Mário Centeno, o Cristiano Ronaldo de Wolfgang Schäuble

Fotografia: Getty Images via Sábado

Se dúvidas restassem, todas se dissiparam ontem. O Bruno resumiu bem a coisa:

Mário Centeno caucionou os 5 anos de governo Passos Coelho, Vítor Gaspar e Maria Albuquerque.

E foi exactamente isso que aconteceu. Centeno teve a sua oportunidade, e usou-a para mostrar ao país e à Europa where his allegiance lies. Centeno, como grande parte do baronato socialista, vive bem com esta Europa ao serviço dos grandes negócios. E as várias fases do so-called resgate grego, bem como as manobras de terrorismo financeiro que o antecederam, foram um grande negócio para muita gente. Excepto para a Grécia. [Read more…]

A primeira medida de Mário Centeno como líder do Eurogrupo

Pedir 2 bilhetes a Nasser Al-Khelaïfi para o PSG – Dijon do dia 17 de Janeiro. Afinal, o homem vê futebol há 45 anos.

Meu Deus.

O senhor Ministro das Finanças:

Centemo-nos

A nomeação de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo é não só uma vitória de Portugal, mas uma bela lição ao arrogante holandês Dijsselbloem. É que o salário mínimo em Portugal vai subir para os 580 euros, enquanto na Holanda são apenas 1580.

Como diria o outro: carrega Centeno!

Não é que me importe muito com isso…

… mas estar Centeno à frente do Eurogrupo tem a enorme graça de ver, novamente, o alcoviteiro Marques Mendes enganar-se redondamente. Nada de novo. Não aconteceu uma nem duas vezes. A parte que realmente espanta, ou nem por isso, é assistir à correia de transmissão pegar nas patralhas do gandanóia e delas fazer notícia. É o que tem religiosamente acontecido às segundas-feiras no Diário de Notícias e em mais alguns que, depois, re-noticiam a não notícia.

Ah e tal, o jornalismo está em queda, queixam-se os jornaleiros. O facto é que, para mim, presentemente não há um único jornal nacional que mereça a moeda de euro e mais uns cobres para o comprar. Será defeito meu, certamente.

Pós-Geringonça

A partir da nomeação de Centeno para a presidência do Eurogrupo, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista passam, na verdade, a negociar com a Alemanha.

Um capitalista também chora

O presidente executivo da Impresa, Francisco Pedro Balsemão, parece não estar conformado com o negócio que envolve a Altice e a TVI, duas empresas privadas, pelo que exige ao Estado que intervenha no sentido de impedir a venda da estação de televisão ao grupo que também já comprou a PT.

Um dos mais importantes e bem sucedidos representantes do Capitalismo português, em vez de agir como um capitalista e fazer uma oferta de valor superior pelo negócio – afinal, isso é que é a livre concorrência – decide ir chorar para os ombros do Estado, o monstro marinho que uma vezes é um empecilho ao livre funcionamento do mercado, outras um pai protector que vem ralhar aos outros meninos que jogam melhor à bola.  Assim qualquer um pode ser empresário.

Bom, não é bem qualquer um. É alguém que consegue misturar na mesma notícia a eleição para a presidência do Eurogrupo e a Legionella.

Feicebuque Sic Notícias

Prestígio não paga dívidas

Fotografia: Francois Lenoir/Reuters@Dinheiro Vivo

A cada vez mais provável escolha de Mário Centeno para liderar o Eurogrupo tem coisas fantásticas, entre elas a oportunidade de expor o ridículo absoluto a que desceu a propaganda bafienta da direita PàF, desta feita protagonizada pelo jornalismo desonesto e faccioso de pasquins como o Sol, que no final de 2016 noticiou a saída de Centeno do governo no início do ano que agora chega ao fim, por opiniões que contam quando se é adepto da degustação de gelados com a parte da cara compreendida entre os olhos e a raiz dos cabelos e pelo Fórum para a Profetização de Desgraças e Invocação de Demónios. [Read more…]

Presidência Portuguesa do Eurogrupo

A candidatura de Mário Centeno à Presidência do Eurogrupo tem suscitado diversas interrogações, manifestações de apoio e algumas de repúdio. Apartando-me dos apoios e repúdios de famílias partidárias por pouco interessantes, detenho-me sobre algumas interrogações que me parecem estranhas.
Desde logo, a de saber se Centeno terá ou não tempo para assumir essa presidência e continuar a assegurar as suas funções como Ministro das Finanças de Portugal. Não sei como não haveria de ter tempo para desempenhar, em simultâneo, as funções que outros assumiram antes, para mais com a equipa de qualidade que Centeno diz ter constituído no seu Ministério.
eurogrupo
Outros questionam-se se Mário Centeno estará habilitado com a experiência necessária para o cargo a que se candidata. Parece-me uma questão que não faz sentido, uma vez que se trata de alguém academicamente habilitado e com a experiência que estes dois anos de governação e negociação com o Eurogrupo e Bruxelas lhe granjearam, sempre com sucesso.
As interrogações [Read more…]

A “opinião que conta” para quem gosta de comer gelados com a testa

Video: Luís Vargas@Geringonça

Obrigado, Marques Mendes. Nunca mudes!

O FMI não está a pedir mais austeridade à Grécia

É dito aqui. Mas não sei se o Eurogrupo não estará.

O triunfo dos porcos

TdP

É oficial: a hecatombe governativa a que PSD/CDS-PP nos sujeitaram atingiu o zénite e foi punida no Ecofin, que acaba de aprovar a abertura do procedimento que poderá levar às sanções defendidas pela Comissão Europeia, liderada pelo amigo da direita incompetente que por cá temos e que, como qualquer terrorista liberal que se preze, se bate pela promoção da evasão fiscal e outros tipos de gatunagem legal.

Tenha cuidado: uma série de palermas, fundamentalistas, terroristas financeiros e restante seita, deliberadamente ou apenas por serem parvos, vão tentar convencê-lo de que o que está a acontecer é fruto da acção do actual governo, o que em teoria é tão verdade como as cores do equipamento do Benfica serem o azul e o branco. Na prática fará algum sentido na medida em que o facto do actual governo não sentar, rebolar e dar a pata aos ayatollas de Bruxelas como o anterior teve como consequência uma manobra mediática absolutamente desonesta e demagógica, que responsabiliza António Costa pela porcaria feita por Passos Coelho e restantes compinchas além-Troika. Contudo, importa reforçar para quem ainda esteja sobre o efeito da propaganda neonacional-socialista, as sanções dizem respeito aos valores do défice de 2015, durante o qual a clique do Portugal à Frente repetiu a façanha do incumprimento. Importa também referir que, tal como Portugal e Espanha, os dois únicos e inéditos potenciais sancionados, também a Croácia, a Grécia, o Reino Unido e a França violaram as metas estabelecidas. Mas nesta espécie de união com “u” minúsculo, impera a iniquidade. Dois pesos, duas medidas.

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Manifesto do DiEM25 – Em Português

Nota: O Manifesto do DiEM25 (Democracy in Europe Movement – Moviemento para a Democracia na Europa) foi apresentado dia 9 de Fevereiro em Berlim por Yannis Varoufakis e contou com a participação de vários convidados Europeus e extra-Europeus. Nesse mesmo dia foi também publicado online o manifesto do movimento. Visto que a página oficial do movimento não conta com uma tradução em Português, o Aventar decidiu traduzir a versão mais longa e publicá-la no blogue. Segundo o próprio site, o DiEM25 conta já com o apoio de 10.757 pessoas desde a data de lançamento.

O manifesto inclui não só críticas à actual estrutura da União Europeia mas também uma série de propostas que visam democratizar a UE. Esta é a primeira tradução integral do documento.

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As eleições Gregas e o futuro da Europa

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Os tweets desta noite de Jeroen Dijsselbloem demonstram a abertura para o Eurogrupo continuar a trabalhar conjuntamente com Alexis Tsipras a implementação das reformas fundamentais para o futuro da Grécia.

Sinais muito importantes para o futuro da Europa.

Paris é o destino final da troika

«O Grexit é usado para gerar o medo necessário para forçar Paris, Roma e Madrid a aceitar. O plano de Schaüble é pôr a troika em todo o lado, mas sobretudo em… Paris! Paris é o grande prémio.» Yanis Varoufakis [Fonte: Libération]

Eles comem tudo e não deixam nada

Le monde

Para além do domínio absoluto que vai cimentando sobre esta cada vez mais frágil União Europeia em eminente risco de desintegração, com direito a uns quantos gatinhos que se vão roçando freneticamente nas suas pernas, ronronando para si o conseguimento de soluções para o problema grego, os senhores do Reich querem sempre mais. Como se a destruição que os seus antecessores causaram no continente, os calotes que deixaram por pagar e o lucro que o seu país está a ter com esta crise não fosse já suficiente, existe quem, no seio do governo de Angela Merkel, esteja a procurar facturar de formas tão hábeis quanto descaradas. O Jorge já falou sobre o assunto mas não resisti e pegar-lhe de novo porque isto é daquelas coisas que deve ser esmiuçada até à exaustão.

Então não é que o fanático moralista do Schäuble e o seu comparsa governamental tentaram literalmente pôr a mão em 50 mil milhões de euros em activos da Grécia com o alto patrocínio de umas quantas marionetas do Eurogrupo? É verdade. Schäuble e Sigmar Gabriel são respectivamente chairman e vice-chairman do banco alemão KfW, que por sua vez controla o Instituto do Luxemburgo para o Crescimento, onde o Eurogrupo exigiu que fossem colocados 50 mil milhões de euros em activos detidos pelos contribuintes gregos para iniciar conversações para o terceiro resgate.

Felizmente, a coisa parece ter sido revertida. Seria o cúmulo da pirataria, depois de tudo o que se tem passado ao longo destes meses, se estes Barbas Negras tivessem efectivamente açambarcado mais dinheiro dos contribuintes europeus para o gerirem a partir da Tortuga das maroscas fiscais. Já chegou o que nos roubaram.

Foto@Le Monde

Grécia: a Europa a brincar aos festivais da canção

Horas e horas de reunião. As divisões no seio dos ministros das Finanças da Zona Euro sobressaem depois da longa reunião do Eurogrupo. A Alemanha e a França apresentam-se em posições divergentes, com Paris a apoiar Atenas e a rejeitar de forma veemente um eventual Grexit. Itália e Finlândia sobressaem também: Roma deu um murro na mesa para que se chegue a acordo, enquanto que Helsínquia promete inviabilizar um terceiro resgate e está já mandatada para negociar a saída da Grécia do euro. A reunião é retomada este domingo. [RTP]

France, dix points.
Deutschland, null Punkte.
Portugal, zero pontos.

Eis a europa que já foi Europa.

Grécia: o que o NÃO significa

O discurso de Tsipras ontem à nação grega. [em inglês]

“O Eurogrupo é um grupo informal que não está vinculado a Tratados ou a regras escritas”.

Jeroen Dijsselbloem, presidente do grupo informal.
Mais sobre como Varoufakis foi excluído da reunião de ontem, aqui.

Democracia na UE: a nota de rodapé que diz tudo

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O texto do comunicado do Eurogrupo (excluída a Grécia, que não foi chamada para a reunião), numa tradução muito rápida:

«Desde o acordo de 20 de Fevereiro de 2015, relativo à extensão do actual programa de assistência financeira, ocorreram intensas negociações entre as instituições e as autoridades gregas, com o objectivo de alcançar uma solução satisfatória para a referida extensão. Atendendo ao prolongado bloqueio nas negociações e à urgência da situação, as instituições apresentaram uma proposta exaustiva sobre a questão dos condicionalismos políticos, recorrendo à flexibilidade prevista no actual acordo.

Infelizmente, apesar dos esforços empreendidos em todos os planos e do total apoio do Eurogrupo, a proposta foi rejeitada pelas autoridades gregas, tendo estas últimas abandonado as negociações unilateralmente a 26 de Junho. O Eurogrupo sublinha as significativas transferências financeiras e o apoio acordado à Grécia ao longo dos últimos anos. O Eurogrupo esteve até ao último momento aberto a ponderar a continuação do apoio ao povo grego através da prossecução de um programa orientado para o crescimento.

O Eurogrupo toma nota da decisão do Governo grego de avançar com uma proposta de referendo, com data prevista para Domingo, 5 de Julho, ou seja, posterior à expiração do programa. O actual programa de assistência financeira à Grécia expira a 30 de Junho de 2015, o mesmo acontecendo com todos os acordos a ele relativos, incluindo a transferência pelos Estados-membros de títulos de dívida e activos financeiros líquidos.

As autoridades da zona euro estão preparadas para fazer o que for necessário para assegurar a estabilidade financeira da zona euro.»

Grécia/eurogrupo: fim de jogo

eurogrupo_grecia Numa clara retaliação ao anúncio do Governo grego de referendar mais austeridade para a Grécia, o Eurogrupo (sem unanimidade, naquela que será uma violação dos tratados europeus) anunciou a recusa de extensão do prazo para lá de dia 30 de Junho. Questionado sobre a hipótese de o povo grego dizer SIM a mais austeridade, Jeroen Dijsselbloem afirmou não reconhecer credibilidade ao actual Governo grego – todavia eleito pelo povo da Grécia, ao contrário das instituições que questionam a sua legitimidade. O comunicado do Eurogrupo aqui.

Estes gregos devem estar loucos

Sondagem GR

As sondagens, sabemos, valem o que valem. Ainda há poucos dias, a Universidade Católica revelou uma que coloca a coligação PSD/CDS-PP à frente do PS, o que levantou muitas dúvidas mas não lhe retirou legitimidade. Porém, foi o suficiente para que se começassem a ouvir discursos de vitória.

O Jornal da Tarde da RTP abriu com notícias sobre a Grécia e sobre a reunião do Eurogrupo de hoje. Rapidamente, o pivô da televisão pública deu voz aos gregos que, segundo o teleponto, pedem o afastamento de Alexis Tsipras das negociações, como forma de evitar mais humilhações do para o povo grego. Algo estranho se olharmos para a sondagem em cima levada a cabo há poucos dias pela Public Issue, que dá ao Syriza uns “modestos” 47,5% das intenções de voto, ou para as frequentes manifestações nas ruas de Atenas a favor do actual governo grego. Se isto não é ter o apoio do cidadãos, então já não devem restar muitos governos legítimos no Velho Continente. Já por cá, curiosamente, a vassalagem absoluta do bloco central aos ditames do FMI e dos oligarcas que governam a UE não parece granjear grandes resultados para os seus dirigentes. Juntos, PS, PSD e CDS-PP correspondem a 75% das intenções de votos, apenas 27,5% mais do que o Syriza consegue sozinho no seu país, isto apesar de contar com a oposição violenta da União Europeia em bloco. Estes gregos devem estar loucos.

Eurogrupo: a Grécia como desafio democrático

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O primeiro-ministro grego está debaixo de fogo e os canhões apontados à Grécia estão em Bruxelas, com o apoio dos governos português e espanhol. Tsipras disse que os gregos encontraram em Bruxelas um eixo de poder que tem um objectivo político muito claro: assegurar os resultados eleitorais que melhor servem os interesses dos partidos que têm partilhado o poder nos países onde haverá eleições este ano, e os dos seus parceiros de negócios.

Numa tentativa desesperada de defesa dos referidos interesses (que não são os dos povos, sabêmo-lo hoje, ao custo do nosso sofrimento e da indignidade das nossas vidas de cidadãos de países supostamente desenvolvidos e democráticos, mas onde cheira de novo a fascismo, naquela versão que a gente sabe), Mariano Rajoy disse que os ibéricos não são responsáveis «pelas frustrações dos radicais de esquerda» quando confrontados com a realidade dos factos. Como se a realidade fosse unicamente composta pelos factos que melhor servem os interesses de Rajoy. Já o Governo alemão, acusou Tsipras de ter cometido um erro que não é habitual, ao atacar os seus parceiros europeus, «algo que não se faz no eurogrupo», disse o Governo alemão. Isto está bonito.
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Os pompeus

Quando eu andava na escola primária, na primeira parte do século passado e em África, havia sempre em cada turma um Pompeu (ou uma Pompeia). Que vinha a ser um ser sisudo, penteadinho, que não se misturava nas brincadeiras do recreio, que mirava com olhos de detective todos e cada um, que denunciava e fazia queixinhas, e que sobre isto mal o professor perguntava quem sabe? se levantava logo de mão no ar. Oferecia-se para ir ao quadro, lambia os pés dos professores. Tinham estas qualidades todas, ninguém os suportava e, sempre que podíamos, enfiávamos uns bofetões naquelas caras estanhadas Ninguém os convidava para nada, nem na escola nem fora da escola. Eram tão excepcionais que nos ficaram na memória, como exemplo de lástima. Estou em crer que todos rezávamos para nunca termos um irmão Pompeu.

Pela vida fora ainda fui encontrando uns quantos Pompeus, incluindo na minha profissão. Sempre que tinha de lidar com eles, lá me vinha aquele desejo nascido na remota infância de lhes ir à fuça. Fiquei-me sempre pelo sensato conselho das terras ribatejanas: trela no lombo e campos da Golegã com eles. [Read more…]

Os pulhas

Corre no Twitter que a televisão estatal grega noticiou que Portugal e Espanha tentaram bloquear um acordo do Eurogrupo com a Grécia. Esperemos que seja só rumor.

Correspondência entre Atenas e Berlim

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A carta de Varoufakis a pedir mais seis meses de financiamento.
Schäuble diz que não.
[em Inglês]

O ultimato alemão

Conferência de imprensa de Yanis Varoufakis depois da reunião do Eurogrupo (16/02/2015). Em vez de se ler recortes criteriosamente seleccionados pela comunicação social, é de ouvir as declarações integrais do próprio (em inglês), bem como a sessão de perguntas e respostas.

Ouvir por exemplo que o governo grego estava pronto para assinar um documento de extensão do programa a troco de algumas condições, tais como não haver mais cortes das pensões mais baixas e não haver aumento do IVA durante esse prolongamento.  Mas esse documento foi retirado minutos antes da reunião do Eurogrupo começar, tendo sido trocado por uma versão anterior, da passada quarta-feira, no qual os gregos estavam a ser pressionados para assinar não uma extensão mas sim um novo programa, onde era pedido “alguma flexibilidade” nos cortes, sem explicitar.

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Eurogrupo abre os braços a Maria Luís Albuquerque

Os ilustres do Eurogrupo receberam Maria de braços abertos. Tantas vezes que a mulher tinha lá ido antes de ser Ministra das Finanças! Só pode haver uma das seguintes explicações para a euforia: ou foram cínicos antes, ou agora, ou antes e agora.

Eurogrupo – comentário de valor acrescentado

É justo e gratificante saber que o ‘Aventar’ é lido em vários cantos do mundo – o mérito, necessariamente partilhado, deve ser reconhecido a vários companheiros do blogue, esses sim, activos ‘aventadores’ que abordam com perspicácia vários temas de interesse geral ou, em outros casos, beneficiam de fértil imaginação que lhes permite ficcionar histórias que, bem vistas as coisas, reflectem episódios da vida real e colhem o natural proveito de vastas audiências – não é o meu caso, nem refiro nomes.

Ontem publiquei um ‘post’ sobre o sinistro Eurogrupo. Como habitualmente, recebi comentários diversos. Com o respeito devido a quem, em desacordo ou concordando, se referiu de forma civilizada ao conteúdo do ‘post’, permito-me destacar as palavras de um deles: o comentário feito por um português, residente algures na Europa, que escreveu exactamente o seguinte:

Há um pequeno detalhe que merece ser lembrado:

 O Art.º 63 do tratado da UE estabelece o princípio do livre-trânsito de pessoas e bens (financeiros) entre os Estados-membros:

«…On the basis of these provisions and of those liberalizing banking, stock-exchange and insurance services [see sections 6.6.1, 6.6.2 and 6.6.3], the EC/EU financial market has been completely liberalized since January 1, 1993. European businesses and individuals have access to the full range of options available in the Member States as regards banking services, mortgage loans, securities and insurance. They are able to choose what is best suited to their specific needs or requirements for their daily lives and for their professional activities in the large market…. » [Read more…]

Eurogrupo: conjunto de imbecis às ordens de Schäuble e participado por Gaspar

De Manuela Ferreira Leite a Paul de Grauwe, passando por Paul Krugman e outros académicos e especialistas, há um numeroso grupo de economistas que se pronunciou, em uníssono, pela contestação  da medida imposta a Chipre e sua generalização de confiscar depósitos bancários em situação de resgate financeiro de qualquer País da Zona Euro que, no futuro, venha a recorrer à tóxica ajuda da ‘troika’ – depósitos superiores a 100.000 euros, entenda-se.

A generalização da medida foi anunciada por Jeroen Dijsselbloem, o holandês agora presidente do Eurogrupo, eleito para a função; segundo o suplemento económico do ‘Expresso’ (pg. 5), os critérios de selecção foram os seguintes:

Foi escolhido não pela sua experiência política e económica mas por ser um guardião das ideias mais ortodoxas do norte da Europa relativamente ao sul.

Esta frase não se limita a definir o mandarete holandês. Caracteriza claramente a subserviência à Alemanha – personalizada em Schäuble – a que o belga Paul da Grauwe, Prof. da ‘London School of Economics’, no mesmo suplemento (pg. 9) se refere nos seguintes termos:

[…] A Alemanha nunca aceitaria que os seus bancos fossem tratados como os bancos cipriotas foram. E usam o dinheiro dos contribuintes se necessário. [Read more…]