Schäuble, o desavergonhado


Depois dos sucessivos ataques soezes a Portugal, tais como aqueles depois do governo que não era da sua eleição ter tomado posse, quando Schäuble precisava de desviar as atenções do Deutsche Bank e sugeriu por duas vezes que Portugal precisava de um novo resgate, é preciso ter uma lata descomunal para usar o caso português como referência para o seu suposto sucesso pessoal.

Já agora, atente-se na fotografia. O autor captou aquele momento que revela a relação de poder entre aquele que puxa os cordéis e o seu o testa de ferro.

Tadinho

PS: DJ B., não vás a Torremolinos. Nem ao Red Light District da tua Amesterdão.

Sul


Entretanto, Carlos Fino lançou uma petição.

Como é que se chama quem critica sem se sujeitar à crítica? 

Chama-se com milho.

Dijsselbloem recusa ir ao Parlamento Europeu depois de declarações polémicas.

Paradoxo da tangência

Varoufakis ressuscitado pelo PPE.

Uma besta é uma besta

O Partido Popular Europeu pediu hoje a demissão do presidente do Eurogrupo, na sequência das declarações racistas que proferiu recentemente.

É pena que tenha sido o PPE a fazê-lo e que o Partido Socialista Europeu, família à qual pertence o político holandês, se tenha limitado a declarações de escândalo e demarcação, sem exigir a sua saída. Não é assim que se faz. O espírito de seita não pode sobrepor-se aos mínimos da decência e uma besta é uma besta, mesmo que seja nosso primo.

Notas sobre a ascensão do Protestantismo

A palavra Protestante tem origem no Latim, vem de Protestas, e significa atestar diante de todos. O Protestante é aquele que recusa a autoridade absoluta de qualquer Ser ou entidade, seja a Igreja, a hierarquia eclesiástica, ou mesmo a Bíblia.

A designação apareceu em 1529, na dieta de Espira, do Sacro Império Romano Germânico, quando cinco Príncipes e catorze cidades da Alemanha Imperial, incluíndo Estrasburgo, protestaram contra Carlos V, cuja intenção era revogar concessões feitas anteriormente, em 1526, repondo a hierarquia e o culto romano na Igreja. Os membros luteranos da dieta, temendo o fim do movimento entretanto iniciado, protestaram contra as medidas adoptadas, apelando em favor da sua reversão ao Imperador. É nesse momento que tem início o Protestantismo.

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Parlamento aprovou votos de condenação contra Dijsselbloem

Hoje, o plenário do Parlamento português aprovou votos de condenação, apresentados por todas as bancadas, às declarações racistas de Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo. Nenhum desses votos, tanto quanto se saiba, faz referência a um dos mais marcantes legados cívicos e humanos dos Bóeres, compatriotas do senhor Dijsselbloem: o Apartheid.

Ainda bem. Queremos uma Europa unida, a viver em paz, harmonia e austeridade.

Peta

Se Dijsselbloem tivesse sido visto a maltratar um cão já não seria presidente do Eurogrupo.

Schnaps und Frauen & Wine, Women An’ Song

Als Sozialdemokrat halte ich Solidarität für äußerst wichtig. Aber wer sie einfordert, hat auch Pflichten. Ich kann nicht mein ganzes Geld für Schnaps und Frauen ausgeben und anschließend Sie um Ihre Unterstützung bitten.

— Jeroen Dijsselbloem

…como, por exemplo, faz o Jonas: a vir atrás, a segurar, a tabelar, a entrar, com o outro [ponta-de-lança] lá metido e com os extremos abertos, ou os extremos a vir dentro e os laterais a subir.

— Rodolfo Reis, 19/3/2017

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O caniche de Schäuble

Aquilo que está em causa nas declarações do Presidente do Eurogrupo não é apenas uma ofensa ao Estado Português. Essas declarações, de teor racista, são não só a confirmação da Lenda Negra sobre Portugal e o sul da Europa, mas a reafirmação da natureza punitiva do Programa de Ajustamento a que o nosso país tem vindo a ser sujeito. Essa punição tem na origem os altos princípios civilizacionais da agiotagem e da pirataria, que tão bem caracterizam historicamente os países ricos da Europa central, mas também um preconceito rácico, mais exactamente fascista, que vem tornar evidente o que está na base das transformações políticas que o mundo ocidental tem sofrido, designadamente as que vêm reforçando o suporte popular aos movimentos da extrema direita xenófoba.

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Binho Berde

João Coutinhas

O nome é o segundo mais difícil de pronunciar, logo a seguir ao vulcão da Islândia.
E, como este, tem periodicamente umas ejaculações infectas, que contaminam a velha Europa mas que acabam por se dissipar com o vento suão.
Por aqui, estamos a tentar poupar para ir beber um copo, ao fim de semana, com as nossas mulheres, que no resto do tempo estamos ocupados a construir conhecimento, a empreender tecnologias de ponta, a fazer os melhores têxteis e sapatos do mundo, entre outras coisas.
E sobretudo a amar. A amar também o nosso país (sim, temos mesmo um país!), embora perturbados pelo que nos impuseram relações ‘extra-conjugais’, cozinhadas nas panelas fundidas mais a norte. Compreendemos Jerrorrejdfdijhvchem que estejas preocupado com a panela, mas acalma-te filho… vai dar uma volta, ver as montras, beber uma genebra.

As economias do sul europeu salvaram as do norte

Quando a crise do sub-prime estava no auge e a estratégia europeia foi despejar dinheiro na economia, Portugal colaborou abrindo cordões à bolsa. Foi coroado com a maior dívida pública de sempre, que continua a aumentar, e com a terceira intervenção financeira no país.

Sócrates podia ter recusado seguir o plano mas tinha uma eleição para ganhar. E a Alemanha e seus satélites podiam ter travado o suicídio mas precisavam de manter o mercado das suas empresas.

A evidência deste enunciado está no superavit da Alemanha, por exemplo. Que contraria, sem consequência, as preciosas regras europeias.

Quando Dijsselbloem, o pau mandado de Schäuble, ontem vociferou aquele absurdo, mais um, e hoje o reafirmou, como pseudo-defesa, ignorou este contexto. Não porque o desconheça mas, certamente, porque precisa de reafirmar o seu lugar perante o directório europeu,  agora que o seu partido levou uma razia eleitoral. Em resumo, um caso de apego ao conforto financeiro que uma prateleira dourada com estrelinhas azuis traz.

Ou, ainda mais sumariamente, o retrato de um cretino.

O jardim das delícias

Um dos mais belos e importantes exemplares da Pintura holandesa.

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Bosch é bom.

O vinho, as mulheres e o coiso

A metafísica é coisa complicada, pelo convém respirar fundo – e talvez beber um copo – para nos aventurarmos nas suas profundezas. É que a tese de Jeron Dijsselbloem segundo a qual os habitantes dos países do Sul – nós, portanto – andam de mão estendida à caridade dos povos superiores do Norte por estoirarem a massa toda em mulheres e vinho, levanta sérias perplexidades. É que “os do Sul” só podem ser, por razões que decorrem da mais elementar e hermenêutica, os homens, os varões. Isto porque andam a gastar dinheiro em vinho e mulheres. Para o Coiso, eles são o sujeito, elas e o tintol o objecto. Ora, sendo assim, fica-me a dúvida: o que andam a fazer as nossas compatriotas além de serem objecto da nossa meridional lascívia? Será que elas são ontologicamente diferentes, quiçá superiores a nós? Na verdade, lá dizia lord Byron que, entre os portugueses, as mulheres pareciam pertencer a uma espécie diferente dos homens, já que elas eram bonitas e eles feios. Claro que não se pode excluir a hipótese de algumas delas andarem também a beber uns copos e a gastar numerário com outras mulheres, que isto ou há igualdade ou comem – e bebem…- todos. Mas persiste a dúvida que nos atormente a alma: será que o ranhoso flamengo pensa que o mal é só dos homens sulistas e se propõe resgatar as respectivas mulheres das suas latinas garras? É que sabemos bem o que significa para esta corja “resgatar”.

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Dijsselbloem desapontado com cancelamento de sanções, dizem os jornais

Dijsselbloem desapontado

Este sujeito com cara de gato capado com óculos, é um inimigo declarado do povo português. É para o lado que dormimos melhor, mas sempre é bom que as pessoas lhe fixem a fuça para o caso de ele um dia poder armar em “amigo”. Nem a banhos na Manta Rota o queremos em terra portuguesa. É poluente.

Diz o roto para o nu

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Dijsselbloem diz à Comissão para “dar mais atenção à sua credibilidade”

Mestrado falso obriga presidente do Eurogrupo a corrigir currículo

Eis mais um exemplo da neo-ditadura, de burocratas sem representação democrática a mandar bitaites.

Euro sodomia

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O infatigável César das Neves anda muito preocupado com a sodomia. E tem razão. Nesta imagem podemos observar o momento pós-coito anal que Varoufakis, ministro grego, aplicou a Dijsselbloem, burocrata profissional, ainda cambaleante.

Não se faz, pelo menos em público.

Detalhes em vídeo (com imagens de sexo explícito): [Read more…]

Zona Euro está bem, Portugal também

O primeiro segmento deste texto parece contraditório em relação ao título, mas a razão ficará demonstrada ‘à posteriori’.

Comecemos pela parte negativa. O alemão Wolfgang Munchau, residente no Reino Unido e editor do ‘Financial Times’, afirmou ao ‘Expresso’:

Portugal vai precisar de um segundo resgate

Negando o acesso fácil de Portugal aos mercados – ponto de vista oposto ao de Gaspar e da ‘troika’ – Munchau prognostica para o nosso País um nível significativo de incumprimento da dívida, negociado ou não.

Sucede que Munchau e a mulher, Susanne Mundschenk, são fundadores do blogue Eurointelligence. Publicou, com sarcasmo, o ‘post’ intitulado ‘All is well in the eurozone’ (Tudo está bem na Zona Euro), a seguir traduzido:

Num texto ‘op-ed’ no New York Times, celebrando a capacidade de resolução de problemas da zona do euro, o presidente do Eurogrupo Dijsselbloem, o comissário Rehn, O conselheiro do BCE Asmusen, Regling do FEEF e Hoyer do BEI dizem que a evidência é clara e que a resposta política à crise é reequilibrar a economia e garantir a integridade do Euro. Eles explicam que a crise do Euro é a consequência da ‘falta de reforma’ do passado, levando a um acumular de desequilíbrios macroeconómicos e orçamentais que a UE está a trabalhar duramente para corrigir. A falta de uma união bancária é igualmente mencionada como uma falha de projecto estrutural, que também está a ser tratada. O ‘sério desafio social’ do ‘desemprego inaceitavelmente elevado’ é um lamentável custo das reformas necessárias, mas o BEI está expandir os seus empréstimos para solucioná-lo. O artigo também explica que as políticas do BCE não convencionais têm resolvido com sucesso a fragmentação dos mercados financeiros. [Read more…]

Eurogrupo: conjunto de imbecis às ordens de Schäuble e participado por Gaspar

De Manuela Ferreira Leite a Paul de Grauwe, passando por Paul Krugman e outros académicos e especialistas, há um numeroso grupo de economistas que se pronunciou, em uníssono, pela contestação  da medida imposta a Chipre e sua generalização de confiscar depósitos bancários em situação de resgate financeiro de qualquer País da Zona Euro que, no futuro, venha a recorrer à tóxica ajuda da ‘troika’ – depósitos superiores a 100.000 euros, entenda-se.

A generalização da medida foi anunciada por Jeroen Dijsselbloem, o holandês agora presidente do Eurogrupo, eleito para a função; segundo o suplemento económico do ‘Expresso’ (pg. 5), os critérios de selecção foram os seguintes:

Foi escolhido não pela sua experiência política e económica mas por ser um guardião das ideias mais ortodoxas do norte da Europa relativamente ao sul.

Esta frase não se limita a definir o mandarete holandês. Caracteriza claramente a subserviência à Alemanha – personalizada em Schäuble – a que o belga Paul da Grauwe, Prof. da ‘London School of Economics’, no mesmo suplemento (pg. 9) se refere nos seguintes termos:

[…] A Alemanha nunca aceitaria que os seus bancos fossem tratados como os bancos cipriotas foram. E usam o dinheiro dos contribuintes se necessário. [Read more…]