défice baixou, mas ficou acima um cagagésimo.
    Rui Rio pode e deve candidatar-se. Se conseguir convencer os portugueses das suas boas intenções, quem sou eu para os proibir de o escolherem.
    Mas que, gato escaldado de água fria tem medo, lá isso tem!

  2. Chegou a hora da desforra. Passos Coelho, refém de um PSD autofágico está cada vez mais a tornar-se numa presa de um autêntico vendedor de ilusões com tiques salazarentos chamado Rui Rio.

  3. Nightwish says:

    O Rio esqueceu-se de que a direita ganhou eleições a dizer exactamente o contrário.
    De resto, não faço ideia de que direitos fala, já que este governo não deu nenhuns, ao contrário do anterior.

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