Fernando Ulrich’s best off 2013

Fernando_UlrichEm defesa da minha honra, devo dizer que o meu inglês não é tão mau que não saiba distinguir “of” de “off” e é suficientemente bom para poder fazer este trocadilho com que pretendo afirmar que o melhor de (best of) Fernando Ulrich só poderá surgir quando estiver de fora (off) e o silêncio for a sua melhor opinião.

Sempre pronto a confirmar esta minha tese, Ulrich resolveu não se calar, mais uma vez, insistindo na explicação daquela que ficará conhecida nos anais da economia como a «teoria do “aguenta”», nascida do exemplo de Tomás Taveira – também a propósito de “anais” –, outro grande defensor da noção de que a dor alheia é sempre suportável, sobretudo se der prazer ao seu causador, tornando-se, então, fácil perceber qual a posição do contribuinte face ao sector bancário.

Ulrich deslocou-se, hoje, ao Parlamento e declarou-se uma pessoa sensível. O másculo banqueiro não esteve mal quando respondeu torto a João Galamba, porque, apesar de tudo, prefiro um reaccionário consistente a um pedaço de plasticina em forma de deputado. Na verdade, quem apoiou tão veementemente José Sócrates não tem lições de sensibilidade a dar a ninguém. Por outro lado, ao saber que Ulrich recebeu lições de sensibilidade em casa, na escola, na família e na Igreja Católica, fico espantado por ver que houve quatro instituições que falharam tão clamorosamente. [Read more…]

Agora que eu estava a ficar com saudades do exilado em Paris

Obrigado André Azevedo Alves. Passou-me num instantinho.

Carnaval em pleno Verão: há um certo PS a disfarçar-se de esquerda

Nesse tratado literário e sociológico intitulado Os Maias, há um episódio em que acompanhamos João da Ega numa visita à redacção do jornal A Tarde, um pasquim com muito de partidário e muito pouco de jornalístico. A dada altura, nesse antro de maledicência, o conde de Gouvarinho, membro do partido a que o jornal estava ligado, é criticado por um correligionário que chama “carola” ao dito Gouvarinho, que teria criticado, no parlamento, uma proposta para introduzir a “ginástica nos colégios”. Neves, o director do jornal, resolve, então, puxar dos galões e dar uma lição de pragmatismo:

– Carola! Vem-nos agora o menino gordo com carola!… o Gouvarinho carola! Está claro que tem toda a orientação moral do século, é um racionalista, um positivista… Mas a questão aqui é a réplica, a táctica parlamentar! Desde que o tipo da maioria vem de lá com a descoberta do trapézio, Gouvarinho amigo, ainda que fosse tão ateu como Renan, zás!, atira-lhe logo para cima com a cruz!… Isto é que a estratégia parlamentar! [Read more…]

Esquerda!?

Os deputados do Partido Socialista Pedro Nuno Santos, Ana Catarina Mendes, Sérgio Sousa Pinto, João Galamba, Isabel Moreira, Mário Ruivo, Maria Antónia Almeida Santos, Duarte Cordeiro e Pedro Alves, também fazem parte dos promotores do Congresso das Alternativas Democráticas.

Os ajustes directos de João Galamba

Não sei se é verdade ou não a notícia que vem hoje a público no «Correio da Manhã» acerca dos ajustes directos que foram entregues a João Galamba, actual deputado do PS.
Mas sei de uma coisa: ao contrário de outros, João Galamba dá uma explicação coerente aqui. Volto a não saber se é verdade ou mentira, mas, pelo menos, responde com dados concretos e não se refugia nas cabalas e nas campanhas negras. Merece, pois, o benefício da dúvida.
E eu sou o mais insuspeito para dizer isto.

A verdadeira resposta de João Galamba ao DN

O Luis Rainha cita um «post» de um outro blogue, no qual se diz que João Galamba, à pergunta «Alguma vez escreveu para o blog Câmara Corporativa?», terá respondido:
– «Não, nem consigo perceber a que propósito me dirige essa pergunta.»
Não foi assim, caríssimo Luís. Depois da consulta dos mails internos de um blogue extinto, o Aventar está em condições de revelar em primeira mão que a verdadeira resposta do futuro deputado João Galamba ao DN foi igual à que costuma ser quando não gosta de determinada afirmação:
– «Não, nem consigo perceber a que propósito me dirige essa pergunta, seu filho da puta!»

Portugal é mais corrupto do que a Itália – a propósito da polémica

 

Nos últimos dias, vai forte a polémica, dentro e fora do Aventar, acerca do último «post» que escrevi. Referia-me então ao arquivamento das escutas entre Armando Vara e José Sócrates, escutas essas que dois Magistrados da comarca do Baixo Vouga – um Juiz e um Procurador do Ministério Público – consideraram conter indícios de crime contra o Estado de Direito.

 Não fui eu que o disse, foram dois Magistrados independentes. Independentes porque não nomeados pelo poder político.

Não foi esse o entendimento do Procurador-Geral da República, um cargo que, como se sabe, não é, na prática, independente. Porque a sua nomeação, ao contrário dos outros Magistrados, depende do poder político: é nomeado pelo Presidente da República sob proposta do Governo. Da mesma forma, é também o Governo que pode propor ao Presidente da República a sua exoneração.

É por isso que, no que diz respeito ao conteúdo desse «post», não tiro uma vírgula – as instâncias superiores da Justiça protegem e defendem os titulares de cargos políticos e evitam que eles sejam chamados à barra do Tribunal.

Não faltam os exemplos. Sei que, como em todas as profissões, há os políticos sérios e os políticos desonestos. Mas então, como explicar que em todas as profissões haja desonestos que prestam contas à Justiça e na política não? É tudo gente séria…

Já quanto ao estilo, reconheço um certo exagero, fruto de ter escrito em cima do acontecimento. Que dizer? Olhem, que me inspirei num famoso «blogger» – que durante anos andou a chamar filho da puta a toda a gente e que, hoje em dia, é um garboso Deputado do Partido Socialista.

No meio de tudo isto, só tenho pena que a polémica tenha extravasado para a caixa de comentários de um outro «post», cujo objectivo era prestar uma sincera homenagem a Salgueiro Maia, o herói da Revolução de Abril e aquele que, se fosse vivo, estaria mutio desiludido com o estado a que isto chegou.

 

 

  

Cartazes eleitorais imaginários (João Galamba)*


O autor da fotomontagem (que deseja o anonimato, ao que me disse, devido à asfixia democrática que se vive no país) decidiu desta forma prestar uma homenagem sincera ao futuro Deputado da Nação João Galamba. Tem graça e não ofende.