Quem for funcionário público ponha o dedo no ar!

No final do ano lectivo passado, António Costa declarou que as reivindicações dos professores custariam 600 milhões de euros aos cofres do Estado. Passado algum tempo, os sindicatos dos professores e o Ministério da Educação concordaram em criar uma comissão para se apurar exactamente quanto custariam as reivindicações dos professores. A verdade é António Costa e o Ministério da Educação sabem e não querem pagar ou não sabem e não querem pagar. Na verdade, não querem saber. Do colaboracionismo dos sindicatos e da maioria dos professores poderemos falar para a semana, quando o folclore da luta for retomado.

A propósito de (des)informações, comparem-se os títulos das notícias com direito a ligação, que não queremos que vos falte nada:

Percentagem de funcionários públicos em Portugal é das menores da EU (Julho de 2018)

Existem 675.320 funcionários públicos em Portugal. Número aumentou no 2.º trimestre (Agosto de 2018)

Quantos funcionários públicos há? Finanças não sabem, nem quanto ganham (Setembro de 2018)

Sabemos, não sabemos, temos a mais, temos a menos, não fazem nenhum, são fundamentais. Estou um pouco confuso!

Saiu-lhes o tiro pela culatra 

Lendo o artigo fico com a seguinte interpretação. O PSD lembrou-se de tiar uma carta da manga para fazer política: propor que a UTAO avaliasse o custo da solução escolhida para o Novo Banco. Como para chico-esperto, chico-esperto e meio, os partidos que suportam o governo avançaram que seria de avaliar o custo das alternativas. Ao que o PSD  concordou, até que ficou claro que estes estudos teriam que ser simultâneos. Lá se ia a janela temporal para fazer demagogia. Gorada a intenção, resolveu o deputado Leitão vir para a comunicação social fazer o teatro que estava guardado para mais tarde. É o que se arranja. É claro que se passou uma borracha sobre a palhaçada, essa sim digna de ditadura, que teve lugar em sede própria. 

Ainda não perceberam a figura ridícula que fazem?

desafio

Desafio é coisa de criançada ou, usando o termo técnico apropriado, de putos.

“Nhã, nhã, nhã, nhã, não és capaz, nhã, nhã, nhã. E agora embrulha, que já levas, nhã, nhã, nhã.”

Se bem que, com cartas de amor, ainda vai haver ciumeira no casamento.

“Vou Leiloar a Minha Virgindade”

grande-palhaco“Sou uma virgem ofendida”

Valter Lemos: o circo é o pão

Valter Lemos, folgazão emérito e cultor do pensamento positivo, congratula-se com a estabilização dos números do desemprego. A constante boa disposição manifestada pelo Secretário de Estado do Emprego valeu-lhe convites para comentar a situação na Líbia, tendo o incurável pândego garantido que a mortandade é má, mas tem tendência a não aumentar, “especialmente porque, quantos mais morrem menos há para morrer.” acrescentou.

Ana Jorge, a Ministra da Saúde, também terá pedido ao jovial governante que passe pelas enfermarias dos politraumatizados a fim de os animar com as suas larachas e o chistoso político não se fez de rogado, tentando demonstrar-lhes que tiveram muita sorte em não partir a falangeta que lhes sobrou dos acidentes de mota. Infelizmente, um doente mal-humorado, tentou morder o prazenteiro e incompreendido estadista: “Só não lhe dei uma cabeçada porque tive um traumatismo craniano.”

O bem-disposto penamacorense ainda chegou a pedir ao Primeiro-Ministro que lhe fosse fornecido um nariz vermelho, mas José Sócrates ter-lhe-á dito que Mário Lino tinha ficado com o último.

Metas na Educação – que dizem sindicatos e esquerda ao zurrar do educonomês?

As escolas continuam sob bombardeamento, com ameaças como a do corte do desporto escolar, por exemplo. Uma das bombas mais recentes caiu sob a forma da obrigatoriedade de definir quantitativamente metas, de acordo com esta emanação pestilenta do educonomês, a nova linguagem que domina a Educação e que consegue juntar o pior do eduquês ao mais horrível do economês, sempre em prejuízo dos alunos. Para os que vivem afastados do mundo do ensino, fiquem a saber que, graças ao Programa Educação 2015, as escolas são obrigadas a definir, até 2015, e por ano lectivo, a percentagem de sucesso a alcançar nos exames nacionais ou as taxas de abandono, por exemplo. [Read more…]

Os identificadores para as SCUT são desnecessários

Há condutores que ainda não receberam o identificador para as SCUT, pedido e pago em Outubro, o que não os tem impedido de usufruir das benesses previstas, uma vez que a matrícula já está registada no sistema. Este facto conduz à conclusão de que os referidos identificadores não são necessários, sendo, portanto, incompreensível o pagamento dos mesmos, quando um simples registo da matrícula teria sido suficiente.

Este facto constitui mais uma imoralidade, uma vez que os utentes foram obrigados a realizar uma despesa desnecessária, proporcionando ao Estado mais uma receita. Mais um momento de absurdo, e, eventualmente, de ilegalidade, a juntar aos disparates associados a outros tipos de pagamento e à injustiça de impor cobranças nestas estradas, como já se pôde verificar aqui.